Setembro Verde incentiva doação de órgãos
Equipe do Hospital Carlos Fernando Malzoni atua na conscientização da população
Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação/Hospital

Durante este mês, o Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ reforça as ações de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. O ‘Setembro Verde’ amplia a discussão em torno do tema e antecede o Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. Um dos principais objetivos da campanha é estimular uma atitude simples, mas decisiva: conversar com a família sobre o desejo de ser doador. Isso porque, no Brasil, a doação após a morte depende da autorização dos familiares.
A médica neurologista do Hospital, Liliana Ujikawa, chama atenção para a importância desse diálogo antecipado. Segundo ela, muitas famílias enfrentam dificuldade para tomar uma decisão em um momento de perda, especialmente quando desconhecem qual era a vontade do familiar. “Quando pensamos sobre atos heroicos, geralmente nos lembramos de atitudes que exigem habilidades especiais ou grande esforço. Mas existem muitos atos heroicos que são simples. Às vezes, uma conversa pode ajudar a salvar muitas pessoas”, destaca a neurologista.
PROCESSO DE DOAÇÃO
No Hospital, o trabalho relacionado à doação de órgãos e tecidos conta com a atuação da EDoT Matão – Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes – formada pela médica Liliana Ujikawa e pelas enfermeiras Sarah Emanuelly de Lima, Rosana Cristina Assaiante e Janaína Schimicoski. A equipe trabalha de forma integrada com os demais profissionais do hospital, acompanhando pacientes neurocríticos com possibilidade de diagnóstico de morte encefálica, orientando as equipes assistenciais e oferecendo acolhimento e informações às famílias.
A EDoT também desenvolve atividades educativas e de conscientização junto aos profissionais do hospital e à comunidade, contribuindo para esclarecer dúvidas e reduzir mitos relacionados à doação. Entre os temas abordados estão a diferença entre coma e morte encefálica, quais órgãos e tecidos podem ser doados, como ocorre o processo de doação e o papel da família na autorização.
EM VIDA OU APÓS A MORTE
Alguns órgãos e tecidos podem ser doados em vida, obedecendo critérios médicos e legais, como um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea. Após a confirmação da morte encefálica, dependendo das condições clínicas do potencial doador, podem ser viabilizadas doações de órgãos como coração, pulmões, fígado, rins e pâncreas, além de tecidos como córneas, ossos e outros. A morte encefálica é uma condição irreversível e corresponde à perda definitiva de todas funções cerebrais, inclusive as que controlam a manutenção das funções dos outros órgãos do corpo e, por isso, caracteriza óbito tanto do ponto de vista médico como legal.
Para a equipe do Hospital, ampliar o conhecimento da população é uma das principais ferramentas para fortalecer a cultura da doação. Quando uma pessoa manifesta em vida seu desejo de ser doadora e conversa claramente sobre isso com seus familiares, diminui a possibilidade de dúvidas justamente quando a família precisará tomar uma decisão. Por isso, a mensagem central do ‘Setembro Verde’ no Hospital de Matão é direta: “Converse com sua família. Sua decisão pode salvar vidas”.
SHOW DE TALENTOS
Como parte das atividades de conscientização desenvolvidas neste mês, o Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ também promove, nesta sexta-feira (18), um Show de Talentos na Casa da Cultura, reunindo música, depoimento de transplantado e participação da EDoT. A programação integra as iniciativas realizadas pela instituição durante o ‘Setembro Verde’ para aproximar o tema da comunidade.
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