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Cultura e Variedades

Alunos do Projeto Pilar prestaram o Encceja

Programa é realizado pela Citrosuco nas Regionais Centro e Norte

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Turma do Programa Pilar. Provas foram realizadas em Araraquara para alunos da Regional Centro
Turma do Programa Pilar. Provas foram realizadas em Araraquara para alunos da Regional Centro

No último dia 23 foi realizado o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para alunos do Programa Pilar, desenvolvido pela Citrosuco, visando certificações no Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio. Prestaram as provas 32 Trabalhadores Agrícolas Polivalente (TAPs) da Regional Centro (18 da Fazenda Entre Rios e 14 do Viveiro Maringá) e 12 alunos da Regional Norte (da Fazenda São João, sendo nove TAPs e três colhedores de laranja).

No exame, os conteúdos trabalhados foram Matemática, Língua Portuguesa e Redação, Ciências da Natureza, História e Geografia. Os temas das redações foram ‘A importância do endereço como direito dos cidadãos’ (Ensino Fundamental 2) e ‘Caminhos para garantir os direitos do consumidor’ (Ensino Médio).

As professoras da Regional Centro são Rita Carvalho Magalhães (Viveiro Maringá), Laiane Silvia Firmiano e Rhayza Andreza Paiuta (Fazenda Entre Rios); da Regional Norte, Cintia Michelle Gomes da Silva e Solange Martins (Fazenda São João). Segundo Rita, o ‘Pilar’ tem uma importância enorme na vida dos alunos, pois oferece uma oportunidade de aprendizado, crescimento e transformação.

“Como professora, acompanhar essa trajetória, desde os primeiros passos até a preparação para o Encceja, é muito gratificante. Acompanhar cada avanço e descoberta representa uma conquista e mostra que nunca é tarde para aprender, acreditar em si mesmo e buscar novos caminhos. Para muitos alunos, o ‘Pilar’ não significa somente voltar a estudar, mas também recuperar sonhos e enxergar novas possibilidades para o futuro”, diz Rita.

Para a professora Laiane, “o ‘Pilar’ é muito mais que um projeto de estudos, é um pilar de sustentação, força e recomeço. Recebemos alunos que chegavam envergonhados, dizendo ‘não vou dar conta’. E aos poucos, eles perceberam que o programa é um lugar seguro para tentar de novo. O ‘Pilar’ devolveu a eles o direito de sonhar, de conseguir um emprego melhor, de ajudar o filho na lição de casa, de dizer ‘eu concluí’. Preparar essa turma para o Encceja foi desafiador, mas incrível, gratificante. Independentemente da nota, ver o resultado hoje é uma alegria que não cabe no peito”.

“Agradeço às professoras e à coordenadora do Programa Pilar por relembrarem a gente daquilo que aprendemos no passado e ensinarem coisas novas. Agradeço à Citrosuco pela oportunidade de voltarmos a estudar durante o horário de trabalho e pelo apoio para prestarmos o Encceja. Espero ter passado nas provas para poder fazer outros cursos”, cita João Paulo Ferreira dos Santos, aluno da Fazenda Entre Rios e morador de Ibitinga.

“Faço parte do ‘Pilar’ e isso mudou a minha vida. Por mais que falassem que nessa etapa da vida não dá mais pra aprender, eu afirmo que dá e o Encceja é prova disso. No ano passado eu prestei e eliminei várias matérias e neste ano fui fazer só Matemática. Estou confiante de que vou ser aprovada. Por isso falo que vale a pena, sim”, afirma Selma Moreira da Silva, aluna do Viveiro Maringá e moradora de Nova Europa.

O Programa Pilar, desenvolvido pela Citrosuco em parceria com o Alicerce Educação, tem como foco o avanço da escolaridade dos trabalhadores e a preparação para o Encceja. “Para isso, todos os conteúdos são trabalhados nas aulas que acontecem durante o horário de trabalho dos alunos nas cinco turmas, três na Regional Centro e duas na Regional Norte, sendo uma delas focada no colhedor de laranja”, explica a responsável pelo acompanhamento do ‘Pilar’, Margareth Ribeiro da Silva (Margô, consultora em Transformação e Impacto Social/ESG Citrosuco).

O ‘Pilar’ pratica a educação em contextos rurais, com o objetivo de promover ações de alfabetização e aceleração escolar. “O programa incorporou soluções como o uso de ônibus-escola, ampliando o acesso à educação em áreas remotas e contribuindo para a redução de desigualdades educacionais em regiões com maior vulnerabilidade social. A iniciativa contribui para a geração de impactos sociais positivos na cadeia de valor, em linha com a promoção do trabalho digno e da resiliência produtiva, assim como nosso compromisso”, destaca Patrícia Mistura, coordenadora de ESG da Citrosuco.

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