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Simulado de incêndio florestal mobiliza forças de segurança

Treinamento reuniu bombeiros, brigadistas públicos e privados, policiais militares e guardas municipais

Fonte: Natali Galvão - free lancer, postado por Natali Galvão

Foto: Natali Galvão

Prevenção. Simulado visou o período de estiagem, quando o risco de queimadas aumenta significativamente
Prevenção. Simulado visou o período de estiagem, quando o risco de queimadas aumenta significativamente

Na manhã da terça-feira (4), a Defesa Civil de Matão realizou o 1º Simulado de Incêndio Florestal do município. O treinamento aconteceu em uma área rural localizada ao lado do ‘Pulmão Verde’ (próximo ao Portal Terra da Saudade) e teve como objetivo avaliar o tempo de resposta das equipes, além da integração entre os órgãos responsáveis pelo combate a incêndios em vegetação.

A ação reuniu agentes da Defesa Civil, bombeiros civis, brigadistas da Prefeitura e da Baldan Implementos Agrícolas, além do apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal. O exercício simulou uma ocorrência de incêndio em área de vegetação, permitindo que as equipes colocassem em prática os protocolos de acionamento, comunicação e combate às chamas.

Segundo o sargento Paulo Curvello, do Corpo de Bombeiros de Matão, o treinamento atingiu plenamente o seu propósito: “O simulado cumpriu o objetivo de realizar um treinamento integrando todas as forças de segurança do município”. Ele explicou que, em uma ocorrência real, o Corpo de Bombeiros normalmente é a primeira equipe a chegar ao local. Após avaliar a dimensão da situação, uma rede de apoio é acionada imediatamente, envolvendo a Defesa Civil, a Prefeitura e empresas parceiras que disponibilizam caminhões-pipa para reforçar o abastecimento de água durante o combate ao fogo.

Curvello destacou que essa comunicação ocorre por meio do WhatsApp, permitindo rapidez no acionamento das equipes: “Esse pedido de apoio pode partir tanto do Corpo de Bombeiros quanto da Defesa Civil. É uma ação recíproca, e procuramos atender no menor tempo possível”. O sargento ressaltou que, em determinadas situações, o atendimento pode sofrer pequenos atrasos caso o Corpo de Bombeiros esteja empenhado em outra ação, pois nenhuma ocorrência pode ser abandonada antes de ser concluída.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

Durante o simulado, as condições climáticas colaboraram para que o fogo permanecesse sob controle. A umidade relativa do ar elevada, a vegetação ainda parcialmente úmida e a ausência de ventos fortes impediram que as chamas se propagassem rapidamente. Segundo Curvello, esse cenário foi importante para garantir a segurança dos participantes: “Tivemos chuva há pouco tempo, a vegetação ainda não está totalmente seca e praticamente não houve vento. Tudo isso contribuiu”.

O bombeiro alertou que essa realidade é diferente da enfrentada durante o período mais crítico de estiagem: “Os incêndios geralmente acontecem depois do meio-dia, quando as temperaturas podem chegar perto dos 40 graus. Além do calor intenso, muitas vezes o acesso da viatura é difícil, obrigando as equipes a caminhar até o foco e, em alguns casos, realizar o combate manualmente, utilizando ferramentas como a chamada ‘vassoura de fogo’”.

O coordenador da Defesa Civil, Luciano Leite, lembrou a chamada ‘regra dos 30’, utilizada como referência para identificar situações críticas de incêndio em vegetação: “Quando temos temperatura acima de 30 graus, umidade abaixo de 30% e cerca de 30 dias sem chuva, aí, sim, temos um cenário extremamente crítico”.

TEMPO DE RESPOSTA

Outro objetivo do treinamento foi avaliar a rapidez da mobilização das equipes envolvidas. De acordo com Luciano Leite, embora o Corpo de Bombeiros tenha chegado ao local em aproximadamente 15 minutos após o início do simulado, o foco principal da avaliação foi a integração entre todos os órgãos participantes: “Os bombeiros são os primeiros a chegar ao local e, a partir desse acionamento, todas as demais equipes entram em operação. Em média, cerca de 20 minutos depois, todas as brigadas já estavam atuando no combate. Considero um tempo bastante satisfatório, principalmente pela distância percorrida”.

O coordenador também destacou o desempenho da comunicação entre os participantes durante toda a operação: “Houve uma boa comunicação entre as equipes, direcionando cada uma para o local onde deveria atuar. Considero que o resultado foi excelente, mas precisamos continuar realizando treinamentos para aperfeiçoar cada vez mais esse trabalho”.

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