Silvânia celebra seus 125 anos com festival
Evento reunirá música, gastronomia italiana, tradição religiosa e outras atrações
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Acervo A Comarca

O bairro de Silvânia completa 125 anos. Em comemoração será realizado o ‘Festival Cultural e Gastronômico de Silvânia’, com uma programação que reúne música, cultura, gastronomia italiana e manifestações de fé. O evento acontecerá em três finais de semana: nos dias 22 e 23, 29 e 30 de agosto e 5 e 6 de setembro.
Na abertura, neste sábado (22), tem Santa Missa às 18h30 e show com Os Milionários, às 19h30, na ‘Noite Italiana’, com especialidades da culinária. No domingo (23) haverá Santa Missa às 10 horas, com a Bênção às Famílias; inauguração do Museu da História de Silvânia e, às 11 horas, almoço ‘Costela de Chão’ ao valor de R$ 75,00 por pessoa, com apresentações de Fred & Conrado e Ulisses & Moisés.
As atrações prosseguem no dia 29, com Santa Missa às 18h30 e quermesse ao som do Duo US Dias (19h30). No dia 30, Santa Missa às 10 horas e almoço a partir das 12 horas ao embalo de Edu Martins e Banda; na sequência, show da Orquestra de Viola Caipira de Itapuí, valorizando a música e a cultura caipira.
No dia 5 de setembro, a partir das 19h30, Santa Missa e o evento religioso ‘Reaviva - um dia de Louvor e Adoração’, promovido pelo Cenáculo da Misericórdia, reunindo música e espiritualidade. O encerramento será no dia 6, com a Santa Missa às 10 horas, almoço, Show de Prêmios e apresentação de As Patroas a partir das 12 horas.
“O evento terá atrações especiais e gastronomia italiana em todos os seus dias, reforçando a proposta de celebrar a religiosidade, a história e as tradições locais em um ambiente de convivência familiar”, diz o presidente da Comissão Organizadora do festival, padre Rubens Romão Corrêa Júnior (Paróquia São Sebastião), pároco no Jardim Paraíso e também em Silvânia.
“Com o lema ‘Tradição, Fé, Família, Cultura e Gastronomia’, a comemoração aos 125 anos de Silvânia reunirá diferentes gerações e valorizará as manifestações culturais, a gastronomia e a parte religiosa, que fazem parte da identidade de Silvânia”, completa Cleber Augusto Bastia, coordenador da Comissão Organizadora.
“Celebrar os 125 anos de Silvânia é agradecer aos ferroviários, imigrantes, trabalhadores e famílias que ajudaram a construir essa história; aos seus descendentes, que mantiveram vivas as nossas tradições e a todos que hoje se unem nesse movimento para resgatar, preservar e fazer essa memória novamente pulsar. Silvânia é resultado de muitas gerações – e é muito bonito ver essa história sendo redescoberta e compartilhada”, resume Cleber, descendente das famílias Capparelli e Bastia.
Além do padre Rubens e de Cleber, a Comissão Organizadora reúne Luiz Antonio Cezar de Oliveira, Luiz Carlos de Gaetano, Mário César da Silva Filho, membros das famílias Bastia e Capparelli e integrantes da Paróquia São Sebastião (Jardim Paraíso/Silvânia).
Desde Santa Josepha
História do bairro toma impulso com estação ferroviária, escola e casas para ferroviários
Silvânia é um bairro da Zona Rural de Matão, com perímetro urbano próprio, nascido com a chegada da estrada de ferro. Ali foram construídos o prédio da primeira Estação Ferroviária de Santa Josepha, inaugurada em 1901, assim como a escola e casas para os ferroviários.
Com a inauguração do ramal que ia de Santa Josepha a Tabatinga foi preciso melhorar a estrutura do local e, em 1911, foi construída outra estação bem maior, com plataforma de 100 metros de comprimento e quatro linhas férreas. A primeira estação se tornou um armazém.
Em 1914, o nome passou a ser Silvânia e foi nesse ano que Belarmino Capparelli deu início ao comércio de secos e molhados em um armazém construído nas proximidades da estação. Nessa época, o armazém passou a vender combustível para as famosas jardineiras que faziam as linhas de Araraquara até Taquaritinga e de Araraquara a Itápolis, assim como para os automóveis dos viajantes.
O bairro cresceu e, em 1937, Terige Bastia comprou o armazém da família Capparelli e deu sequência ao comércio, agora com uma máquina de beneficiar arroz e triturar milho para produzir fubá e quirela. Além dos ferroviários que ali moravam, as grandes fazendas da região vinham fazer suas ‘despesas’ para o mês e por ali passavam os dias.
Em 1926 foi fundado o Silvânia Futebol Clube. O time mais antigo de Matão – que ainda sobrevive – completará seu centenário em setembro. Em 1958, o fazendeiro Rivadávia Faria doou 10 mil m² para a construção da Capela São João Batista e da Praça Joanna Tonoli Faria. Feitas em mutirão, elas foram inauguradas no dia 28 de junho de 1959 pelo padre Nelson Antonio Romão. (Luiz Cezar de Oliveira)
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