Saldo do emprego é negativo em Matão
Dados do Caged são referentes ao período acumulado de julho/2025 a junho/2026
Fonte: Rogério Bordignon com informações do site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do site G1 (Globo), postado por Natali Galvão
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Foto: Acervo A Comarca

Divulgados no último dia 29, os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), informam que Matão teve 20.201 admissões e 22.931 desligamentos - saldo negativo de 2.730 - no período de julho de 2025 a junho de 2026. Considerando os 645 municípios paulistas nesse acumulado de 12 meses, somente Santa Rita do Passa Quatro teve resultado pior, com um saldo negativo de 5.230, decorrente de 5.571 contratações e 10.801 demissões.
No último semestre (janeiro a junho), nosso município teve 11.960 contratações e 12.630 demissões, gerando um saldo negativo de 670. Nesses seis meses de 2026, considerando os municípios paulistas, somente nove tiveram resultados piores do que Matão: Caraguatatuba (-935), Catanduva (-802), Guarujá (-1.063), Jacareí (-832), Monte Azul Paulista (-1.168), Poá (-1.446), Ribeirão Branco (-757), Santa Cruz do Rio Pardo (-674) e São Caetano do Sul (-1.597).
Considerando somente o último mês de junho, nosso município teve um saldo de 2.653 empregos, resultante de 3.948 admissões e 1.287 desligamentos. No Estado de São Paulo, o saldo matonense em junho somente é superado pelos de Osasco (5.203) e São Paulo (Capital, 8.890). Cabe ressaltar que o ‘Novo Tarifaço’ imposto pelo Governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros passou a vigorar no último dia 22.
De 2007 a 2019, quando o método usado pelo MTE era diferente ao do usado no sistema do Novo Caged, o saldo de admitidos e demitidos em Matão é o seguinte: 2007 (2.025), 2008 (104), 2009 (456), 2010 (-29), 2011 (3.757), 2012 (1.168), 2013 (-2.357), 2014 (-1.400), 2015 (2.111), 2016 (-3.224), 2017 (2.321), 2018 (-1.467) e 2019 (1.132).
Desde 2020, quando os dados do Novo Caged passaram a ser divulgados, no recorte anual de janeiro a dezembro, Matão teve 16.655 admissões e 17.179 desligamentos, perfazendo saldo negativo de 524 em 2020. Em 2021, 16.128 e 15.836 (+292); 2022, 17.248 e 15.938 (+1.310); 2023, 22.030 e 20.666 (+1.364); 2024, 21.472 e 24.807 (-3.335) e 2025, 24.355 e 20.082 (+4.273).
NO BRASIL
Os dados do Caged mostram que no último mês de junho, o mercado formal de trabalho registrou saldo de 145.161 postos de trabalho. De acordo com o site G1 (Grupo Globo) esse também foi o pior resultado para meses de junho desde 2020, ano que teve 53,38 mil vagas fechadas, durante a pandemia de Covid-19. Desde 2021, a quantidade de empregos criados foi maior nos meses de junho do que neste referido mês de 2026: em 2021, 318,2 mil empregos criados; em 2022, 285,26 mil; 2023, 155,81 mil; 2024, 206,6 mil e 2025, 162 mil vagas abertas.
No primeiro semestre de 2026, foram acumulados 921.645 novos empregos, o que representa crescimento de 1,96%. O número representa uma queda de 25% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada. A quantidade de empregos gerados no primeiro semestre desse ano, também foi o pior resultado considerando os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas 1.398.484 vagas formais em meio à pandemia. Em 2021 foram criadas 1.481.680; 1.388.564 (2022); 1.031.593 (2023); 1.313.411 (2024) e 1.229.107 no primeiro semestre de 2025.
Considerando os saldos de julho de 2025 a junho de 2026, a ampliação do emprego chega a 963.921 novos postos de trabalho, crescimento de 2,1% no período. Com isso, o estoque de empregos no país alcançou 48.032.308 vínculos trabalhistas. O saldo foi positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês, com destaque para o setor de Serviços, que gerou 74.514 vagas, crescimento de 0,3%. Entre as atividades do setor, destacaram-se as atividades administrativas e os serviços complementares, responsáveis pela criação de 26.634 empregos no mês.
A Agropecuária também registrou saldo positivo, com aumento de 22.898 postos formais de trabalho (+1,2%), assim como o Comércio, que apresentou saldo de 19.177 postos (+0,2%), a Indústria, com saldo de 14.438 postos formais (+0,2%), e a Construção, com saldo de 14.136 empregos (+0,5%).
O emprego apresentou saldo positivo em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). Os únicos Estados que registraram redução foram Espírito Santo (-2.259) e Tocantins (-115). Dos postos de trabalho gerados, 77,3% podem ser considerados típicos e 22,7% não típicos, compostos majoritariamente por trabalhadores temporários (+12.658) e pessoas físicas inscritas no Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (Caepf, +9.435).
EMPREGO NO ANO
De janeiro a junho de 2026, foram criadas 921.645 novas vagas de emprego formal, com saldo positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 571.926 postos formais no semestre (+2,5%), especialmente nas atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, responsáveis por 208.737 empregos no primeiro semestre do ano.
No semestre passado, a Construção gerou 168.962 postos de trabalho, crescimento de 5,73%, com maior expansão nas atividades de Obras de Infraestrutura (+64.793) e Construção de Edifícios (+60.552). A Indústria apresentou saldo de 143.442 postos (+1,6%) e a Agropecuária registrou saldo positivo de 40.853 novas vagas. O Comércio foi o único setor com saldo negativo, registrando redução de 3.514 postos de trabalho no acumulado do ano.
Nas Unidades da Federação, os maiores saldos no acumulado de 2026 foram registrados em São Paulo (252.558), Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Em termos relativos, as maiores variações positivas ocorreram no Amapá (+4,25%), Acre (+3,38%) e Mato Grosso (+3,36%).
COMPARAÇÃO CAGED E PNAD
Os dados do Caged consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,6% no trimestre encerrado no último mês de maio. De acordo com o IBGE, essa foi a menor taxa da série histórica para esse período.
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