Matão perde Helena Bottura Machado
Professora e artista plástica, uma das grandes protagonistas de Corpus Christi, morreu aos 85 anos
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon

Helena Bottura Machado faleceu por volta das 10 horas da sexta-feira (31), aos 85 anos, sendo sepultada no Cemitério Municipal de Matão, na tarde do mesmo dia. Enfrentando problemas de saúde, ela foi submetida a uma cirurgia de emergência no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, decorrente de problema intestinal. O prefeito Cido Ferrari decretou Luto Oficial de três dias pelo falecimento de Helena.
Filha primogênita de Waldemar Ambroggio Bottura (Walter) e Elvira Azinari Bottura, ela nasceu no dia 7 de setembro de 1940, em Matão. Irmã de Sônia, Olga e Walter (Teleco), Helena e seu marido, Sergio Luiz Romagnoli Machado, tiveram cinco filhos: Maria Paula, Luciana, Paulo Henrique (Popi), Marina e Thais.
São cinco netos: Virgínia (filha de Luciana e de Heraldo Peracini); Giovani e Ninna (filhos de Maria Paula e Marco Alberto Cavichioli); Tomas (filho de Paulo Henrique e Helen Capelletto) e Clara (filha de Thais e André Naime); e dois bisnetos: Aurora (filha de Giovani e Camila Won Ancken) e Tom (filho de Virgínia e Fábio Pacolla).
Professora aposentada, Helena lecionou na rede pública estadual e municipal. Também colaborou como educadora e voluntária com a Apae de Matão. Artista plástica, foi uma das grandes protagonistas da Festa de Corpus Christi de Matão. Ela, Dionísio Benassi e sua filha, Thenéa, fizeram a primeira simbologia eucarística na edição do evento de 1950.
Antes dessa obra, aos sete anos de idade, ela já ajudava com a coleta e transporte de materiais para a ornamentação religiosa, como folhas de mangueira, plantas, flores, itens naturais variados, objetos e até pipoca. O primeiro quadro de vidro moído foi feito por Helena Bottura, em 1962. Está na Revista ‘O Cruzeiro’ daquele mesmo ano.
Em novembro de 1962, Helena e Victorio D’Agostino fizeram quadros alusivos a Corpus Christi na inauguração do Centro Metropolitano de Compras, em São Paulo. Como artista, ela participou ininterruptamente de Corpus Christi entre 1958 e 2005. De 1971 a 2005, a devoção dela por Nossa Senhora inspirou suas obras, valorizadas por lindas molduras com desenhos de rosas.
Ultimamente, a presença dela em Corpus Christi ocorria junto a Cyro Virginio Modé Filho (Cyrinho) e sua esposa, Rosa Lilia Mastropietro Modé, pois Helena – artista plástica de ‘mão cheia’ – levava quadros maravilhosos em lindas molduras para compor o altar feito defronte a Farmácia São José.
A família Bottura Machado agradece aos médicos José Silvio Rizzo, André Lanza Rizzo e Flávio Borsetti, a toda equipe da UTI Adulto, ao corpo de enfermagem e funcionários do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’; às cuidadoras; ao prefeito Cido Ferrari; ao vereador Ademir de Souza; imprensa, familiares, amigos e todas as pessoas que partilharam carinho na despedida de Helena. A Missa de Sétimo Dia foi realizada na Igreja Matriz Senhor Bom Jesus de Matão, na quarta-feira (5).
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