Matão inicia projeto piloto para implantação de contraceptivo
Primeiras pacientes receberam o implante na última sexta-feira (3); método de longa duração será destinado, inicialmente, a pessoas em situação de maior vulnerabilidade social e risco reprodutivo
Fonte: Natali Galvão com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação/Prefeitura

A Prefeitura de Matão, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou na última sexta-feira (3) o projeto piloto para implantação do contraceptivo subdérmico Implanon na rede pública de saúde. As primeiras pacientes foram atendidas na Unidade de Saúde da Família (USF) do Portal Terra da Saudade e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II).
O Implanon é um pequeno implante hormonal de aproximadamente quatro centímetros, inserido sob a pele do braço, com eficácia contraceptiva de até três anos. Além de prevenir a gravidez não planejada, o método auxilia na redução de cólicas intensas, no tratamento da endometriose e no controle de sangramentos uterinos anormais.
Nesta primeira etapa, o município recebeu 273 unidades do contraceptivo, encaminhadas pelo Ministério da Saúde, com previsão de novos lotes. O dispositivo será oferecido, prioritariamente, a pessoas com potencial reprodutivo — incluindo mulheres e homens transgêneros — que estejam em situação de maior vulnerabilidade social ou apresentem risco reprodutivo e desejem utilizar um método contraceptivo reversível.
A iniciativa segue as diretrizes do Ministério da Saúde e está alinhada à Lei nº 9.263/1996, que assegura o direito ao planejamento familiar por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o prefeito Cido Ferrari, a implantação do novo método representa um avanço na garantia de direitos e no cuidado com a saúde da população. "Oferecer essa possibilidade na nossa rede municipal de saúde é uma forma de cuidar das pessoas em suas necessidades de prevenção e organização da vida em família, o que é uma questão de garantia de direitos que estamos providenciando para a população", destacou.
Primeiras pacientes
Entre as primeiras mulheres atendidas está Larissa, de 23 anos, moradora da área de abrangência da USF Portal Terra da Saudade. Mãe de quatro filhos, ela enfrentou a perda do bebê mais recente aos oito meses de gestação, em decorrência de insuficiência respiratória.
De acordo com a Secretaria de Saúde, por apresentar gravidez de risco, Larissa optou pela utilização do Implanon como método contraceptivo. Embora tenha indicação para realizar laqueadura, ela se sente mais segura utilizando o implante.
Todas as pacientes recebem orientações detalhadas antes da inserção do dispositivo e têm o procedimento registrado em uma cartilha específica para acompanhamento do método.
Capacitação das equipes
A implantação do Implanon também marca o início da capacitação dos profissionais da rede municipal. Médicos e enfermeiros passaram por treinamento realizado pelo Ministério da Saúde para realizar o procedimento e, posteriormente, serão responsáveis por multiplicar o conhecimento aos demais profissionais da rede.
Até o momento, foram habilitados os médicos Daniel Evangelista de Miranda, Maria Carolina Andrade Silva e Sidnéia Silva, além do enfermeiro Marcelo Ribeiro da Silva. A primeira etapa contou ainda com o acompanhamento da enfermeira Vanessa Graziosi e a participação do médico Pedro Henrique Ramos de Oliveira Lima, da USF Portal, e da enfermeira Aline Souza Oliveira, do CAPS II.
Como solicitar o Implanon
O secretário municipal de Saúde, Orivaldo Reguin (Faro), orienta que as pessoas interessadas e que se enquadram nos critérios estabelecidos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar o cadastro.
"As mulheres devem procurar a unidade de saúde mais próxima de suas residências para fazer o cadastro de chamada para a implantação do Implanon. Nossas equipes também estão entrando em contato por telefone com as pacientes que necessitam do contraceptivo", explicou.
A expectativa da Secretaria de Saúde é ampliar gradativamente a oferta do Implanon na rede municipal, à medida que novos lotes forem disponibilizados pelo Ministério da Saúde e mais profissionais forem capacitados para realizar o procedimento, ampliando o acesso da população a um método contraceptivo seguro, reversível e de longa duração.
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