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Negócios

Exportações caem 30,5% no primeiro semestre

Dados referentes ao Ciesp-Matão foram informados pela Fiesp

Fonte: Redação, postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Montagem/A Comarca

Queda. O Ciesp-Matão exportou US$ 569,7 milhões no primeiro semestre de 2026, decréscimo de 30,5% em relação ao mesmo período de 2025 (US$ 819,3 milhões)
Queda. O Ciesp-Matão exportou US$ 569,7 milhões no primeiro semestre de 2026, decréscimo de 30,5% em relação ao mesmo período de 2025 (US$ 819,3 milhões)

Informações do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – obtidas junto ao Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – mostram um grande recuo das exportações da Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-Matão), comparando o primeiro semestre de 2026 com o período equivalente de 2025.

Integrado pelo município-sede, Santa Ernestina, Dobrada e Motuca, o Ciesp-Matão exportou US$ 569,7 milhões no primeiro semestre de 2026, um decréscimo de 30,5% na comparação interanual com o primeiro semestre de 2025, quando exportou US$ 819,3 milhões. As importações da Regional somaram US$ 18,8 milhões, uma queda de 9,1% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados US$ 20,7 milhões. No saldo da Balança Comercial (Exportações/Importações), o Ciesp-Matão tem US$ 550,9 positivos no primeiro semestre de 2026.

Das 39 Regionais do Ciesp, no primeiro semestre de 2026, 24 tiveram saldo positivo nas exportações e 15 registraram saldo negativo. Entre estas 15 Regionais houve redução nas exportações, comparando os dois referidos períodos semestrais, também nas Regionais de Sertãozinho (de US$ 612,5 milhões em 2025 para US$ 506,1 milhões em 2026, -17,4%); Ribeirão Preto (de US$ 1.627,5 bilhão para US$ 1.442,5 bilhão, -11,4%); São Carlos (de US$ 373,6 milhões para US$ 365,9 milhões, -2%); e Araraquara (de US$ 1.191,9 bilhão para US$ 1.144,5 bilhão, -4%).

O índice de -30,5% referente ao Ciesp-Matão coloca a Regional como a que mais perdeu em exportações de um semestre para outro, considerando todas as 39 Regionais do Ciesp. Levando em conta todas elas, houve um crescimento de 7,2% nas exportações (de US$ 35.999 bilhões no primeiro semestre de 2025 para US$ 38.577 bilhões no mesmo período de 2026).

PRINCIPAIS PRODUTOS

Os principais produtos exportados pelas empresas que integram o Ciesp-Matão no primeiro semestre de 2026 foram preparações de produtos hortícolas (73,3%), produtos de perfumaria (17,4%) e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (5,6%). As importações da Regional se concentraram em sementes e frutos oleaginosos (32,4%), adubos ou fertilizantes (24%) e matérias albuminóides, colas e enzimas (12,4%). No primeiro semestre de 2026, os principais destinos das exportações de Matão foram Bélgica (34,1%), Estados Unidos (31,8%) e Holanda (7,7%). Por sua vez, as compras do Ciesp-Matão tiveram como principais origens China (35%), Estados Unidos (11,5%) e Rússia (11,2%).

O principal produto exportado continua sendo as preparações de produtos hortícolas (suco de laranja como o maciço representante deste segmento), responsáveis por US$ 417,8 milhões em vendas ao exterior. Embora líder, este segmento apresentou retração de 38,5% em relação aos US$ 679,4 milhões registrados em 2025. Na sequência aparecem os produtos de perfumaria, com US$ 99,1 milhões, registrando crescimento de 9,1%; máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, com US$ 31,7 milhões (+1,5%); resíduos e desperdícios das indústrias alimentares, com US$ 7,3 milhões (-45,3%) e produtos químicos orgânicos, que alcançaram US$ 5,2 milhões, com expressiva alta de 477,4%.

Também se destacaram as exportações de veículos automóveis, tratores e suas partes, que cresceram 418,5%, atingindo US$ 4,1 milhões, além de ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres, com US$ 1,5 milhão (alta de 18,3%). A Bélgica manteve-se como o principal destino das exportações da Regional, absorvendo US$ 194,5 milhões, embora tenha registrado queda de 40,5% em comparação ao primeiro semestre de 2025. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 181,1 milhões (redução de 44,2%).

Na sequência estão: Holanda, US$ 44,1 milhões (+0,5%); Espanha, US$ 22,9 milhões (crescimento superior a 500%); Alemanha, US$ 15,2 milhões (+76,8%); China, US$ 12,7 milhões (-65,2%); Japão, US$ 11,3 milhões (+17,7%); Austrália, US$ 10,07 milhões (crescimento superior a 500%); Paraguai, US$ 9,3 milhões (-1,3%); e Indonésia, US$ 6,1 milhões (crescimento superior a 500%). Os demais mercados responderam por US$ 62,5 milhões (aumento de 8,8%).

IMPORTAÇÕES

Nas importações, a China permaneceu como principal país fornecedor da Regional do Ciesp-Matão, com US$ 6,6 milhões, apesar da retração de 19,4%. Em seguida: Estados Unidos, US$ 2,2 milhões (-46,3%); Rússia, US$ 2,1 milhões; Tailândia, US$ 1,5 milhão (+71,7%); Peru, US$ 1,4 milhão (-29,4%); Catar, US$ 1,3 milhão; Índia, US$ 1,1 milhão (-20,9%); Holanda, US$ 700 mil (-0,6%); Colômbia, US$ 300 mil (+46%); e Reino Unido, US$ 300 mil (+139,3%). Os demais países responderam por US$ 1,4 milhão (redução de 56,5%).

Entre os principais produtos importados destacam-se sementes e frutos oleaginosos, com US$ 6,1 milhões, embora em queda de 19%. Em seguida aparecem adubos e fertilizantes, com US$ 4,5 milhões; matérias albuminóides, colas e enzimas, com US$ 2,3 milhões (-47,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com US$ 2,2 milhões (+41,4%); e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, com US$ 800 mil (-32,7%). Também figuram entre os principais itens importados: plásticos, tintas e vernizes; produtos diversos das indústrias químicas; produtos químicos orgânicos, gorduras e óleos animais ou vegetais e outros produtos de menor participação.

 

HISTÓRICO

No portal do Comex Stat (MDIC), há dados desde 1997. Consta neste site que o recorde de exportações de Matão foi batido em 2025, com um total de US$ 1.461.370.029, superando a quantidade de 2024 ( US$ 1.424.915.177), que por sua vez foi maior que o valor das exportações de 2023 (US$ 1.369.523.356), recorde desde 2013, quando o município atingiu US$ 1.118.177.915,00. Matão exportou mais de um bilhão de Dólares também em 2022 (1.050.416.530,00), 2017 (1.097.857.927,00) e 2014 (1.005.367.546,00).

Nos demais anos, Matão vendeu para outros países os seguintes valores (em Dólares): 852.423.637 (2021); 771.214.071 (2020); 979.667.299 (2019); 997.794.062 (2018); 961.457.951 (2016); 982.308.141 (2015); 992.028.902 (2012); 876.897.150 (2011); 714.875.010 (2010); 678.802.775 (2009); 753.386.701 (2008); 825.645.458 (2007); 564.144.394 (2006); 536.246.485 (2005); 414.241.748 (2004); 408.472.909 (2003); 328.598.543 (2002); 248.275.543 (2001); 298.205.953 (2000); 365.956.877 (1999); 409.750.687 (1998) e 364.378.846 (1997).

A última vez que as exportações anuais de Matão tiveram valor menor do que as de Araraquara foi em 2016, quando os vizinhos mandaram para fora do Brasil US$ 1.034.014.675. Nos últimos 29 anos, Araraquara superou Matão 18 vezes, de 1997 a 2013 e em 2016, enquanto Matão exportou mais em 2014, 2015 e desde 2017, ou seja, em 11 anos consecutivos desde 1997 – ano inicial dos dados do Comex Stat.

Matão e Araraquara nunca exportaram menos do que Sertãozinho, São Carlos e Ribeirão Preto, sequer do que qualquer outro dos 42 municípios da região. Em 2024, Matão exportou quase o dobro de Araraquara (US$ 1.424.915.177 diante de US$ 771.750.615). E no ano passado, Matão também superou Araraquara ao vender para o exterior US$ 1.461.370.029, diante de US$ 911.486.756. Porém, no primeiro semestre de 2026, Araraquara exportou mais do que o dobro de Matão: US$ 1.191,9 bilhão diante de US$ 569,7 milhões.

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