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Cultura e Variedades

Fé e arte fazem morada em Matão

Inspirada no lema 'Fraternidade e Moradia', a 78ª Festa de Corpus Christi mobilizou a comunidade a manter sua bela tradição

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão

Foto: Acervo A Comarca

Fé e arte fazem morada em Matão
Fé e arte fazem morada em Matão

Mantendo uma tradição iniciada em 1948, na madrugada do feriado da quinta-feira (4), católicos vinculados às 11 paróquias de Matão – bem como integrantes do grupo ‘Artista na Rua’ e frequentadores do Centro de Atenção Psicossocial (Caps-Matão) – iniciaram a ornamentação dos tapetes de rua em Corpus Christi, sob orientação do gerente de Difusão Cultural e Eventos da Secretaria de Educação e Cultura, Elio Floriano.

A ‘Terra da Saudade’ realizou a 78ª edição de sua Festa de Corpus Christi, proporcionando um cenário de beleza exuberante registrado por fotografias, áudios, vídeos e reportagens jornalísticas. O padre da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus, João Innocêncio da Costa, explicou o significado de Corpus Christi para os católicos: “É a expressão máxima da nossa fé e a celebração da vida fundamentada em Jesus Cristo Ressuscitado, vencedor da morte e do pecado, pois Ele está entre nós, sobretudo quando vivemos unidos na oração, na adoração e na vontade de Deus”.

Com base no lema da Campanha da Fraternidade 2026, ‘Fraternidade e Moradia’, o tema dos enfeites neste ano foi ‘Eucaristia: a morada de Deus entre nós!’. “Mais uma vez, vimos as comunidades e muitas famílias voluntárias se dedicando à ornamentação dos tapetes de rua, fortalecendo a fé cristã por meio de Corpus Christi. Neste ano, tivemos um número maior de instituições sociais levantando recursos para seus projetos beneficentes e mais visitantes de várias cidades vizinhas, ou seja, foi um momento de fraternidade, partilha e amor. Agradecemos a todos que se empenharam para conseguirmos esse resultado tão positivo”, afirmou o prefeito Cido Ferrari.

RELIGIOSOS

Sobre a participação da comunidade, Vinícius Henrique Gonçalves, seminarista propedêutico da Diocese de São Carlos e colaborador da Paróquia Santa Rosa de Lima, relatou: “Há oito anos estou à frente da organização das ornamentações de Corpus Christi na Avenida 15 de Novembro, com o grupo da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Com a graça de Deus, o Grupo de Oração ‘Jovem, Coragem!’ completa quatro anos conosco, nos ajudando a cumprir essa missão. É uma graça muito grande celebrarmos o Corpus Christi para que o nosso Senhor Jesus Cristo passe por cima dos tapetes de rua, abençoando a nossa cidade e as famílias”.

O casal Lucy e Maurivan Damaceno é voluntário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Bairro Alto). Ela é ministra da eucaristia e considera o dia de Corpus Christi como uma oportunidade prática da religião. “Para nós, ministros da eucaristia, levar a comunhão aos doentes é uma missão única, pois levamos Jesus Cristo até eles. É muito especial quando chegamos com a hóstia santa, pois eles passaram parte da vida indo até a Igreja e agora Jesus vai até eles, através de nós. E em muitos casos, através do contato que os desenhos de Corpus Christi, as pessoas também passam a ter mais comunhão com Deus, por meio do caminho, que é Jesus Cristo vivo entre nós”, declara Lucy.

Neste mesmo sentido, a catequista Vânia Farias explica que a ação concreta de enfeitar os tapetes de Corpus Christi, principalmente entre as crianças e os jovens, faz nascer a fé cristã logo na infância: “Como ser catequista é um chamado de Deus, temos a missão de dar o bom testemunho com nosso próprio exemplo, ajudando as crianças, jovens e adultos a encontrarem Jesus. Muitos chegam sem saber nenhuma oração e é maravilhoso ver a evolução deles, se envolvendo com os enfeites de Corpus Christi”.
 

O TRAJETO

A confecção dos tapetes de Corpus Christi seguiu o tradicional trajeto de 12 quarteirões pelo centro da cidade, cobrindo cerca de 1.200 metros de extensão pelas seguintes vias: Rua José Bonifácio, Avenida 28 de Agosto, Rua Rui Barbosa, Avenida 15 de Novembro, Rua Prudente de Moraes, Avenida 7 de Setembro e Avenida Siqueira Campos. Após a celebração da Santa Missa, por volta das 16 horas, com a presença do bispo diocesano Dom Luiz Carlos Dias, a procissão – formada por autoridades religiosas, milhares de fiéis e grupos de paróquias locais – seguiu os passos dos sacerdotes, desmanchando os desenhos das ruas ornamentadas. Assim, a multidão caminhou devagar, cantando e rezando, em momento de profunda reflexão espiritual.

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