Fundação Projeto Pescar visitou a Citrosuco-Matão
Desde 2003 desenvolvendo o programa, empresa alinha ações com instituição, que celebra 50 anos de vida
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
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Foto: Rogério Bordignon

No último dia 24, a unidade da Citrosuco em Matão abriu suas portas para uma visita técnica e institucional de extrema relevância para o fortalecimento do Projeto Pescar. O encontro reuniu lideranças da Fundação Projeto Pescar que vieram de Porto Alegre (RS), com o objetivo de estreitar laços e planejar as celebrações para os 50 anos de história da instituição no Brasil.
A visita foi realizada por Sílvia Regina dos Santos (gerente de Relações Institucionais e Qualidade), Gabriela Santos da Silva Meditsch (coordenadora de Marketing e Relacionamento) e Queli Giuriatti (Assessoria de Comunicação). A comitiva foi recebida com foco na construção conjunta de novas possibilidades para os jovens atendidos.
As visitantes foram recebidas por alunos do Projeto Pescar e por funcionários da Citrosuco: Douglas Ferreira (articulador do Projeto Pescar e especialista em Impacto Social); Luiz Zuculo (coordenador de Produção); Willian Giovani Sangalli (analista de Comunicação); Murilo Augusto Fatori (educador social do Projeto Pescar da Citrosuco-Matão) e Samanta Gabrieli Damaceno (auxiliar de DHO e egressa da Turma de 2024 do Projeto Pescar).
ROTEIRO E SUSTENTABILIDADE
Durante a manhã, as representantes da Fundação Pescar puderam conhecer a trajetória da Citrosuco e suas metas globais, com destaque para os ‘Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030’, além de informações sobre o Projeto Pescar, através de explanações de Willian, Zuculo e Douglas. A visita técnica percorreu áreas operacionais da empresa, onde foi apresentada a logística do suco, passando por alguns setores onde os jovens aprendizes do projeto atuam diariamente.
RODA DE CONVERSA E PERSPECTIVAS
O período da tarde foi marcado por um momento de grande sensibilidade: uma roda de conversa direta com os jovens do Projeto Pescar. Mais do que uma formalidade, o encontro serviu para a troca de experiências, onde os alunos puderam tirar dúvidas, conhecer diferentes culturas e compartilhar suas trajetórias de vida e seus sonhos para o futuro.
“Esta visita fortalece nossa parceria e o relacionamento que a empresa tem com a Fundação desde 2003, unindo tradição e futuro. Isso é muito importante para nossos jovens, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, não só em Matão, mas também em outros locais onde a Citrosuco desenvolve o Projeto Pescar: Catanduva (SP) e na Fazenda Rio Pardo, em Iaras (SP)”, diz Douglas.
“Através dessa parceria, jovens continuarão sendo beneficiando através de desenvolvimento técnico, de capacidades, habilidades, preparando eles para o mercado de trabalho, gerando oportunidades e melhorando condições de vidas, proposta também inserida no contexto do slogan da Citrosuco, que é ‘Muito além do suco’. A Citrosuco se importa e reforça essa parceria com a Fundação, olhando para um relacionamento também extensivo à comunidade”, cita Douglas.
“Receber a nossa gerência, de Porto Alegre, dentro da nossa unidade, potencializa o sentimento de pertencimento a integrar ao Projeto Pescar, que também se destina ao impacto positivo que os jovens terão na vida deles, junto às suas famílias, na comunidade. Estar com pessoas que estão há tantos anos dentro da Fundação, como a Silvia, mostra a força que a unidade da Citrosuco em Matão tem e a visibilidade que a empresa tem junto ao jovem", comenta Murilo.
“O Projeto Pescar nasceu em 1976 e estamos nas agendas de celebrações dos seus 50 anos. A visita na Citrosuco de Matão fortalece o nosso relacionamento e potencializa resultados de uma parceria existente desde 2003, transformando realidades socioeconômicas de jovens e melhorando todo o contexto do que o Pescar proporciona à famílias e à comunidade, não somente em Matão, mas em Catanduva e em Iaras”, coloca Silvia, que atua na Fundação Projeto Pescar há 21 anos.
50 ANOS EM MAIO
No próximo dia 20, o Projeto Pescar celebra o cinquentenário de uma ação que visa a formação socioprofissional de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social no Brasil. A Fundação Pescar está presente em 12 estados, 40 cidades e com 67 Unidades Pescar ativas, distribuídas em empresas ou instituições de rede, além do HUB Pescar de Execução e Inovação, onde também estão centralizadas as atividades administrativas, preferencialmente, para adolescentes e jovens entre 14 e 19 anos ingressarem no mundo do trabalho, por meio de uma formação gratuita que une aspectos profissionais, pessoais e de cidadania.
“A missão da Fundação Projeto Pescar é transformar vidas gerando competências e experiências inesquecíveis de aprendizado para atuação empreendedora na construção de um mundo sustentável. O método oportuniza a integração dos adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social ao mundo do trabalho. Para avançar ainda mais, a Fundação está sempre aberta para receber empresas parceiras e também doações que, inclusive, podem ser feitas por pessoas e não apenas por empresas. No site é possível conhecer melhor a instituição e encontrar todas as formas de doação”, resume Silvia.
Ao todo, são 119 mantenedores, de rede e institucionais. Desde a criação do Pescar, já foram atendidos mais de 40 mil jovens.
Estudo da USP comprova a importância do Projeto Pescar
Pesquisa mostra que o programa eleva renda e transforma realidades sociais dos jovens
Um estudo minucioso do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social (Lepes) da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto (SP), intitulado ‘Pesquisa de Monitoramento de Egressos do Projeto Pescar’, comprova o real impacto da formação socioprofissional na vida de milhares de jovens brasileiros. Apresentada pelos pesquisadores Fernando de Bezerra Lollo e Luiz Guilherme Scorzafave, do Lepes, a pesquisa contatou 3.369 jovens e acompanha 594 deles, prioritariamente oriundos de turmas de 2018 a 2024, que passaram pelas formações gratuitas.
O estudo traz resultados que impressionam pela eficácia social e econômica, mostrando que o Pescar não somente forma profissionais, mas rompe ciclos de vulnerabilidade. Enquanto a média salarial do jovem brasileiro é um desafio constante, o egresso do Pescar recebe, em média, R$ 133,00 para cada R$ 100,00 ganhos por outros jovens na mesma faixa. Além disso, após sete anos de conclusão, quem passou pelo projeto chega a ganhar 42% a mais do que aqueles que não tiveram a mesma oportunidade.
REPRESENTATIVIDADE MATONENSE
O lançamento do estudo aconteceu no último dia 23, no Anfiteatro ‘Ivo Torres’, Na USP-Ribeirão Preto (SP), contando com a participação do educador social Murilo Augusto Fatori, da Citrosuco-Matão, acompanhado da egressa Samanta Gabrieli Damaceno (auxiliar de DHO e egressa da Turma de 2024 do Pescar). “A presença da Samanta personifica números da pesquisa: ela é o exemplo vivo de como a metodologia do Pescar fomenta competências como cooperação e responsabilidade, transformando trajetórias individuais em histórias de sucesso profissional”, coloca Murilo.
EDUCAÇÃO QUE ATRAVESSA GERAÇÕES
Um dos pontos mais importantes do estudo ressalta o impacto intergeracional: embora metade das mães dos jovens atendidos não tenha concluído a educação básica, 75,6% dos filhos terminam o Ensino Médio, comprovando que o incentivo ao estudo é um pilar do projeto. Sete em cada dez egressos continuam estudando após o curso.
Destacam-se outros indicadores do estudo da USP: ‘Empregabilidade’: 9 de cada 10 egressos conquistaram emprego por causa do projeto; ‘Mercado Formal’: mais de 90% dos que estão trabalhando, ocupam postos com carteira assinada; ‘Renda’: a remuneração média dos egressos atinge a marca de R$ 2.488,44. ‘Palavras-Chaves’: cooperação, responsabilidade e compromisso, foram as competências comportamentais mais relatadas por jovens na pesquisa qualitativa.
“No contexto brasileiro, marcado por desigualdades sociais e desemprego juvenil, ações como essa ganham importância estratégica. O estudo da USP reforça que os cursos do Projeto Pescar vão além da qualificação profissional: eles mudam vidas ao promover autonomia, cidadania e resiliência”, destaca Adriana Loiferman, presidente da diretoria voluntária da Fundação Projeto Pescar.
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