Plano de ação para riscos climáticos é debatido
Prefeitura, em parceria com instituições, inicia planejamento de medidas preventivas e de adaptação às mudanças climáticas para 2026
Fonte: Natali Galvão com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação/Prefeitura

A Prefeitura de Matão deu início, neste mês de março, às discussões para a elaboração de um Plano de Ação voltado à prevenção de riscos climáticos no município. A iniciativa ocorre em parceria com o Instituto Votorantim/Citrosuco e a Fundação Getulio Vargas (FGV), com foco em estratégias baseadas em estudos realizados ao longo de 2025.
A reunião foi conduzida pelo Grupo de Apoio à Gestão Pública (AGP) – Ação Climática, formado por servidores municipais, e teve como objetivo principal iniciar o planejamento de ações preventivas para 2026 diante de eventos extremos, como períodos de estiagem e chuvas intensas. O encontro contou com mediação da pesquisadora da FGVces, Laura Portela.
Durante a primeira reunião do ano, os participantes analisaram os resultados obtidos nas pesquisas realizadas em 2025 e definiram prioridades para o próximo ciclo, como a ampliação do engajamento de novos integrantes no projeto e a estruturação de um Plano de Ação, que deverá ser concluído até abril.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura, o Instituto Votorantim/Citrosuco e a FGV, e busca não apenas criar novas estratégias, mas também fortalecer ações já existentes no município, como o Plano de Contingência e o Plano de Estiagem, implantados desde 2022.
Segundo o prefeito Cido Ferrari, o trabalho preventivo é essencial para minimizar impactos causados pelas mudanças climáticas. “As pesquisas, seguidas de ações preventivas frente aos riscos trazidos pelas fortes chuvas e períodos de seca, são medidas importantes, pois ajudam a evitar situações de calamidade e permitem decisões mais assertivas para melhorias na infraestrutura urbana e rural, garantindo a segurança da população”, destacou.
Atualmente, o Plano de Contingência do município envolve mapeamento de áreas de risco, avaliação de impactos, definição de estratégias de resposta, atribuição de responsabilidades, criação de procedimentos operacionais, realização de simulações, capacitação de equipes e revisões periódicas.
Já o Plano de Estiagem é direcionado à antecipação e mitigação dos efeitos da falta de chuvas, como o aumento de incêndios, a baixa umidade do ar e a escassez hídrica.
O estudo realizado pelo grupo AGP em 2025 reuniu dados sobre a realidade climática de Matão, avaliando a forma como o município gerencia riscos e propondo metodologias de adaptação às mudanças do clima. Participaram do levantamento servidores de diversas secretarias, incluindo Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Segurança, Trânsito e Defesa Civil; Educação e Cultura; Desenvolvimento Social e Cidadania; Desenvolvimento Econômico; e Governo.
Além disso, as estatísticas utilizadas na pesquisa foram obtidas por meio de instituições e plataformas especializadas, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Atlas Digital de Desastres no Brasil e a plataforma AdaptaBrasil.
Com base nos dados levantados e no fortalecimento das parcerias institucionais, Matão avança na construção de políticas públicas voltadas à prevenção e adaptação climática. A expectativa é que o novo Plano de Ação consolide estratégias eficientes para enfrentar os desafios ambientais e ampliar a proteção da população diante de eventos extremos.
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