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Esporte

São Silvestre teve presença recorde de atletas de Matão

Foram 31 corredores da cidade na 100ª edição da prova, que também registrou o recorde de 55 mil inscritos

Fonte: Rogério Bordignon com informações dos sites Globo Esporte, SBT News e Agência Brasil), postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Acervo A Comarca

Destaque. A atleta Edna Almeida, de Matão, largou no Pelotão de Elite Feminino e ficou na 33ª colocação geral
Destaque. A atleta Edna Almeida, de Matão, largou no Pelotão de Elite Feminino e ficou na 33ª colocação geral

Realizada no último dia 31 de dezembro, a 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre registrou um recorde histórico, com cerca de 55 mil participantes oficialmente inscritos para a prova de 15 quilômetros por ruas e avenidas de São Paulo (Capital). Dos inscritos, aproximadamente 47% foram mulheres, o que também representa uma marca inédita de participação feminina. Cerca de 4,6 mil corredores eram internacionais, vindos de 44 países.

Foi a segunda edição em que a São Silvestre teve ondas de largada. “Além de dividir os corredores em três grupos de acordo com o ‘pace’ dos atletas (ritmo médio em que é percorrido um quilômetro), como já ocorria nas edições anteriores, nesta prova partiu um grupo por vez, com intervalo de alguns minutos entre os demais grupos, para que a corrida fluísse melhor”, reporta José Claudemir de Deus, que disputou a São Silvestre pela 10ª vez consecutiva.

“Nesta edição, a organização deixou a desejar se compararmos com corridas anteriores, desde a entrega dos kits, com filas muito longas, sob um sol forte, principalmente para quem chegou após as 12 horas, na parte externa do Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque Ibirapuera”, comenta Claudemir, que aos 62 anos de idade soma 17 participações na São Silvestre.

“No ato da entrega dos kits, vários corredores foram informados de que não havia mais camisetas no tamanho solicitado, tendo que optar por numerações diferentes. Outros problemas foram falta de água para os participantes retardatários, merecedores de respeito como todos os demais, e ausência de medalhas, na maioria dos casos para os mesmos que ficaram sem água por concluírem o percurso de forma mais lenta”, relata Claudemir. “Os organizadores emitiram nota oficial pedindo desculpas e informando que camisetas e medalhas para aqueles que não receberam serão enviadas até o próximo dia 31, ao endereço de cada um”, informa.

Claudemir fez parte dos 31 corredores de Matão (recorde da cidade) que disputaram a 100ª edição da mais famosa corrida de rua do Brasil, entre eles, a atleta Edna Almeida, que contou com o patrocínio da Brasilux Tintas e largou no Pelotão de Elite Feminino. “Foi a minha estreia na São Silvestre. Entre 51 mulheres que largaram no Pelotão de Elite, fui a 33ª colocada, completando o percurso em 1h02. Diferente de todas as outras corridas que já disputei, esta não é fácil para marcar um bom tempo. O clima abafado e o percurso judiam, mas voltarei neste ano para melhorar minha marca”, destaca Edna.

“Já participei de várias provas internacionais. Correr a minha primeira São Silvestre nesta edição centenária foi extraordinário”, cita Carla Job. “Participei da prova pela primeira vez. Foi uma experiência única, apesar de algumas falhas na organização, compreensíveis em um evento com cerca de 55 mil inscritos. A grandiosidade da prova se sobressaiu”, menciona Eliana Prado. “Nesta primeira vez correndo a São Silvestre, me senti viva. Foi incrível”, coloca Roberta Duo Inácio.

Além delas quatro, também estrearam na prova: Jeferson Leite, Aguinaldo Gonçalves, Kelli Sampaio, Fábio Marques Silva, Carolina Rossi, Lucas Endrigo Marchetti, Maria Luiza Santos, Doni Santos, Mônica Rocha do Carmo, João do Carmo, Beto Zeferino e Murilo Carmo. Participaram pela segunda vez: Karina Domingos Silva, Rafaela Helena Pires e Angélica Miranda. Pela terceira vez: Adriano Dreks, Ana Cláudia Leite, Cássio Carrara, Alexandre Carrara, João Guimarães e Neuza Mukai. Pela quarta vez: José Pires Júnior (Juninho), Túlio Lima, Heloisa Marchetti e Tuca Sartori. André Bento participou pelo sexto ano consecutivo.

A ESTREIA MATONENSE

Está registrado por A Comarca que no dia 31 de dezembro de 1939, pela primeira vez, Matão teve representante na São Silvestre, quando a prova não era disputada por atletas de outros países. O saudoso Cleophas Guimarães obteve o 185º lugar no geral, entre 1.500 corredores do Interior Paulista e da Capital – ficando na 8ª colocação, se considerados somente os atletas do Interior.

O educador físico José Renato Borges Pereira – atualmente professor da EM ‘Adelino Bordignon’ e árbitro paralímpico – disputou quatro edições da São Silvestre (1992 a 1995), largando em todas elas no Pelotão de Elite Masculino e completando-as sempre entre os 100 primeiros colocados. “Naquele período, a classificação para a elite da prova também era obtida pelos melhores atletas regionais”, lembra José Renato.

Há alguns anos, a classificação para os Pelotões de Elite Masculino e Feminino é mais controlada. Para integrar esta seleção, os atletas têm que estar vinculados a entidades relacionadas ao atletismo e conseguir bons desempenhos em provas de rua e de pistas – nacionais e/ou internacionais – para constituir um ranking a ser analisado pela organização da São Silvestre. Há outras exigências para estar na elite da prova.

OS VENCEDORES

Nesta 100ª edição, o campeão foi o etíope Muse Gizachew, que surpreendeu no sprint final, marcando 44 minutos e 28 segundos (44’28). Ele ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech (44’32’’) nos 50 metros finais. O brasileiro Fábio Jesus Correia (45’06’’) ficou com a terceira posição. Em 4º lugar, William Kibor (Quênia, 45’28’’); e em 5º, Reuben Poghisho (Quênia, 45’46’’). Foi em 2010 que um brasileiro, Marílson Gomes dos Santos, venceu pela última vez.

Na prova feminina, a tanzaniana Sisilia Panga foi a campeã com 51’08’’. Em 2º lugar ficou Cynthia Chemweno (Quênia, 52’31’’). A brasileira Núbia de Oliveira conquistou o terceiro lugar (52’42’’). Na 4ª colocação ficou Gladys Pucuhuaranga (Peru, 53’50’’) e em 5º lugar, Vivian Kiplagati (Quênia, 54’12’’). Núbia repetiu a mesma posição de 2024, com um tempo 42 segundos menor. A última brasileira a vencer foi Lucélia Peres, em 2006.

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