Matão teve sua pior epidemia de dengue
Em 2025 foram registrados 6.763 casos positivos e dois óbitos decorrentes da doença, ante 2.889 casos e oito óbitos em 2024
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação

Em 2025, Matão teve a maior quantidade de casos de dengue registrada num período anual. Nos 12 meses do ano passado, o município constatou 6.763 casos positivos e dois óbitos decorrentes da doença. Em 2024 – ano que teve a segunda maior quantidade de casos confirmados (2.889) – foram oito óbitos. No ano passado, os cinco bairros com maior incidência de casos de dengue foram Jardim do Bosque (838), Jardim Paraíso (598), Vila Cardim (529), Jardim Santa Rosa (436) e Jardim Popular (389).
“Em 2025, tivemos 11.325 notificações. Foi este o número de pessoas que procuraram unidades de saúde de Matão. Somente em janeiro do ano passado, tivemos 2.026 casos positivos de dengue, superando a soma anual de 22 anos desde 1999, ficando atrás somente da quantidade registrada anualmente em 2016, 2022, 2024 e 2025. O grande aumento de casos em 2024 e 2025 foi uma realidade constatada em todo o Brasil”, cita Lucele Schiavetto, enfermeira da Vigilância Epidemiológica Municipal.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, o trabalho preventivo realizado em 2025 desenvolveu várias ações, como vistorias em diversos locais; nebulização veicular em todos os bairros; mutirão de limpeza para coleta de recipientes que acumulam água; nebulização costal; intensificação das ações de bloqueio; campanhas institucionais e peças de teatro com métodos lúdicos.
Também foram promovidas palestras em escolas públicas e privadas; ações de panfletagem; distribuição de repelentes em eventos públicos protagonizados pela Prefeitura; redistribuição de serviços da rede pública municipal de saúde; manutenção da interlocução com diferentes setores de atuações inerentes às variadas situações, assim como nos cuidados às pessoas enfermas.
“Estas ações continuam ou deverão ocorrer em 2026. Infelizmente, a maioria dos focos de criação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) da doença continua nos domicílios e estabelecimentos particulares, sob a responsabilidade de pessoas que não colaboram com o coletivo e isso prejudica a saúde delas mesmas, de familiares e de tantas pessoas que ficam internadas, sofrem e até morrem por causa da dengue. Precisamos que todos colaborem!”, solicita Orivaldo Ademir Reguin (Faro), secretário municipal de Saúde.
OS NÚMEROS
Desde o início dos levantamentos, em 1999, a quantidade oficial de casos positivos de dengue registrados em Matão é a seguinte:
ANO CASOS
1999 11
2000 9
2001 42
2002 20
2003 12
2004 zero
2005 4
2006 79
2007 247
2008 7
2009 16
2010 1.121
2011 414
2012 327
2013 908
2014 192
2015 722
2016 2.166
2017 3
2018 16
2019 1.290
2020 24
2021 7
2022 2.109
2023 1.149
2024 2.889
2025 6.763
* Fonte: Secretaria Municipal de Saúde
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