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Cidade

Fefel Gimenez assume presidência do PSDB

Ele afirma que pretende ser pré-candidato a deputado estadual

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Rogério Bordignon

Fefel. "Como dizia o meu pai (Jayme Gimenez), 'nada é mais importante do que agregar pessoas com os mesmos objetivos'"
Fefel. "Como dizia o meu pai (Jayme Gimenez), 'nada é mais importante do que agregar pessoas com os mesmos objetivos'"

Desde o último dia 19, Valter Rafael Cicogna Gimenez (Fefel) é o presidente do Diretório Municipal do PSDB de Matão. “Acredito ser possível dar minha colaboração aos destinos de Matão”, cita ele, que é bacharel em Ciências Biológicas pela Unicamp, professor de Ensino Médio e Pré-Vestibular desde 1994.

Fefel sempre acompanhou a carreira política do seu saudoso pai, Jayme Gimenez, prefeito de Matão por dois mandatos (1983-1988 e 2001-2004) e deputado estadual por dois mandatos (1990-1994 e 1995-1998). “Por estas ocasiões, conheci pessoalmente personalidades como Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e Mário Covas, que criaram o PSDB, reunindo uma elite de pensadores honrados”, afirma Fefel.

Fundado em Matão pelo saudoso Moacir Matturro, o PSDB teve Jayme Gimenez como prefeito em seu segundo mandato e o próprio Moacir como vice-prefeito de Edinardo Esquetini (2017-2020), além de vereadores, sendo que o último legislador eleito pelo partido foi Luiz José Cerqueira (2017-2020). Segue entrevista com Fefel, que cogita ser pré-candidato a deputado estadual.

Quando ocorreu sua filiação ao PSDB?

Minha primeira filiação ao PSDB ocorreu quando meu pai, prefeito de Matão à época do seu segundo mandato, deixou o atual MDB e se filiou ao PSDB. Em novembro de 2025, fui procurado por lideranças do partido no estado de São Paulo, que me convidaram para voltar ao PSDB e assumir a presidência em Matão.

Como se encontrava o partido em Matão?

A nossa cidade tem quase 30 partidos políticos; embora seja um número significativo, poucos estão devidamente organizados com seus diretórios. O PSDB, com o falecimento do saudoso professor Moacir Matturro, entrou numa infeliz estatística de partidos sem direção, sem programas efetivos e sem lideranças consolidadas.

Nas Eleições de 2026, qual será o posicionamento do PSDB nos contextos nacional e estadual?

Em nível nacional, o PSDB retomou o seu papel. Com nova diretoria, o partido busca agregar as antigas forças com as novas, que veem nele a postura necessária para desatravancar a polarização política que está levando o país a um clima de guerra. Como presidente do partido em Matão e com o consenso da diretoria, seguirei as orientações e decisões definidas pelas convenções.

Há intenção de lançar candidatos ao Legislativo na próxima Eleição Municipal?

A organização e a dinâmica do partido terão essa consequência com o surgimento de lideranças e representantes das comunidades. É o objetivo maior de um partido como o PSDB agregar pessoas e afiná-las num ritmo que se disponha às transformações que a cidade carece, com coerência e planejamento.

Poderão ser firmadas coligações para o lançamento de um candidato próprio a prefeito na próxima Eleição Municipal?

Sim. Acreditamos num candidato que tenha a liderança necessária para formar a sua corrente partidária, seguindo um padrão honesto de participação nos princípios sociais do PSDB. Como dizia o meu pai: ‘nada é mais importante do que agregar pessoas com os mesmos objetivos’.

Você pretende se candidatar?

Há consenso na direção estadual de que a nossa região está pouco representada. É fato que candidatos eleitos para o Legislativo Estadual e Federal, com votos de Matão, em sua maioria, sequer visitaram o município depois da eleição. Sou pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB, como a primeira bandeira e os acenos para o que a nossa cidade já representou na região.

Quais os desafios para reorganizar o partido em Matão?

Não vejo como um desafio, mas sim uma oportunidade de reunir as pessoas que carregam as melhores intenções para com os destinos de Matão. Precisamos recuperar a imagem e a força do partido. Acredito que a reestruturação de um partido que já contou com nomes como Jayme Gimenez, Moacir Matturro e Rui Pinotti seja totalmente possível porque estaremos embasados nos mesmos princípios deles: fidelidade, seriedade, comprometimento, justiça social, entre tantos outros compromissos assumidos e cumpridos.

O que você acredita ser necessário para que o PSDB volte a ser um partido forte?

Resgatar o respeito da classe política exigirá muito trabalho sério. O presidente estadual, Paulo Serra, está focado na reconstrução do partido. Praticamente todos os diretórios municipais foram renovados sob a orientação de jamais esquecermos a importância de todos aqueles que fizeram a história do partido na cidade. Resisti durante muitos anos, mas a trajetória política do meu pai não pode ser esquecida. Chegou a hora de continuar escrevendo a história do saudoso Jaymão.

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