Pular para o conteúdo
Matão-SP · quarta-feira, 7 de outubro de 202622°Sol19° / 29°Tempo agora em Matão: 22 graus, Sol. Ver a previsão da semana.Ano 102Fundado em 1925Edição 5.361
A Comarca
Edição 5.3612 de outubroLer
Últimas
Uniara tem inscrições abertas para processo seletivo
Publicidade
Publicidade
Negócios

2ª reestimativa da safra de laranja prevê produção de 294,81 milhões de caixas

Diminuição do tamanho dos frutos e elevação da projeção da taxa de queda explicam redução da produção em relação à reestimativa de setembro e à estimativa de maio

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundecitrus, postado por Natali Galvão

Foto: Acervo A Comarca

Segunda reestimativa. Redução é de 3,9% em relação à primeira reestimativa da safra, divulgada em 10 de setembro
Segunda reestimativa. Redução é de 3,9% em relação à primeira reestimativa da safra, divulgada em 10 de setembro

A segunda reestimativa da safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São
Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgada pelo Fundecitrus nesta quarta-feira
(10), indica produção de 294,81 milhões de caixas de laranja de 40,8 kg, redução
de 3,9% em relação à primeira reestimativa da safra, divulgada em 10 de setembro, que apontava produção de 306,74 milhões de caixas, e de 6,3% em relação à estimativa do dia 10 de maio, que apontava produção de 314,60 milhões de caixas.

As duas principais razões para a redução da safra são a diminuição do tamanho
dos frutos, em função da escassez de chuva, e a elevação da projeção da taxa de
queda, de 22% para 23%, devido ao crescimento da severidade do greening, ao
ritmo da colheita e às próprias condições climáticas.

CLIMA

Segundo dados da Climatempo Meteorologia, a precipitação média acumulada no
cinturão citrícola de maio a novembro de 2025 foi de 392 milímetros, 20% a menos
do que a média histórica (1991-2020), de 489 milímetros. A região de Porto Ferreira
foi a única que registrou volume pluviométrico acima da média histórica (2%). No
Triângulo Mineiro, o déficit foi de 47% em relação à média histórica e em
Bebedouro, de 40%.

Até o momento da divulgação da primeira reestimativa, em setembro, o ritmo de
colheita indicava que uma parcela significativa da safra da variedade Pera seria
colhida após a chegada das chuvas mais intensas previstas para a primavera. No
entanto, a precipitação média de setembro no cinturão citrícola foi de apenas 20
milímetros, volume 70% abaixo da média histórica. E as chuvas de outubro só se
intensificaram a partir da segunda quinzena. Esse cenário prolongou o período de
estiagem observado nos meses anteriores e afetou negativamente o
desenvolvimento dos frutos colhidos nesse período.

Com isso, considerando a média de todas as variedades, os frutos devem ser
colhidos com 4 gramas a menos do que o peso projetado em setembro. Portanto,
o número médio de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg
aumenta de 258 (158 gramas por fruto) para 265 frutos (154 gramas por fruto).

Para as variedades Hamlin, Westin e Rubi e para o grupo das outras precoces, o
número de frutos se mantém estável, em 305 frutos por caixa (134 gramas por fruto)
e 272 frutos por caixa (150 gramas por fruto), respectivamente. A Pera, que estava
projetada em 261 frutos por caixa (156 gramas por fruto) altera para 267 frutos por
caixa (153 gramas por fruto). A quantidade de laranjas por caixa para as variedades
Valência e Folha Murcha aumenta de 235 frutos por caixa (174 gramas por fruto)
para 248 frutos (165 gramas por fruto). A variedade Natal foi revisada de 242 frutos
por caixa (169 gramas por fruto) para 248 frutos (165 gramas por fruto).

QUEDA DE FRUTOS

A severidade média de greening no cinturão citrícola, que saltou de 19% em 2024
para 22,7% em 2025, reduzindo em cerca de 35% o potencial produtivo do parque,
constitui a principal explicação para a elevação da projeção da taxa de queda de
22% na reestimativa passada para 23% nesta reestimativa.

Também concorrem para a elevação o ritmo da colheita e o clima. Para que
atingissem a maturidade ideal e fossem colhidos em seu melhor momento, os
frutos permaneceram mais tempo nas árvores. Além disso, ventos fortes atípicos
foram registrados no mês de setembro em todo o cinturão citrícola, com rajadas de
50 a 90 km/h que, somados ao déficit hídrico, contribuíram para o aumento da
queda de frutos.

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, diz que a combinação entre
clima desfavorável e incremento da severidade média do greening impacta
diretamente a produtividade do setor. “A taxa de crescimento da doença vem
caindo, mas a severidade média está aumentando. Hoje, 26,5% das laranjeiras
com greening apresentam sintomas em mais de 75% da copa. Quando esse
alastramento do greening pelas copas das árvores se junta ao déficit hídrico, a taxa
de queda de frutos tende a aumentar”, analisa Ayres.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria
com o professor titular (aposentado) da FCAV/Unesp José Carlos Barbosa.

Publicidade
Publicidade

Comentários

Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.

Leia também

Publicidade