Casa Pipa celebrará memória centenária
Eventos se referem aos 100 anos da antiga Escola da Boa Vista (sua sede) e aos 15 anos da própria Casa Pipa
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação

Entre os dias 10 e 15, a Casa Pipa (abreviatura de Plataforma Internacional de Produção Artística) realizará o evento ‘Era uma Casa – como os céus encontram Pipas’, em comemoração aos 100 anos do prédio da antiga Escola da Boa Vista (sua sede) e abrindo as festividades aos 15 anos da própria Casa Pipa, espaço que se consolidou como um dos principais polos de criação, formação e produção cultural do município e do interior paulista. Sobre as comemorações, A Comarca entrevistou Juliano Jacopini, um dos produtores culturais da Casa Pipa.
O prédio que atualmente abriga a Casa Pipa está completando 100 anos?
Sim, ele foi inaugurado em 1925. Sua construção foi fruto da vontade de ingleses que tinham atividades ligadas ao agronegócio nos bairros de Toriba, Boa Vista e outras localidades. Denominado de Escola da Boa Vista, o prédio foi um dos primeiros espaços de formação educativa de Matão. Em 1944, tornou-se a Escola Estadual ‘Dr. Leopoldino Meira Andrade’ e depois outras escolas, centro de formação, até chegar a ser o Cefam (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério).
Depois, o prédio foi desativado.
Este prédio ficou desativado por mais de uma década e isso causou deterioramento em grande escala. Em 2010 ocorreu a concessão pública dele à ONG Ocara e em 2011 – a partir da união da classe artística envolvida pelo movimento do Festival Internacional de Arte-Educação Fronteiras Brasil e capitaneada pela professora Lygia Nicolucci, à época diretora municipal de Cultura – foi criada a Casa Pipa, fazendo renascer a antiga escola como espaço de residência e resistência artística.
E a Casa Pipa se fortaleceu.
A Casa Pipa tem se fortalecido coletivamente! Tornou-se Ponto de Cultura reconhecido pelo Ministério da Cultura, além de ter como parceiros outros dois Pontos de Cultura de grande atuação no município, a Cia. Labirinto de Teatro e o Grupo Vocal Coro e Osso. A Casa tem se sustentado como símbolo de formação arte-educativa e da convivência comunitária, tendo – ao longo de um século – colecionado histórias sempre evocadas na lembrança de antigos alunos e professores que, ao contarem sobre suas experiências, contribuem para que a manutenção do patrimônio simbólico se perpetue na força da oralidade de suas narrativas; elas resgatam outros tempos, outros valores, que potencializam uma força imensurável, pois, hoje, esta Casa é habitada por uma espacialidade artística, por um movimento perene de acontecimentos em fluxo construído a tantas mãos – e vozes e ideias e horizontes – que transformaram o antigo colégio em um centro de cultura viva, acolhendo artistas, mestres populares, coletivos culturais e programas sociais voltados à valorização da arte, da natureza e da memória.
Para essas comemorações, o que será realizado?
A programação, diversa e afetiva, preparada nesse mês de novembro para celebrar os 100 anos de memórias e os 15 anos da Casa Pipa, reforça essa trajetória. A população matonense é a convidada de honra para que essa comemoração se torne completa. Para saber mais, acompanhe as informações pelas redes sociais @casapipa_ ou pelo WhatsApp (16) 3506-2323.
A PROGRAMAÇÃO
Segunda-feira (10)
* Abertura às 20 horas, ‘Para sustentar o céu com Pipas’
Terça-feira (11)
* Encontro do Boa Praça e da Cia. Labirinto de Teatro
Às 16 horas, plantio do Jardim de Flores + Arboriza Matão
Às 18 horas, ensaio aberto ‘Lola, a pomba tola’
Quarta-feira (12)
* Mabê – Mostra de Artes, Brincadeiras e Educação (Programa Fronteiras)
Às 19 horas, abertura das exposições ‘Paisagens e personagens’ e ‘Da terra pra casa’
Às 19h30, ‘Mata teu pai’ (exercício cênico) e ‘O som que vibra da terra’ (maracatu)
Quinta-feira (13)
* Mabê – Mostra de Artes, Brincadeiras e Educação (Programa Fronteiras)
Às 16 horas, ‘A menina e o vento’ e ‘Dois perdidos’ (ambos exercícios cênicos) e ‘Mural Fronteiras 2025’ (grafite)
Às 17 horas, Café da Tarde com ex-alunos e ex-professores da antiga Escola da Boa Vista
Sexta-feira (14)
* Encontro do Urdiduras e do Grupo Vocal Coro e Osso
Às 20 horas, leitura dramática ‘Morte e Vida Severina’
Sábado (15)
* Barda – festa para manter o céu em pé, o céu com Pipas
Às 17 horas, com a Banda Fruta Cor; Coletivo Tocaya; Miguel Gardini; DJ Thigor Gharda; DJ Val Luna.
R$ 20,00 (ingresso solidário mediante doação de um quilo de alimento)
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