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Baldan apresenta módulo de plantio em parceria com a Nexat

Fabricante matonense participa da maior feira agrícola do mundo integrada ao estande da Nexat e revela equipamento de alto desempenho com 28 metros de largura

Fonte: Natali Galvão com informações do Globo Rural, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

"Módulo monstro". O sistema tem 28 metros de largura total e opera a até 12 km/h
"Módulo monstro". O sistema tem 28 metros de largura total e opera a até 12 km/h

A Baldan Máquinas Agrícolas marcou presença na Agritechnica 2025, em Hannover, na Alemanha, de uma forma inédita: em vez de expor em estande próprio, a empresa brasileira é destaque dentro do espaço da Nexat, fabricante alemã que vem revolucionando o setor com um conceito de maquinário modular capaz de integrar todas as etapas da lavoura — do preparo à colheita.

A parceria entre as duas companhias resultou no desenvolvimento de um novo módulo de plantio, oficialmente lançado durante a feira. Internamente apelidado de “módulo monstro”, o equipamento impressiona por seu porte e capacidade: são 28 metros de largura total, velocidade operacional de até 12 km/h e capacidade três vezes superior à das semeadoras convencionais.

O protótipo foi testado em Luís Eduardo Magalhães (BA), cidade escolhida pela Nexat para validar suas tecnologias no Brasil.

“O conceito da Nexat é o de uma fábrica móvel: um equipamento modular que se adapta a cada etapa da lavoura. A parceria faz sentido porque combina a inovação alemã com a experiência da Baldan em plantio e preparo de solo”, explica Caio Giaretta, diretor de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento da Baldan.

A plataforma da Nexat utiliza propulsão híbrida — com motor a diesel e sistemas elétricos internos — e busca reduzir a compactação do solo, concentrando o peso no centro de gravidade. A empresa aposta na expansão do conceito para mercados de agricultura extensiva, como o Leste Europeu, América do Norte e Brasil, regiões com áreas amplas e planas que favorecem o uso da tecnologia.

Apesar de as exportações representarem de 20% a 25% do faturamento da Baldan, a Agritechnica não é vista como um evento de negócios diretos.

“É uma feira voltada ao público europeu, com realidades de solo e cultivo diferentes das nossas. Mas é importante para relacionamento e visibilidade tecnológica”, afirma Giaretta.

A Baldan é líder nacional em equipamentos de preparo de solo, atuando também nos segmentos de plantio, pulverização e reposição de peças. A pulverização, aliás, é o setor mais recente da empresa, iniciado em 2023, com planos de expansão para exportação — especialmente para África e Austrália, mercados com forte aderência à tecnologia de preparo de solo.

Segundo o CEO Fernando Capra, a Baldan projeta atingir R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, um crescimento de 15% sobre os R$ 800 milhões registrados em 2024. O resultado será impulsionado pelo bom desempenho da safra, melhoria nos preços das commodities e a competitividade do Brasil no cenário global.

O principal desafio, contudo, ainda é a alta taxa de juros. “O setor sente o peso das condições macroeconômicas. Estamos ajustando o plano e priorizando o que faz mais sentido neste momento”, pontua Giaretta.

Mesmo diante dos desafios, a Baldan mantém metas ambiciosas: planeja lançar 80 novos produtos até 2030, apostando na retomada da demanda global e no avanço tecnológico do agronegócio.

“Há um mercado represado. As compras foram postergadas, mas a necessidade de alimentos continua crescendo. Quando o investimento retornar, pode vir com força e pressionar preços e abastecimento”, avalia o executivo.

Giaretta também destaca que o futuro da mecanização agrícola passa pela automação e pelo conforto operacional. “A escassez de mão de obra no campo é um desafio mundial. As máquinas precisam ser mais eficientes e reduzir essa dependência”, afirma.

Por fim, o diretor reforça que a sustentabilidade é tratada na Baldan como um pilar estratégico de negócio, e não apenas ambiental. “A sobrevivência das empresas depende de inovação e rentabilidade — e é isso que também garante a sustentabilidade ambiental. Um modelo não existe sem o outro”, conclui.

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