Projeto Afrobaobá é desenvolvido na cidade
Prefeitura e IFSP estabelecem parceria para valorização étnica e cultural nas escolas
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação

No último dia 6, coordenadores e diretores de escolas municipais participaram da palestra sobre o ‘Projeto Afrobaobá: Saberes que brotam entre cultura e meio ambiente’. A iniciativa – desenvolvida pela parceria entre a Prefeitura de Matão (Secretaria de Educação e Cultura) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-Matão) – utiliza-se da educação ambiental enquanto fio condutor para a valorização da cultura afro-brasileira.
São cultivadas e doadas mudas da árvore Baobá, que – por ter um tronco espesso – pode armazenar grande quantidade de água, tornando-a resistente aos tempos secos. Essa simbologia da espécie Baobá é comparada à resistência do povo afrodescendente, no processo de escravização, liberdade e combate ao racismo, e foi explicada pela professora Valquíria Pereira Tenório, socióloga e pesquisadora do tema.
Para o prefeito Cido Ferrari, a troca de conhecimentos entre gestores educacionais vem potencializar as ações já desenvolvidas na rede municipal de ensino por meio dos Comitês Antirracistas criados nas escolas. “Consideramos que a conversa sobre esse assunto precisa ser bastante aprofundada e que o IFSP tem conhecimento para isso, o que vem fortalecer as ações da nossa rede municipal de ensino. A valorização da diversidade cultural deve ajudar na construção de um futuro mais justo para todos”, avaliou o prefeito.
O Projeto Afrobaobá tem um viés científico ao abordar questões históricas que geraram as duas formas de racismo: institucional e estrutural. A ação é mediada pelos professores Valquíria, Eliziane, Felipe, Antonio Marcos e Mauro, além das estudantes bolsistas Júlia Adrielli e Sophia Gabrielly e da estudante voluntária Ana Beatriz (do curso de licenciatura em Química).
A participação da educação municipal está alinhada às políticas que buscam corrigir desigualdades históricas e promovem a inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência no sistema educacional. “Foi muito interessante a palestra em parceria com o IFSP; a professora Valquíria têm ajudado a rede municipal nas reflexões sobre as questões étnico raciais”, avaliou Claudionice Bellintani, diretora do Departamento de Educação.
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