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Polícia

Polícia Civil de Matão apreende 162 garrafas de uísque falsificado

Duas mulheres foram presas em flagrante na Rodovia Brigadeiro Faria Lima com bebidas de diversas marcas sem nota fiscal; especialistas confirmaram contrafação

Fonte: Maury Jr., postado por Natali Galvão

Foto: Maury Jr.

Uísque falsificado. Alguns rótulos apreendidos nem sequer são comercializados no Brasil
Uísque falsificado. Alguns rótulos apreendidos nem sequer são comercializados no Brasil

A Polícia Civil de Matão apreendeu 162 garrafas de uísque falsificado na noite da quarta-feira (1º), durante abordagem realizada pelo Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, em Dobrada. Duas mulheres, de 23 e 34 anos, foram presas em flagrante pelo crime de falsificação de substância alimentícia.

Por volta das 21h30, um veículo Kia Sportage foi interceptado após denúncia anônima. Durante a revista, foram encontradas bebidas alcoólicas de marcas conhecidas, como Red Label, Black Label, Double Black, Buchanan’s, Old Parr, White Horse, Chivas e Jack Daniel’s, todas sem documentação fiscal e com indícios claros de contrafação.

As ocupantes relataram que adquiriram os produtos em uma tabacaria na Galeria Pagé, no bairro do Brás, em São Paulo, pelo valor de R$ 9.760,00. O destino final seria a cidade de Guariba, onde elas possuem uma adega.

Representantes da AACS (Alliance Against Counterfeit Spirits) e da ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas) foram acionados e confirmaram a falsificação após análise das imagens, ressaltando que alguns rótulos apreendidos nem sequer são comercializados no Brasil.

O delegado de plantão, Fábio Sombra, autuou as suspeitas em flagrante com base no artigo 272 do Código Penal. Após a conclusão da documentação, as duas foram encaminhadas à Cadeia Pública de São Carlos.

A condutora do veículo já possuía antecedentes criminais por estelionato e pelo mesmo artigo em que voltou a ser enquadrada, enquanto a passageira não tinha registros anteriores. O material apreendido será submetido a exames no Instituto Criminalista de Araraquara.

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