Pacientes com sintomas de AVC estão demorando para chegar ao hospital
O médico César Minelli reforça que o tempo é fator decisivo para reduzir sequelas e mortes
Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação

O médico neurologista e pesquisador César Minelli, referência em estudos sobre Acidente Vascular Cerebral (AVC), faz um alerta importante: muitos pacientes com sinais de AVC estão demorando para procurar atendimento médico, o que compromete as chances de recuperação. “Quando se trata de AVC, tempo é cérebro. Cada minuto de atraso pode significar milhões de neurônios perdidos”, afirmou o especialista.
O AVC, popularmente chamado de derrame, ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo ou ruptura de um vaso no cérebro. Os sintomas mais comuns são fraqueza em braços e pernas, dificuldade na fala e desvio da boca. Segundo Minelli, reconhecer os sinais e buscar atendimento imediato é vital: “O caminho é direto para o hospital. Quanto mais rápido o atendimento, menores os riscos de sequelas graves e de óbito”.
‘CIDADE ANGELS’
O alerta do especialista ganha ainda mais relevância diante do fato de que Matão está em processo para se tornar uma ‘Cidade Angels’ – projeto internacional que une hospitais, prefeituras e sociedade civil para salvar vidas por meio da rápida identificação dos sintomas de AVC e do transporte ágil de pacientes. No último mês de abril, o Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ recebeu o prêmio ‘Angels Awards Gold’, certificação internacional que reconhece a excelência no atendimento a pacientes com AVC, com protocolos baseados em padrões científicos de alta qualidade.
Com a implantação futura do programa na cidade, a expectativa é de que sejam realizadas capacitações de profissionais de saúde, treinamentos para professores e alunos – que atuarão como multiplicadores –, além da integração com o Samu, para garantir que o paciente chegue ao hospital preparado para receber o tratamento no menor tempo possível.
PESQUISAS
César Minelli liderou um estudo inédito realizado em Matão, publicado com repercussão internacional, que investigou os fatores que dificultam a recuperação nas primeiras horas após um AVC. A pesquisa identificou que idade avançada, ser mulher e apresentar dificuldades de fala e movimento estão entre os fatores que agravam a recuperação inicial.
Para a superintendente hospitalar Denise Minelli, a pesquisa reforça o papel do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ como centro de referência: “Sinto um imenso orgulho ao ver pesquisas como esta destacando Matão no cenário internacional. Isso mostra o quanto nosso compromisso com a ciência e com a comunidade gera impacto real”.
PREVENÇÃO
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada quatro pessoas terá um AVC ao longo da vida. A prevenção é possível com o controle da hipertensão, diabetes, colesterol, além de evitar o tabagismo e o excesso de álcool. César Minelli conclui: “O tratamento precoce salva vidas. É fundamental que a população reconheça os sinais de alerta e procure imediatamente o hospital. Quanto mais cedo for feito o atendimento, maior a chance de recuperação e menor o risco de sequelas”.
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