Naufrágio: corpos de mãe e filho são velados em Matão
Lucídio Dias segue desaparecido
Fonte: Natali Galvão com informações do G1 e do Cemitério Municipal, postado por Natali Galvão
Foto: Reprodução/Redes sociais

Os corpos de Maria Aparecida da Silva Dias, 57 anos, e de seu filho, o veterinário Bruno Silva Dias, 32 anos, serão velados nesta sexta-feira (5), das 9h às 13h, no Ginásio de Esportes “Armando Theodorico Gomes” (Ginasinho), no Centro, em Matão. O sepultamento está marcado para as 13h30, no Cemitério Municipal. Lucídio Francisco Dias, marido de Maria e pai de Bruno, segue desaparecido e buscas continuam de forma voluntária.
A família desapareceu no dia 23 de agosto, após sair de lancha para pescar em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O último contato ocorreu quando a marina de Guarujá, de onde partiram, recebeu um pedido de socorro. Desde então, iniciou-se uma grande mobilização de buscas.
No 26 de agosto, o corpo de Maria Aparecida foi encontrado na Barra do Sahy, em São Sebastião, com colete salva-vidas. Três dias depois, em 29 de agosto, o corpo de Bruno foi localizado em mar aberto, próximo à Ilha Anchieta, em Ubatuba, também com colete salva-vidas. Ambos foram identificados no Instituto Médico Legal de Caraguatatuba.
Entre as buscas, no 27 de agosto, a Marinha localizou a lancha “Jany” em São Sebastião. O barco foi levado para a Capitania dos Portos de São Paulo, onde passará por perícia. Ainda no mesmo dia, outro corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado em Guarujá, mas sua identidade não foi confirmada.
As operações oficiais da Marinha do Brasil se estenderam até o início de setembro, com mais de 100 horas de trabalho e 82 militares mobilizados, cobrindo uma área de 3.900 km². No entanto, no dia 1º de setembro, a corporação confirmou a suspensão das buscas por considerar que não havia mais esperança razoável de resgate de sobreviventes.
Apesar disso, pescadores voluntários da região de Itanhaém continuam as buscas pelo pai, Lucídio Francisco Dias, conhecido como “Seu Dias”, de 60 anos, que segue desaparecido. Quatro embarcações atuam diariamente nas varreduras com o custeio do combustível sendo arcdo pela família. Muitos pescadores, no entanto, se recusaram a receber ajuda financeira, mantendo o trabalho de forma voluntária.
A tragédia abalou a comunidade de Matão e Guarujá. Bruno, casado e pai de um menino de 11 anos, era proprietário de uma clínica veterinária em Guarujá, onde também trabalhava o pai, Lucídio. Maria Aparecida, chamada carinhosamente de “Dona Cida”, estava em processo de aposentadoria e ajudava nos cuidados com o neto. A família residia em Matão antes de se mudar para o litoral.
Na terça-feira (2), o prefeito Aparecido Ferrari decretou luto oficial de três dias em Matão, por meio do Decreto Municipal nº 5.831. Durante o período de luto, a bandeira do município permaneceu hasteada a meio-mastro no Paço Municipal, em sinal de respeito às vítimas e solidariedade aos familiares enlutados.
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