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Saúde

Matonense participa de matéria veiculada pelo Jornal Nacional

Nelson Antoniosi comentou o Cerumenograma, técnica desenvolvida por equipe que ele orienta

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Nelson Antoniosi. Além do Jornal Nacional, a pesquisa também foi divulgada pela BBC, pelo journal The Epoch Times e pelo Medscape, o maior veículo de divulgação de avanços médicos
Nelson Antoniosi. Além do Jornal Nacional, a pesquisa também foi divulgada pela BBC, pelo journal The Epoch Times e pelo Medscape, o maior veículo de divulgação de avanços médicos

No último dia 20, o matonense Nelson Roberto Antoniosi Filho (professor-doutor da Universidade Federal de Goiás - UFG) integrou uma matéria divulgada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão. O tema foi o desenvolvimento da técnica denominada ‘Cerumenograma’, pela equipe liderada por Nelson.

Além do Jornal Nacional, a pesquisa também foi divulgada pela BBC, pelo journal The Epoch Times e pelo maior veículo de divulgação de avanços médicos, o Medscape, assim como na Alemanha (Focus On Line). Fica o registro de A Comarca em reconhecimento ao trabalho – sobretudo a Nelson, que segue sua missão orientando alunos da UFG.

O histórico do Cerumenograma data de 2014, quando Nelson foi procurado pela pesquisadora egípcia Engy Shokry, que realizou o seu estágio de Pós-Doutorado na UFG, sob supervisão dele. De abril de 2015 a setembro de 2017, Engy Shorky desenvolveu sete trabalhos científicos enfocando diagnósticos de intoxicações por medicamentos e uso de drogas em abuso, bem como o diagnóstico de doenças como Diabetes Mellitus, todos via análise da composição química da cera de ouvido.

Em 2019, pesquisadores orientados por Nelson conseguiram demonstrar que é possível diagnosticar qualquer tipo de câncer, em qualquer estágio, via análise da composição química da cera de ouvido, usando uma técnica denominada ‘Cerumenograma’. No último dia 22 de abril foi publicado na mesma revista, ‘Scientific Reports’, o artigo científico que retrata o progresso efetuado após 2019.

Para que o exame seja disponibilizado à população, uma vez concluídos os estudos publicados, torna-se necessário impetrar processos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e ao Ministério da Saúde, visando avaliação, aprovação e adoção do Cerumenograma como um diagnóstico disponível à população, o que normalmente demora meses ou anos.

Também é importante saber que isso dependerá do investimento na ordem de milhões de reais (R$) para a instalação de infraestrutura, treinamento de pessoal e dissipação da técnica para outros lugares do país. No entanto, tal investimento poderá trazer bilhões de reais em economia para o Brasil. A perspectiva é pela aprovação, pois estão sendo seguidos todos os trâmites exigidos e com resultados muito superiores aos diagnósticos anteriormente aprovados e adotados em oncologia.

Segundo Nelson, “o exame caminha para ser tão convencional quanto um hemograma, com expectativa de que seja gratuito na rede pública, sendo efetuado por instituições públicas de ensino e pesquisa que possuam cursos de Química e/ou Farmácia. Em Matão, por exemplo, há equipamentos necessários e infraestrutura adequada para se realizar exames no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)”. Destaca-se que a conquista do IFSP para Matão é fruto da atuação de Nelson.

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