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Cultura e Variedades

Gets realizou diversas atividades em Silvânia

Maior parte dos integrantes fez caminhada noturna até o bairro

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Na Praça 'Joanna Tonoli de Faria', no bairro de Silvânia. Integrantes do Gets se uniram para um momento ecumênico, antes do início das atividades no sábado (13)
Na Praça 'Joanna Tonoli de Faria', no bairro de Silvânia. Integrantes do Gets se uniram para um momento ecumênico, antes do início das atividades no sábado (13)

No último dia 12 (sexta-feira), às 20h30, integrantes do Grupo Escoteiro Terra da Saudade (Gets) partiram da EE ‘Padre Nelson Romão’ (sede do grupo) e caminharam até o distante bairro de Silvânia, completando um percurso de mais de dez quilômetros ao local onde permaneceram até o domingo (14). Alguns pais também se aventuraram na jornada. “Naquela noite, nossos Lobinhos e alguns pais de apoio foram transportados de ônibus e prepararam o local para receber os outros integrantes que chegaram mais tarde da caminhada”, diz o chefe Wilber Gerd Pacor.

“Portando lanternas, os jovens tiveram a oportunidade do contato com a natureza de uma forma bem diferente”, comenta o chefe Mário Lúcio Molinari Albaricci Júnior. “A escuridão traz uma nova percepção do ambiente, obrigando que tenham maior atenção a cada passo, aos sons da noite, aos demais companheiros e aprendam a confiar mais nos próprios instintos. Estimula a resiliência, a importância da equipe, de um cuidar do outro, nunca deixando ninguém para trás. Absorvem a importância de manter a moral elevada – conversando e cantando por todo o caminho –, apesar do cansaço e de se esforçarem para alcançar o objetivo”, completa.

Durante o sábado (13), os jovens foram divididos em três equipes. Para os Lobinhos, a atividade foi de exploração: conheceram o seringal e entenderam como o látex é extraído. Depois, prepararam apresentações daquilo que aprenderam em cartolinas, usando somente cola e materiais coletados no local, como, por exemplo, os sucos de frutas locais como tinta para seus trabalhos. Houve votação e medalhas para as melhores apresentações. A Tropa de Escoteiros fez caminhadas para reconhecimento do local, atividades com cordas, coletas de pegadas de animais com técnica de gesso, jogos etc.

Os Sêniores e Escoteiros que estão em um nível mais avançado tiveram diversas tarefas como trabalho com bússola e mapas, habilidades escoteiras com cordas, construção de abrigo improvisado, previsão meteorológica, estudos locais – como, por exemplo, saber qual a quantidade de habitantes do bairro, entrevistas com moradores etc. Alguns deles auxiliaram no preparo do solo para a plantação de uma horta comunitária.

“Para o Escotismo, todas as ações têm um objetivo. Estimulamos e até desafiamos os jovens para que experimentem situações fora do seu cotidiano. Isso reforça a confiança deles para enfrentar situações adversas, por exemplo, aprender a lidar de forma cortês com desconhecidos, bem como adquirir gosto em aprender e confiança para tomar decisões sem depender dos adultos, que ficaram somente na função de observadores”, explica o chefe Adail Pacor.

“Um exemplo de como os garotos se envolveram com os objetivos da atividade é que eles mesmos se ofereceram para trabalhar em uma horta comunitária que está sendo preparada na Unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Silvânia. Eles foram de casa em casa, pedindo enxadas emprestadas, e voltaram para ajudar a preparar a terra para o plantio das sementes”, relata Adail.

“Outros pegaram amizade com famílias de moradores, visitaram suas casas, escreveram cartas, convidaram para visitar seu acampamento e foram convidados a retornar. Essas atitudes voluntárias dos jovens surpreendem até mesmo a nós, chefes. São atitudes reconhecidas e estimuladas que servem de incentivo aos demais em realizarem boas ações, não para terem reconhecimento, mas pela simples satisfação de estarem fazendo o bem”, conclui o chefe Adail.

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