Matão continua liderando as exportações regionais
No primeiro semestre de 2025, primeiro lugar foi mantido
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon

No portal que informa estatísticas de comércio exterior do Brasil – Comex Stat, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – consta que Matão exportou US$ 1.424.915.177 em 2024. Este valor de US$ 1,42 bilhão superou o recorde anterior do município, vigente em 2023, que foi de US$ 1.369.523.356.
Anteriormente a 2023, o recorde se manteve por dez anos (desde 2013): US$ 1.118.177.915,00. Matão exportou mais de um bilhão de dólares também em 2022 (1.050.416.530,00); 2017 (1.097.857.927,00) e 2014 (1.005.367.546,00). No referido site, fonte confiável de consulta de empresas matonenses e da Fazenda Municipal, há resultados das exportações anuais desde 1997.
Nos demais anos, Matão vendeu para outros países os seguintes valores (em dólares): 852.423.637 (2021); 771.214.071 (2020); 979.667.299 (2019); 997.794.062 (2018); 961.457.951 (2016); 982.308.141 (2015); 992.028.902 (2012); 876.897.150 (2011); 714.875.010 (2010); 678.802.775 (2009); 753.386.701 (2008); 825.645.458 (2007); 564.144.394 (2006); 536.246.485 (2005); 414.241.748 (2004); 408.472.909 (2003); 328.598.543 (2002); 248.275.543 (2001); 298.205.953 (2000); 365.956.877 (1999); 409.750.687 (1998) e 364.378.846 (1997).
A última vez que as exportações anuais de Matão tiveram valor menor do que as de Araraquara foi em 2016, quando o município vizinho mandou para fora do Brasil o montante de US$ 1.034.014.675. Desde 1997, ou seja, nos últimos 28 anos, Araraquara superou Matão em 18 vezes, de 1997 a 2013 e em 2016, enquanto o município matonense exportou mais em 2014, 2015 e desde 2017. Matão e Araraquara nunca exportaram menos do que Sertãozinho, São Carlos e Ribeirão Preto, nem sequer do que qualquer outro município da região, que reúne o total de 42 cidades.
Em 2024, Matão exportou quase o dobro de Araraquara, que somou US$ 771.750.615. Na região, o terceiro lugar no ano passado foi de Sertãozinho (US$ 528.036.933); o quarto, de São Carlos (US$ 501.629.347); e o quinto, de Ribeirão Preto (US$ 298.709.179). No primeiro semestre de 2025, Matão se manteve na ponta com US$ 819.169.603, seguido por Araraquara (US$ 511.182.611), São Carlos (US$ 296.990.575), Sertãozinho (US$ 206.052.567) e Ribeirão Preto (US$ 142.914.562).
“O município possui economia diversificada, com vários setores, mas a agroindústria é muito forte e suas exportações respondem por parcela considerável do PIB. Matão figura entre os 70 municípios maiores exportadores paulistas e entre os 350 maiores do Brasil. Somos reconhecidos nacional e internacionalmente pela vocação no agronegócio”, informa Moacir José Bertacci, que exerce a função de controlador na Prefeitura de Matão e leciona três disciplinas na Faculdade de Tecnologia ‘Luiz Marchesan’ (Fatec-Matão) e outras três na Fatec-Taquaritinga.
O QUE VAI PARA ONDE
No primeiro semestre, Matão exportou 115 itens/segmentos para 75 países
Os dez itens/segmentos de produtos que Matão mais exportou no primeiro semestre de 2025 são:
- sumos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos hortícolas, não fermentados, sem adição de álcool, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes, num total de US$ 677.468.719;
- óleos essenciais (desterpenizados ou não), incluídos os chamados ‘concretos’ ou ‘absolutos’; resinóides; oleorresinas de extração; soluções concentradas de óleos essenciais em gorduras, em óleos fixos, em ceras ou em matérias análogas (US$ 90.832.578);
- máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho do solo ou para cultura; rolos para relvados ou para campos (US$ 28.904.897);
- matérias vegetais e desperdícios vegetais, resíduos e subprodutos vegetais, mesmo em pellets, dos tipos utilizados na alimentação de animais, não especificados nem compreendidos noutras posições (US$ 13.392.175);
- doces, geleias, ‘marmelades’, purês e pastas de frutas, obtidos por cozimento, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes (US$ 1.779.426);
- facas e lâminas cortantes, para máquinas ou para aparelhos mecânicos (US$ 1.291.614);
- hidrocarbonetos cíclicos (US$ 894.430);
- outras máquinas e aparelhos de terraplanagem, nivelamento, raspagem, escavação, compactação, extração ou perfuração da terra, de minerais ou minérios; bate-estacas e arranca-estacas; limpa-neves (US$ 741.708);
- máquinas e aparelhos para colheita ou debulha de produtos agrícolas, incluídas as enfardadeiras de palha ou forragem; cortadores de relva e ceifeiras; máquinas para limpar e selecionar ovos, frutas ou outros produtos agrícolas, exceto as da posição (US$ 709.913);
- reboques e semirreboques para quaisquer veículos; outros veículos não auto propulsores e suas partes (US$ 437.937).
DESTINOS
Os dez principais destinos dos produtos matonenses no primeiro semestre desse ano são:
- Bélgica (US$ 326.940.342)
- Estados Unidos (US$ 324.610.388)
- Holanda (US$ 43.899.454)
- China (US$ 36.483.365)
- Itália (US$ 14.371.518)
- Chile (US$ 10.604.949)
- Japão (US$ 9.642.536)
- Paraguai (US$ 9.290.604)
- Alemanha (US$ 8.576.193)
- Uruguai (US$ 3.349.984)
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.








