Hospital sediou mais uma captação de órgãos
Instituição reforça a importância da doação para a realização de transplantes
Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação

Na madrugada do último dia 25, o Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ sediou mais uma captação de órgãos para transplante, reafirmando sua relevância no sistema estadual de saúde. A operação mobilizou equipes especializadas: médicos do Hospital de Barretos, responsáveis pela captação do fígado, e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP-Ribeirão Preto, que realizaram a retirada dos rins.
Todo o procedimento contou com o apoio direto de profissionais do Hospital de Matão, entre eles, Izaías Longhitano Júnior e Elaine Cristina Barbui (anestesiologistas), Janaína Schimicoski (enfermeira-chefe da UTI Adulto), Sarah Lima (enfermeira), Dani Lago (enfermeira-chefe do Centro Cirúrgico), Anderson Reis (enfermeiro coordenador), Ana Gabriela Chrisóstomo (técnica de instrumentação), além de médicos e equipe de enfermagem.
FILA DE ESPERA
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 78 mil brasileiros aguardam por um transplante. Apesar do país ter superado a marca histórica de 30 mil procedimentos em 2024, a negativa familiar à doação ainda é um dos maiores desafios. O rim é o órgão mais demandado, com mais de 42 mil pacientes na fila, seguido por córnea, fígado e medula óssea.
Janaína Schimicoski, enfermeira-chefe da UTI Adulto do Hospital de Matão e ligada à Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes, ressalta que cada doação representa não apenas um ato médico, mas também um gesto de profundo significado humano: “É um processo que só acontece graças à generosidade das famílias que, mesmo em meio à dor, conseguem dizer ‘sim’ à vida”.
PARCERIA REGIONAL
O Hospital de Matão é referência em procedimentos alta complexidade na região e mantém parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Ribeirão Preto, vinculada ao Hospital das Clínicas da USP-RP. A comissão interna do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ atua na identificação de potenciais doadores, na comunicação com familiares e na condução dos trâmites junto à Central Estadual de Transplantes.
LEGADO DE VIDA
Cada captação reforça a importância de se manifestar em vida o desejo de ser doador e, sobretudo, de se conversar com os familiares sobre essa decisão. Sem a autorização da família, a retirada dos órgãos não pode ser realizada. O Hospital de Matão agradeceu de forma especial à família de quem doou, pela nobreza do gesto. Nas palavras da superintendente Denise Minelli, “trata-se de um legado que ultrapassa gerações. A doação transforma a despedida em esperança e salva vidas em todo o país”.
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