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Saúde

Atendimentos de urgência e emergência no Pronto-Socorro têm crescimento alarmante

Projeção até dezembro aponta aumento superior a 40% em apenas um ano

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

O Pronto-Socorro do Hospital. Fora os casos de urgência e emergência, grande parte dos atendimentos poderia - e deveria - ser encaminhada às unidades de saúde (UBSs e ESFs)
O Pronto-Socorro do Hospital. Fora os casos de urgência e emergência, grande parte dos atendimentos poderia - e deveria - ser encaminhada às unidades de saúde (UBSs e ESFs)

O Pronto-Socorro do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ registrou um crescimento alarmante no número de atendimentos de urgência e emergência entre o ano de 2024 e os primeiros sete meses de 2025. De acordo com os dados internos, em 2024 foram atendidos 278 casos classificados como ‘vermelho’ e ‘laranja’. Já em 2025, apenas até 28 de julho, esse número já alcança 230 – com projeção de chegar a 395 atendimentos até dezembro, o que representa um aumento superior a 40% em apenas um ano.

Grande parte desses atendimentos decorre de gravíssimos acidentes, sobretudo envolvendo motocicletas, que continuam sendo uma das principais causas de traumas severos, fraturas múltiplas, lesões internas e risco de morte. Esses casos exigem a mobilização de toda a equipe médica e de enfermagem por longos períodos. “São situações que demandam recursos intensivos, agilidade, precisão e, principalmente, tempo. Muitas vezes, todos os profissionais do plantão estão concentrados em salvar uma única vida, sem contar com o reforço de outros médicos, especialmente da UTI”, relata a Coordenação Médica do Pronto-Socorro.

É importante destacar que, fora esses casos de urgência e emergência, grande parte dos atendimentos registrados no Pronto-Socorro poderia – e deveria – ser encaminhada às unidades de saúde da rede básica (UBSs e ESFs). Casos clínicos simples, que não representam risco imediato, devem ser acolhidos pela Atenção Primária à Saúde, que dispõe de médicos, enfermagem e estrutura para resolver a maior parte das demandas cotidianas da população.

O Hospital reforça que o Pronto-Socorro opera sob o Protocolo de Classificação de Risco, que prioriza o atendimento conforme a gravidade do quadro clínico, e não por ordem de chegada. Em momentos críticos, quando vários casos graves chegam simultaneamente, é necessário redirecionar todo o foco e os recursos para salvar quem mais precisa.

“Entendemos a ansiedade de quem espera, mas pedimos empatia e compreensão; quando há demora é porque há alguém lutando pela vida a poucos metros dali”, reforça a Direção Médica. “E pedimos mais: use o Pronto-Socorro com responsabilidade. A rede básica é preparada para cuidar de boa parte dos problemas de saúde do dia a dia. O Pronto-Socorro precisa estar disponível para quem realmente não pode esperar”.

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