Nelson Martins lançará livro
Autobiografia será apresentada na próxima sexta-feira (25)
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 8 min
Foto: Rogério Bordignon

Ele pensou em ser padre; levou marmitas de uma unidade Sesi para uma senhora octogenária, recebendo uns trocados de um filho dela que era advogado e entre outras atividades; foi engraxate, jogou futebol em categorias de base do Juventus (time conhecido como Moleque Travesso, da Mooca, São Paulo). Sobreviveu, como um bom tanto de jovens, na vasta e múltipla Capital Paulista. Chegou a Matão em 1976, quando ingressou na Citrosuco.
Participou de várias atividades sociais como diretor do Grupo Escoteiro Matão; presidente do extinto Clube Santa Carolina; atuou pelo Grupo Empresarial de Matão (Gema); foi presidente da SE Matonense; vereador de 1989 a 1992; secretário municipal de Saúde e Promoção Social, além de exercer outras atividades. Depois da Citrosuco, tornou-se empresário, como sócio da Gremapa, e desempenhou funções por dez municípios brasileiros.
Na próxima sexta-feira (25), num coquetel receptivo para amigos na Praça do Vinho, Nelson Marques Martins lançará seu livro, intitulado ‘Eu, Nelson Martins, por mim mesmo’. Impresso pela Viena Gráfica e Editora, a obra com 236 páginas foi revisada e diagramada pelo jornalista Cássio Leonardo Carrara, com fotografia de capa de minha autoria. Segue entrevista com Nelson Martins.
Como e quando o senhor veio para Matão?
Eu respondi a um anúncio que li no Jornal ‘O Estado de S. Paulo’, em julho de 1976. Iniciei na Citrosuco em agosto daquele mesmo ano.
Qual a importância da Citrosuco em sua vida?
Eu tinha acabado a minha graduação no curso superior de Ciências da Administração, em São Paulo, e, com 25 anos, rumei com minha esposa e dois filhos para Matão. Devo conquistas, evoluções e crescimento profissional à Citrosuco.
Quais os principais trabalhos para a comunidade que o senhor intermediou entre a Citrosuco e Matão?
Na Citrosuco, atualizei o Departamento de Pessoal e Recursos Humanos, informatizando-o. Depois, na área de Benefícios, vieram convênios com a Drogaria Nossa Senhora Aparecida (Comelli) e odontológico, começando por Nilson Cadioli. Em seguida, a implantação da Matão Clínicas; os clubes Acre (depois ADC e Amel) e Santa Carolina e a Cooperativa de Consumo dos Funcionários da Citrosuco (Citrocoope). Para a comunidade matonense, desenvolvi o programa de implantação do Corpo de Bombeiros; reformamos e revitalizamos a Igreja Matriz ‘Senhor Bom Jesus de Matão’ em parceria com a Baldan, Marchesan, Bambozzi, Usina Santa Cruz e Confecções Emmes. A maior conquista foi quando assumimos o então denominado Hospital de Caridade de Matão, com investimentos de mais de US$ 4 milhões, por meio da criação do Grupo Empresarial de Matão (Gema). Por quatro mandatos, presidi a Sociedade Esportiva Matonense e, quando Antonio Galli conquistou o tricampeonato como presidente, eu era um dos diretores. Fui diretor do Grupo Escoteiro Matão por dez anos e presidente da Apae por dois anos.
Por que o Gema foi fundado e quais as principais conquistas?
O Gema foi uma entidade meramente social que existiu de fato, mas não de direito. Impelida por um espírito de mútua colaboração, procurou unir esforços humanos e materiais, objetivando colaborar diretamente com a comunidade matonense na solução de seus problemas sociais. Isso, patrocinando somente atividades comunitárias nascidas de sua própria incitativa. Eu era o gerente de Recursos Humanos da Citrosuco e por orientação e aprovação da Diretoria Executiva Administrativa do Grupo Fischer, pelo diretor Alexandre Paulo Brandes, assumi a função de secretário executivo do Gema, no período de março de 1987 a setembro de 1993. Também fui secretário executivo do atual Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ – sendo que, em ambas as situações, sem nenhuma remuneração ou privilégio. O Gema era composto pela Citrosuco, Baldan, Marchesan, Usina Santa Luiza e Confecções Emmes. As principais conquistas: Corpo de Bombeiros; Feiras da Bondade, da Apae; apoio à Sociedade Esportiva Matonense; reforma e revitalização da Igreja Matriz e ampliação e modernização do Hospital.
De que forma o senhor assumiu a presidência da Matonense?
Eu e meu filho, Fábio (Maguila), éramos torcedores assíduos da Matonense, no período em que eu atuava pela Citrosuco como gerente de Recursos Humanos e de Relacionamento com a Comunidade. Certa ocasião, o então prefeito Jayme Gimenez, no curso do seu primeiro mandato (1983-1988), pediu para que eu integrasse a diretoria do time, juntamente com Antonio Galli e outras pessoas. Alexandre Brandes me autorizou e a Citrosuco assumiu um contrato específico com a Matonense. Assumimos em março de 1987, sendo eu o vice-presidente. Outras empresas se tornaram parceiras e a Matonense fez uma grande campanha. A constituição do Gema fortaleceu o apoio ao time e eu assumi a presidência em 1988. Dotamos a Matonense com uma infraestrutura melhor, contando também com a Prefeitura em relação às obras. Em 2003, Jayme Gimenez, no curso do seu segundo mandato como prefeito (2001-2004), me convidou para reassumir a presidência da Matonense. Aceitei, mas encontrei um cenário bem diferente daquele que deixei em dezembro de 1990. Era uma terra arrasada! Contudo, contei com apoio de algumas empresas e honrei todos os compromissos que assumi. Na ocasião, Jayme Gimenez viabilizou parcerias, mas, infelizmente, três empresas de São Paulo/Grande São Paulo não aportaram valores combinados e nesse período presidencial – praticamente o primeiro semestre de 2004 – não consegui deixar o caixa positivo como outrora fiz.
Quem o convidou para ser candidato a vereador em 1988?
Fui convidado por Jayme Gimenez. Eleito, exerci a vereança de 1989 a 1992. Não fui reeleito em 1992 por somente três votos. No meu lugar, entrou o vereador José Pereira Niza. Na mesma semana após o Pleito Eleitoral de 1992, o então prefeito eleito Luis Tadeo Gimenes me convidou para ser o secretário municipal de Saúde, pelo fato de participar da direção do nosso hospital e ter feito o curso de especialização em Administração Hospitalar na Universidade São Camilo (São Paulo).
Tem saudade do extinto Clube Santa Carolina?
O Clube Santa Carolina era nossa segunda casa. Todo final de semana, nos reunimos lá com a família e amigos, almoçando o que o saudoso Walcir Pinotti e cozinheiras nos preparavam ou fazendo churrasco. Acampávamos em feriados prolongados. Os bailes sempre tinham ‘casa cheia’, havia rodízio de pizzas às sextas-feiras, entre outras atividades sociais, desportivas, entretenimentos etc. Quando soube pelo amigo André Grecco que o clube seria desativado, chorei.
Quando o livro começou a ser escrito?
Iniciei a escrevê-lo quando completei 75 anos, concomitantemente a eu ter deixado a minha última função profissional, portanto, há um ano.
Por que escrever uma autobiografia?
Com sinceridade, eu nunca pensei nisso. Mas num final de tarde, na Sorema, tomando uma cervejinha, apareceu um amigo dos tempos de Citrosuco, empresa onde trabalhei por 17 anos. Era o Carlos, da Trade Export, e ele me instigou a escrever este livro, salientando meu histórico profissional e meu compromisso com a comunidade matonense. Resultado: escrevi um livro!
Agradecimentos?
Aos meus avós paternos, que me ensinaram a fé em Jesus Cristo e a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. À minha mãe, que, apesar de pouco estudo, sempre me incentivou, ao lado de minha madrinha Palmira, a estudar e chegar até onde cheguei, com graduações, pós-graduações e especializações nas áreas da saúde, recursos humanos e hospitalar. Agradeço a Deus, à família que me proporcionou esposa, filhos maravilhosos, noras e genro especiais, bem como minhas netas, as mais lindas. Aos meus irmãos por parte de pai, Odete e Marlene Martins, bem como por parte de mãe, Rubens Moreno. Agradecimentos especiais a muitos amigos que passaram pela minha vida, dos quais não cito nomes para não cometer enganos, mas um especial ao qual estendo toda minha admiração e respeito: André Elias Grecco. Na vida profissional, obrigado a Alexandre Paulo Brandes e também ao patrício português, o empresário Joaquim Morgado Lagoa.
PERFIL
Nelson Marques Martins nasceu no dia 28 de julho de 1949, em São Paulo (Capital). É filho de José Marques Martins e Maria Maldonado Martinez Moreno. Seus irmãos são Odete Martins Antonio, Marlene Martins Novais e Rubens Moreno. Ele e a esposa Alzira Vicente Martins tiveram os filhos Fábio (casado com Fabiana, pais de Letícia), Caio (casado com Paula, pais de Beatriz e Julia) e Tatiane (mãe de Luiza e Giovana). Em janeiro de 2025, Tatiane casou-se com Clodoaldo Mello.
Atuou na Alimentos Selecionados Amaral (junho de 1963 a março de 1970); Ingersoll Randa (março de 1970 a agosto de 1976); Citrosuco (agosto de 1976 a novembro de 1992); Ciesp-Matão (julho de 1991 a junho de 1993). Aposentou-se em novembro de 1993. Trabalhou na Prefeitura de Matão, de janeiro 1993 a dezembro de 1996; foi consultor de Pessoa Jurídica (PJ), de janeiro de 1997 a julho de 2000; Beneficência Portuguesa de Araraquara (agosto 2000 a março 2001); Santa Casa de Araraquara (abril 2001 a julho 2003); Aruá Comércio e Serviços (outubro de 2003 a fevereiro de 2004).
E também: Prefeitura de Matão (maio de 2004 a dezembro de 2004); Santa Casa de Jardinópolis (julho de 2004 a dezembro de 2007); Prefeitura de Brodowski (outubro de 2007 a janeiro de 2009); Hospital Evangélico de Sorocaba (janeiro de 2009 a setembro de 2010); Assimédica de Campinas (setembro de 2010 a novembro de 2010); Santa Casa de Cerquilho (fevereiro de 2011 a julho de 2012); Instituto Corpore de Ribeirão Preto (junho de 2012 a abril de 2017); Prefeitura de Jundiaí (junho de 2018 a julho de 2019); Hospital de Jaguariúna (julho de 2019 a novembro de 2019); Instituto Integral de Educação e Saúde, em Barueri (SP) e São Luiz (Maranhão), de novembro de 2021 a novembro de 2022 e Beneficência Hospitalar de Cesário Lange (novembro de 2022 a junho de 2024).
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