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ARTIGO - Com muito diálogo, a luta continua

POR ADEMIR DE SOUZA

Fonte: Ademir de Souza - vereador, 1º secretário da Câmara, líder do prefeito e presidente eleito do PT para o mandato 2025/2029, postado por Natali Galvão

· Leitura de 4 min

Foto: Divulgação

Ademir de Souza. "Tivemos sempre a sabedoria de dialogar e atrair as diversas forças que buscavam construir a cidade que temos hoje"
Ademir de Souza. "Tivemos sempre a sabedoria de dialogar e atrair as diversas forças que buscavam construir a cidade que temos hoje"

A eleição de Edinho Silva para a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) representa um momento importante na trajetória do partido, especialmente em um cenário político marcado pelos desafios que a nossa sociedade enfrenta. Para nós, em particular, nos enche de orgulho termos à frente deste desafio um companheiro com o qual convivemos há muitos anos e sabemos do seu compromisso e de todas as suas conquistas, seja como dirigente partidário, vereador, deputado estadual, ministro de Estado e prefeito da nossa vizinha Araraquara. Edinho Silva traz consigo uma visão de renovação com base em uma experiência real, que irá fortalecer a nossa legenda.

O PT enfrenta atualmente o desafio de consolidar sua posição no cenário político nacional após anos de polarização política. A necessidade de reconquistar a confiança de suas bases e ampliar sua influência é fundamental para garantir sua relevância nas próximas eleições, para continuar construindo um Brasil mais justo e igualitário. Nesse contexto, a história do nosso companheiro Edinho Silva vai garantir uma gestão mais dialogada, inclusiva e voltada a uma renovação que leve em conta as experiências exitosas, por ele mesmo vivenciadas, na nossa região e em todo o estado de São Paulo.

Ao longo da trajetória, aprendemos a construir um partido que buscou compreender e dialogar com o conjunto das forças políticas nacionais, estaduais e municipais. Isso nos rendeu críticas, seguramente daqueles que não se conformavam com o fato de um partido formado por trabalhadores ter tido a sabedoria de avançar para setores que ‘não nos cabiam’. No plano nacional, abrimos diálogo com setores que antagonizamos em outros momentos, mas, em nome da construção de um Brasil mais justo e democrático, fizemos as pontes necessárias para o bem maior. E é isso que fez com que tenhamos hoje, do mesmo lado, figuras políticas que, apesar de possuírem diferenças pontuais e momentâneas, têm concordância no fundamental e, principalmente, maturidade para se unir em torno de um Brasil melhor.

No plano estadual, a reeleição do deputado Kiko Celeguim seguramente conduzirá nosso partido para a consolidação de uma São Paulo para todos os paulistas. É preciso ter um olhar mais cuidadoso para os problemas das pessoas e o PT precisa buscar uma capilaridade nas diversas regiões para dar sua contribuição na formulação das políticas que desenvolvam mais e ajudem as pessoas a terem uma vida melhor.

Nesse contexto, a experiência de Matão serve como um farol. Tive a honra e o orgulho de ser eleito, mais uma vez, presidente do PT de Matão, cargo que ocuparei pela quarta vez. Ao contrário do que dizem alguns, o PT de Matão soube promover uma renovação na prática, ao longo de sua história. Nosso partido é protagonista de uma das mais bonitas histórias construídas em nosso país. Aprendemos a conhecer profundamente nossa cidade e seu povo, e tivemos sempre a sabedoria de dialogar e atrair as diversas forças que, em fases distintas, buscavam construir a cidade que temos hoje.

Desde 1988, quando Arlindo Veronezi (nossa grande liderança sindical) disputou a Prefeitura, tendo como vice Chico Dumont na chamada ‘chapa pura’, iniciamos um processo de abertura de diálogo com as demais forças políticas e fomos renovando nossa visão de cidade. Em 1992, ampliamos a aliança com o PTB (Arlindo para prefeito e Jarbas Tortorello para vice). Perdemos nas duas oportunidades. Em 1996, Adauto chega e somamos forças com o PDT. Em 2004, o PSB de Luizinho Pedro Antonio cerrou fileira conosco, numa dobradinha também vitoriosa em 2008, repetindo a vitória de Adauto para o terceiro mandato.

Em 2012, Chico Dumont (PT) vence em aliança com o MDB (Moio de vice) e mais quatro partidos (PDT, PPS, PPL e PC do B). Já em 2016, novamente com ‘chapa pura’ (Cidinho e Meire, ambos do PT), amargamos nossa mais dura derrota, também em virtude ao período do Golpe contra a presidente Dilma. Sobrevivemos ao processo de criminalização do PT e, em 2020, Adauto retorna com Cido Ferrari de vice, repetindo a ‘chapa pura’ de outrora, todavia, enfrentando e vencendo com larga margem mais seis candidaturas, permitindo a ele um histórico quarto mandato, infelizmente interrompido por sua repentina partida. Cido, político de muito diálogo, seguiu em frente, ampliou as alianças trazendo novamente o MDB com mais cinco partidos (PC do B, PV, Cidadania, PSDB e União Brasil) e se reelegeu com mais de 65% dos votos. Conquistamos nossa sexta administração petista na cidade.

Essa história de diálogo e profundo conhecimento local nos fez capazes de administrar com um olhar no futuro e no bem-estar das pessoas; pois, no fim das contas, é isso o que importa. Não é por acaso que seguimos à frente do governo municipal há mais de 20 anos. Isto é possível porque nos renovamos a cada eleição, a cada ano e a cada dia.

E vamos seguir assim, construindo o futuro e cuidando das pessoas, com a certeza de que a liderança de Edinho Silva na presidência nacional do PT fortalecerá essa jornada de reinvenção e reconexão com a sociedade brasileira, nos fazendo seguir em frente.

Com muito diálogo, a luta continua!

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