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Negócios

Tarifaço pode gerar impacto bilionário à cadeia de suco de laranja

Nova tarifa de 10%, somada a outros impostos, pode representar até R$ 1,1 bilhão por ano

Fonte: Assessoria de Comunicação da Citrus BR, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Suco de laranja. Estados Unidos respondem por cerca de 37% das exportações brasileiras do produto
Suco de laranja. Estados Unidos respondem por cerca de 37% das exportações brasileiras do produto

A ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecendo uma tarifa adicional de 10% sobre o valor aduaneiro de produtos importados do Brasil, deve gerar um impacto significativo para a cadeia brasileira de suco de laranja. 

Os Estados Unidos respondem por cerca de 37% das exportações brasileiras do produto. De acordo com dados da Secex compilados pela Citrus BR, entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, foram embarcadas 207.205 toneladas de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ 66 Brix), totalizando US$ 879,8 milhões em faturamento.

PROJEÇÃO DO CUSTO ADICIONAL 

Com base no desempenho atual da safra 2024-2025 e projetando-se uma exportação anualizada de aproximadamente 235,5 mil toneladas ao mercado americano, o impacto da nova tarifa pode atingir cerca de US$ 100 milhões por ano, ou R$ 585 milhões considerando o câmbio de R$ 5,85 por dólar. 

Esse valor se soma aos tributos já incidentes, como a tarifa de US$ 415 por tonelada de FCOJ equivalente a 66 Brix. Somente em 2024, esse tributo representou cerca de US$ 85,9 milhões em pagamentos. Assim, somando-se as tarifas atuais e a nova medida, o total de impostos pode atingir cerca de US$ 200 milhões anuais, ou aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

Setor reforça compromisso com o mercado americano

As empresas brasileiras seguem, de forma individual e com base em suas estratégias comerciais, abastecendo o mercado dos Estados Unidos com suco de laranja de alta qualidade. O setor lamenta, no entanto, que a medida tenha sido adotada sem considerar o histórico de complementaridade entre a produção brasileira e a indústria da Flórida, além da relação de longo prazo com empresas engarrafadoras que atuam nos Estados Unidos.

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