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Cultura e Variedades

Presidente da Câmara cobra ensino da cultura afro-brasileira

Indicação coloca a educação como pilar central no combate ao racismo

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Paulo Bernardi, entre Ademir de Souza e Roberto Hiro. "Não quero que essa lei seja cumprida de forma superficial; quero professores capacitados e conteúdos estruturados"
Paulo Bernardi, entre Ademir de Souza e Roberto Hiro. "Não quero que essa lei seja cumprida de forma superficial; quero professores capacitados e conteúdos estruturados"

O presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Bernardi, apresentou a Indicação nº 124/2025 para cobrar a implementação efetiva da Lei Municipal nº 5.619/2022, de sua autoria, que determina a inclusão do ensino da história e da cultura afro-brasileira no currículo das escolas públicas municipais. A indicação foi direcionada ao prefeito Cido Ferrari e ao secretário municipal de Educação e Cultura, Marcelo Prado, exigindo providências urgentes para que a legislação seja cumprida.

A necessidade da medida foi intensificada após o recente episódio de racismo sofrido pelo atleta Luighi, do Palmeiras, durante a Copa Libertadores Sub-20. O caso gerou revolta e reacendeu o debate sobre a persistência da discriminação racial no Brasil. “Se o racismo é ensinado, ele também pode ser desconstruído. Se ensinarmos nossas crianças desde cedo sobre a importância do povo negro, estaremos criando uma geração antirracista e mudando o nosso futuro”, declarou o presidente da Câmara, durante a Sessão Ordinária da segunda-feira (10).

Para garantir que a lei municipal seja cumprida de forma eficiente, Paulo Bernardi defende capacitação docente, metodologias pedagógicas adequadas e parcerias com especialistas no tema. “Não quero que essa lei seja cumprida de forma superficial. Não basta apenas a leitura de alguns textos. Quero professores capacitados, conteúdos estruturados e projetos que realmente ensinem nossas crianças sobre a verdadeira história do Brasil”, enfatizou.

Além do impacto na educação, Bernardi lembrou a importância do reconhecimento da cultura negra em Matão, citando a relevância histórica do antigo Clube ‘Henrique Dias’ como símbolo de resistência e identidade da comunidade negra local. Segundo ele, resgatar essa memória e promover iniciativas culturais são passos fundamentais para a construção de uma sociedade mais igualitária. “Racismo se combate com ação, coragem e educação. Que Matão seja referência na educação antirracista”, finalizou o presidente.

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