ARTIGO - Uma luta de todos!
POR FABIANA SCARDOELLI
Fonte: Fabiana Scardoelli, vereadora, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”
Rosa Luxemburgo
O Dia Internacional da Mulher – 8 de março – é uma data em que reafirmamos nossa luta diária por respeito e igualdade, numa trajetória de resistência que vem desde as nossas ancestrais, que não se conformaram com a opressão, até as mulheres que batalham por seus direitos nos dias atuais.
Assim, na noite da quinta-feira (13), eu e a deputada estadual Thainara Faria (PT) protagonizamos uma Audiência Pública de conscientização pelo Mês da Mulher, no plenário da Câmara Municipal. O objetivo foi debater os desafios da mulher na política e refletir sua luta histórica pelo fim da violência e pela ocupação dos espaços.
Não há democracia sem mulheres na política. É mais do que urgente debatermos ações que garantam a maior participação feminina no poder. Somos um total de 104 milhões de mulheres, o que corresponde a 51% da população brasileira. Precisamos de leis escritas por mulheres e para mulheres.
No entanto, desde o início da República, em 1889, o país teve uma única presidenta, Dilma Rousseff, e 16 governadoras. Apenas com o Código Eleitoral de 1932, há mais de 90 anos, o voto feminino foi autorizado em todo o Brasil. Hoje, na Câmara dos Deputados, há 423 homens e 90 mulheres, ou seja, mais de 80% são homens.
Temos uma sub-representação imensa de mulheres na política. Somos apenas 18% no Congresso Nacional. Mulheres comandam apenas 12% das prefeituras brasileiras, embora sejamos a maioria do povo. Mulheres negras, então, nem se fala... Isso deixa a democracia ‘torta’. Pautas importantíssimas – como creche integral, enfrentamento à violência contra a mulher – são invisibilizadas.
Para mudarmos essa realidade absurda é fundamental o estímulo ao lançamento de mais candidaturas femininas, especialmente de mulheres negras, indígenas e de identidades LGBTQIA+. Também são essenciais a garantia de recursos para o financiamento das campanhas; ações educativas para combater a desigualdade de gênero; e ações afirmativas como a reserva legal de cotas para mulheres em alguns cargos.
Apesar dos avanços, ainda enfrentamos desafios significativos. A violência contra a mulher, a desigualdade salarial e a falta de representatividade são realidades que precisamos mudar. Devemos resistir diariamente, ocupar espaços que historicamente nos foram negados e enfrentar preconceitos arraigados na sociedade.
Porém, essa luta não é só nossa; os homens também precisam estar conosco nessa jornada. É fundamental que todos reflitam sobre o seu papel e contribuam para construir políticas que protejam mulheres, idosas e meninas. Precisamos de políticas públicas efetivas que garantam os nossos direitos e a nossa segurança. A igualdade de gênero também deve ser uma prioridade em todas as esferas da sociedade.
Neste mês de março, celebramos as nossas conquistas e reconhecemos os desafios que ainda enfrentamos, mas, acima de tudo, renovamos a nossa esperança num futuro melhor. Acredito profundamente na força coletiva e na capacidade de transformação que reside em cada um de nós.
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.








