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Cidade

ARTIGO - Recuperar a Carl Fischer: uma urgência para Matão

POR PAULO BERNARDI

Fonte: Paulo Augusto Bernardi, vereador pelo MDB e presidente da Câmara Municipal, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Paulo Bernardi. "A inércia do governo estadual precisa ser substituída por ação imediata"
Paulo Bernardi. "A inércia do governo estadual precisa ser substituída por ação imediata"

Há mais de dois anos, os moradores de Matão aguardam pela tão prometida recuperação da Via Carl Fischer, uma estrada fundamental para o desenvolvimento da cidade. O que deveria ser um projeto de execução relativamente simples acabou se tornando uma interminável novela burocrática, repleta de atrasos, promessas não cumpridas e falta de transparência por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP).

O Convênio nº 6726/2022, assinado entre o DER/SP e o município, foi anunciado como solução para os problemas da estrada. No entanto, apesar das sucessivas cobranças e do clamor popular, as obras ainda não tiveram início. O que realmente importa neste momento não é quem assinará a Ordem de Serviço ou quem aparecerá nas fotografias de lançamento da obra, com o político A, B, C, mas sim que a obra finalmente saia do papel e beneficie a população.

A Via Carl Fischer desempenha um papel essencial no escoamento da produção agrícola de Matão e região, sendo um elo importante para a economia local. O problema se agrava ainda mais quando consideramos que os cálculos para definir o orçamento da obra foram realizados antes de 2022, quando a estrada já apresentava danos significativos.

Com o passar dos anos e sem qualquer intervenção, a deterioração avançou ainda mais, elevando a complexidade e possivelmente o custo da obra. A grande questão agora é: será que os R$ 15 milhões inicialmente previstos ainda serão suficientes para recuperar a via ou teremos uma nova onda de adiamentos devido à necessidade de um aporte financeiro adicional?

Os motoristas, os transportadores de produtos agrícolas e os cidadãos que utilizam diariamente essa rodovia enfrentam riscos constantes. Buracos e trechos sem manutenção adequada transformam o trajeto em uma verdadeira armadilha, expondo condutores e passageiros a situações perigosas.

Além disso, os trabalhadores do setor agrícola, comerciantes e empresários também sentem o impacto dessa paralisação, que compromete a logística e encarece os custos de transporte. Nessa entrada, dentre outras, estão a Citrosuco, uma das maiores processadoras de laranja do mundo, a CP Kelco e a ADS Laboratórios, além de uma prometida destilaria, fruto de promessa não viabilizada e feita numa eleição passada...

A população de Matão não pode mais esperar. A cada dia que passa, as justificativas se acumulam, mas a realidade continua a mesma: uma estrada em condições precárias, afetando diretamente a qualidade de vida e a segurança dos cidadãos. A inércia do governo estadual precisa ser substituída por ação imediata. Basta finalizar a licitação e emitir a Ordem de Serviço.

Não se pode conceber que a obra somente será liberada por critérios de conveniência e oportunidade do DER, como escreveu e assinou o superintendente do órgão. Matão exige uma resposta concreta. A questão que fica no ar é: quando a obra finalmente sairá do papel? Com a palavra, o DER e o Governo do Estado de São Paulo.

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