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Cultura e Variedades

Educação: Pequenos Cidadãos visitaram o CEC

No novo espaço, alunos poderão tanto participar das oficinas quanto apresentar suas produções

Do acervo · publicada originalmente em 7 de outubro de 2024

Fonte: Da Redação, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Primeiro contato. Crianças, adolescentes e jovens que participam do Projeto Pequeno Cidadão conheceram as dependências do CECAcervo · 2024
Primeiro contato. Crianças, adolescentes e jovens que participam do Projeto Pequeno Cidadão conheceram as dependências do CEC

Nesta semana foi a vez das crianças, adolescentes e jovens que participam do Projeto Pequeno Cidadão, mantido pela Prefeitura, visitarem o ‘Centro de Educação Complementar Adauto Scardoelli’ (CEC). O objetivo é iniciar um processo de ‘pertencimento’, para que se sintam à vontade no espaço que, a partir de agora, passa a ser utilizado por eles com frequência.

O CEC receberá os alunos do ‘Pequeno Cidadão’ tanto para participarem de oficinas quanto para apresentarem suas produções. O projeto, que faz parte do Programa Teia, é mantido com recursos da Prefeitura, gerenciado pela ONG Ocara e realizado em dois locais, na Vila Pereira e no Jardim Paraíso, sendo frequentado por 200 crianças, de 6 a 14 anos, no contraturno escolar.

Conforme avaliou Douglas Aranha, coordenador do Programa Teia, as atividades do ‘Pequeno Cidadão’ contribuem muito para melhorar a vida de seus alunos, tanto no desempenho escolar quanto nas relações sociais, pois eles multiplicam os saberes comportamentais adquiridos nas experiências de arte-educação. “Por isso, frequentar o CEC será importante para a ampliação de espaços de convívio social, desenvolvendo ainda mais as habilidades de todos”, afirmou Aranha.

Na Vila Pereira, as crianças participam de sete oficinas das seguintes modalidades: percussão, artesanato, ginástica artística, ilustração, pintura, musicalização e capoeira. “Somamos oito arte-educadores e quatro facilitadores, todos com forte engajamento artístico e cultural junto à comunidade, o que faz toda a diferença para despertar o interesse das crianças pelas atividades”, avaliou Monaliza Vitucci, coordenadora do projeto na Vila Pereira.

Para o mestre Basílio, por exemplo, que atua como arte-educador de percussão, tendo uma história de três décadas no ramo, poder tocar e ensinar nas dependências do CEC será um privilégio. “Ao ver as crianças, jovens e adultos aprendendo a tocar e a levantar a bandeira do samba, esse ritmo de resistência histórica, de forma livre, e ainda demonstrar alegria, sentirei meu sonho realizado”, comentou o percussionista.

Já no Jardim Paraíso são desenvolvidas as oficinas: acrobacia, foto e vídeo, grafite, teatro, capoeira, percussão, artesanato, musicalização e dança de rua. Neste projeto encontramos um dos facilitadores, Vitor Hugo Almeida, absorvido por diversas crianças em meio a uma oficina de desenhos e recortes para a construção de parte de um cenário. “É muito gratificante poder contribuir com a educação de crianças e jovens, sentimento que tenha brotado há uns 10 anos, quando eu frequentava o CEU das Artes do Portal, onde minha mãe, Marta Almeida, trabalhava”, declarou.

Sobre a metodologia do projeto, Douglas Aranha explicou: “Antes de iniciar cada semestre, a equipe de arte-educadores e facilitadores passa por um período intensivo de formação em que planeja o trabalho a partir de diferentes eixos temáticos. Neste ano, por exemplo, desde janeiro, os alunos têm conhecido e trabalhado – em especial – a partir de obras de artistas brasileiros negros, o que aumentou o interesse e o engajamento das turmas”.

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