Citricultura encerra safra com alta de 2,22% de empregos
Mesmo com redução na oferta de fruta, safra de laranjas registrou a criação de 57,3 mil postos de trabalho
Do acervo · publicada originalmente em 22 de agosto de 2024
Fonte: Assessoria de Comunicação da Citrus BR, postado por Natali Galvão
· Leitura de 5 min
Foto: Divulgação
Acervo · 2024Os dados de geração de empregos pela citricultura no acumulado da safra 2023-2024 - que vai de julho de 2023 a junho de 2024 - voltaram a apontar o setor como um dos principais empregadores do país. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR), a atividade encerrou a safra com um total de 57.368 admissões, alta de 2,22% em relação aos 56.122 empregos gerados na safra 2022-2023. Trata-se do maior número de admissões dos últimos dez anos.
“A produção de laranja é manual e demanda muita mão de obra. Mesmo em um momento de redução na oferta de frutas, a geração de postos de trabalho continua em alta no setor”, avalia o diretor-executivo da Citrus BR, Ibiapaba Netto. Quando se observa o balanço de empregos, ou seja, a relação entre admissões e demissões, o setor fechou a safra com um saldo positivo de 2.163 postos de trabalho.
No primeiro semestre de 2024, a citricultura gerou 33.913 empregos, alta de 10% ante as 30.786 vagas criadas de janeiro a junho de 2023. A maior parte dos empregos gerados está no Cinturão Citrícola. Do total dos postos de trabalho criados pela citricultura, 45.112 admissões foram no Estado de São Paulo, o que representa 78% do total.
“A citricultura é um importante setor gerador de empregos, que colabora com contratações ao longo do ano, com todas as proteções legais aos trabalhadores em regiões que são carentes de vagas formais, gerando renda e desenvolvimento para o interior de São Paulo”, explica Netto.
‘PL DOS SAFRISTAS’
Um dos pontos que pode reforçar ainda mais o papel da citricultura como um dos principais setores geradores de emprego está na aprovação do Projeto de Lei 751/2023, conhecido como ‘PL dos Safristas’.
De autoria do deputado federal Zé Vitor, a iniciativa estabelece que trabalhadores safristas, com contratos de trabalho de seis meses, podem continuar dentro dos programas de renda do governo.
A medida já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda votação de urgência para entrar na pauta do Senado.
“Trata-se de um PL importante, pois combate a informalidade, oferecendo mais segurança para os empregadores e garantindo direitos para os trabalhadores”, pondera Netto.
Com recorde de faturamento, citricultura paulista avança
Safra 2023-2024 gerou mais de 45 mil empregos, combatendo o Greening e se adaptando às condições climáticas
Mesmo em cenário adverso, em meio às mudanças climáticas e significativa incidência de Greening nos pomares, a citricultura paulista mantém seu destaque no cenário nacional e internacional.
Responsável por 90% do volume exportado pelo país, segundo os dados da safra 2023-24, o Estado de São Paulo foi responsável por gerar 45.112 vagas de emprego, alta de 10% em comparação a safra anterior. As informações são da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR).
"O combate ao Greening no território paulista exige muito de nossos técnicos, das cooperativas, e associações do setor, mas principalmente, tem exigido dos produtores de nosso Estado. Esses dados chegam na hora certa, para que possamos ver que realmente estamos fazendo a diferença trabalhando juntos", comentou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.
Os dados compilados pela Citrus BR) mostram também cenário positivo em nível nacional, que fechou a safra 2023-2024 com crescimento de 2,22% na geração de empregos, totalizando 57.368 de novos cargos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ou seja, 78% dos empregos gerados pela citricultura estão no Estado de São Paulo.
COMBATE AO GREENING
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo comemora o avanço do setor. No mais recente levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à pasta, a produção de laranja paulista pontuou entre os cinco principais produtos do agro paulista na balança comercial, responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão na balança do Estado.
O Governo de São Paulo realiza esforços para manter o crescimento deste importante setor para a economia paulista. Por meio de ações transversais, o combate ao Greening é feito nos âmbitos da defesa agropecuária, da liberação de crédito e suporte técnico ao produtor.
Em novembro de 2023, foi oficializado por meio de decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas, o Comitê de Combate ao Greening, que reúne cinco secretarias da gestão estadual, além de produtores e representantes do setor da citricultura para propor políticas públicas, diretrizes, critérios e procedimentos para o controle da doença.
Ainda por meio do Instituto Biológico (IB-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Estado de São Paulo busca novas formas para o controle do psilídeo, inseto transmissor do Greening, utilizando inimigos naturais para seu enfrentamento. A iniciativa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) desenvolve ações de fiscalização em propriedades, além de conduzir trabalhos de educação sanitária a fim de orientar produtores em diversas regiões. De outubro de 2023 até o presente momento, mais de 40 mil mudas irregulares foram retiradas de circulação, já que a praga não tem cura.
A CDA lançou também um canal direto para que a população, especialmente os produtores rurais, denunciem pomares de citros abandonados ou mal manejados no Estado. O canal de denúncia tem como objetivo informar à Defesa Agropecuária a localização desses pomares de citros abandonados ou mal manejados, para que sejam feitas ações de educação e conscientização do produtor, a fim de adotarem as medidas necessárias para o controle da doença.
No fim de maio de 2024, o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), também da Secretaria de Agricultura, liberou linha de crédito para os produtores de citros mais prejudicados pela praga. Toda a cadeia produtiva da laranja gera cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos, gerando US$ 189 milhões em impostos. A cadeia produtiva do suco de laranja brasileiro responde por 74% das vendas globais da bebida, com a liderança disparada de São Paulo. (Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento)
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