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Cidade

Andarilhos são motivo de reclamação

Grupo de pessoas que moram na Avenida Siqueira Campos procurou o Conseg

Do acervo · publicada originalmente em 5 de agosto de 2024

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Rogério Bordignon

Participantes da reunião do Conseg. Moradores da Avenida Siqueira Campos relataram situações envolvendo 'andarilhos'Acervo · 2024
Participantes da reunião do Conseg. Moradores da Avenida Siqueira Campos relataram situações envolvendo 'andarilhos'

A reunião do Conseg referente ao mês de julho, ocorrida na sede da entidade na noite da terça-feira (30), foi marcada pela participação de um grupo de moradores da Avenida Siqueira Campos e entornos – sobretudo do trecho entre a Estação Rodoviária ‘Prefeito Martins de Castro’ e a Rua Castro Alves.

Constituído por dez pessoas – Cristiana Aparecida Vidal Rodrigues, Dagoberto Antonio Rodrigues, Fernando da Silveira Rossi, Ivanete Aparecida Bordo Pastreli, Ivone Martins, Júnior de Oliveira, Leony Aparecida Assaiante, Lilian Frare, Martinha da Silva Barbosa, Rosmary Mazzoni Huss –, o grupo pediu instruções e socorro quanto a ações praticadas por ‘andarilhos’.

Em decorrência do trabalho desenvolvido pela Associação Pão Nosso, a quantidade de ‘pessoas em situação de rua’ foi reduzida no trecho correspondente à Avenida Padre Nelson Antonio Romão, sobretudo em pontos de semáforos, bem como no perímetro central. A iluminação da Praça da Abolição também contribuiu para a queda da quantidade de frequências indesejadas por ali. No entanto, os ‘andarilhos’ se espalharam pela cidade.

Alguns moradores da Avenida Siqueira Campos, assim como membros do Conseg, lamentam que o trabalho desenvolvido pela Associação Promocional Movidos Pela Divina Misericórdia atraia para Matão ‘pessoas em situação de rua’. Comentou-se em reuniões passadas do Conseg – e também na da terça-feira passada – que certos ‘andarilhos’ chegam a vender as marmitas que ganham gratuitamente para poder comprar drogas lícitas ou ilícitas.

Com bons propósitos e imbuída do desejo de ajudar o próximo, alimentando de forma básica a quem não tem o que comer, a Associação Divina Misericórdia não consegue providenciar um cadastro de quem atende. Sem contar com apoio, este trabalho humano criado para fazer o bem também ocasiona a situação citada pelos moradores, o que já provocou reuniões entre representantes desta entidade, da Associação Pão Nosso, Prefeitura, Câmara Municipal e Ministério Público.

Porém, sem conseguir fazer cadastros, a Divina Misericórdia continua ‘sem olhar a quem’ na sua boa vontade de alimentar famintos. A atividade da Pão Nosso mostra-se insuficiente, pois moradores reclamam de ‘pessoas em situação de rua’. A Guarda Municipal (GM) não tem autonomia legal para atuar, além de contar com baixa quantidade de efetivo humano, problema maior também enfrentado pelas Polícias Militar e Civil há décadas e sem perspectiva de melhora a curto prazo.

No próximo dia 7 acontecerá a inauguração da Central de Videomonitoramento, um instrumento clamado por entidades, comerciantes, empresários – enfim, por Matão – há praticamente 23 anos, que agora começa ser atendido. Na reunião do Conseg, a Polícia Militar destacou os primeiros passos da Prefeitura na parceria para o desenvolvimento da ‘Atividade Delegada’, outro trabalho que pode ser melhor desenvolvido.

A Polícia Militar sugeriu aos moradores a implantação do ‘Vizinhança Solidária’ e uma reunião deverá ser marcada entre as duas partes, com a participação de membros do Conseg, para viabilizar a consolidação de mais um núcleo do programa em Matão. A PM também solicitou aos moradores para que registrassem Boletins de Ocorrência (BOs), para a geração de estatísticas, e pedissem socorro para atendimento o mais breve possível por meio do telefone 190.

Também participaram da reunião da terça-feira passada o presidente do Conseg, Osmar Inoscêncio da Costa, o delegado de polícia Marlos Marcuzzo, o primeiro tenente PM Matheus Willian Oliveira Felipe, o cabo PM Roberto Júnior Espedo e mais estes integrantes da entidade: Armeris Maria Lunardi (diretora social de Assuntos Comunitários), Nelson Fernando Miguel (2º secretário), Elizabete Crestina Vieira e Tainá Helena Vieira (ambas, membros).

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