Tenistas homenagearam Oscar Carvalho
Ele foi professor da modalidade na Sorema, de 2013 a 2021
Do acervo · publicada originalmente em 30 de julho de 2024
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2024No último dia 20, tenistas da Sociedade Recreativa Matonense (Sorema) realizaram um torneio em homenagem presencial a um ex-professor da modalidade que atuou no clube por oito anos, de janeiro de 2013 a junho de 2021. “Oscar Pereira de Carvalho Neto enfrentou problemas de saúde e, graças a Deus, se recuperou”, diz Adriano Teixeira, que organizou o evento juntamente com Guilherme Matturro.
“Decidimos fazer uma ‘Ação Entre Amigos’ e ajudar o Oscar, resgatando contribuições da sua formação tenística a associados da Sorema, sobretudo junto à Escolinha do Tênis”, destaca Adriano, que agradece a colaboração das seguintes empresas pela doação de brindes: Kärcher, Rrino/Transmatral, FGM Energia Solar / Encontre Sua Viagem-Matão e Durafort Rotomoldagens.
Na ocasião, o homenageado esteve presente com a esposa Selma, a filha Júlia e o namorado dela, Lucas. Uma faixa, ‘Oscar, estamos juntos!’, representou o espírito do evento. Oscar nasceu em Jaboticabal, no dia 8 de junho de 1962. Filho ‘do meio’ de Ricardo Carvalho e Maria da Glória Dias de Carvalho, é irmão de Adriana e Ricardo Filho.
Começou a jogar tênis aos 10 anos, na Mascagni (Jaboticabal), orientado pelo pai, que decidiu pelo tênis após 22 anos de trabalho como bancário. Formado em Educação Física pela Universidade de Blumenau (SC), em 1986, Oscar tem vários cursos de tênis, em escolas como a Harry Hopmans International Tennis, Clínica Nat Pitts, Nike Camp International Carlos Goffi, Bittar International Academy, Sanches-Casal, Confederação Brasileira de Tênis (CBT), 1º e 2º Simpósios Internacionais de Tênis em São Paulo.
Foi bicampeão paulista em 1978 (16 anos) e 1980 (18 anos); campeão em 32 torneios gerais até os seus 18 anos; campeão sul-americano no Uruguai (1978); terceiro colocado no ‘Rolex Jr’ (Nova York, em duplas, 1978); campeão brasileiro de duplas e vice em simples, com 18 anos. Como profissional, campeão da Copa Castelmar (Florianópolis, SC); da Copa City Bank (Blumenau); bicampeão do Monte Alto Open; da Copa Vermelhinho (Ribeirão Preto), entre outros torneios. Sua carreira como tenista profissional não foi adiante porque faltou patrocínio.
PROFESSOR E TREINADOR
Sua jornada como professor de tênis começou na Universidade de Blumenau, ao mesmo tempo em que lecionava Educação Física na rede pública de ensino em Santa Catarina. Em 1988, foi treinador no Bela Vista Country Club, no município de Gaspar (SC). Entre seus alunos, destaque para Tatiana Buss, que foi campeã do Banana Bowl em 1988; campeã brasileira e número 1 do Brasil aos 16 anos, número 1 do país aos 18 anos e 360ª colocada no ranking mundial.
Ainda em Santa Catarina, de 1988 a 1993, Oscar integrou – junto aos treinadores Ademar Fumagalli e Larry Passos – um grande programa de tênis patrocinado pela Ceval, no mesmo Bela Vista, que se tornou o principal trabalho de revelação de tenistas no Brasil, despontando grandes nomes como Marcos Barbosa (semifinalista em Wimbledon), Rafael Reichow (campeão em Hamburgo, Alemanha), Carlos César Reblin (campeão brasileiro), Andressa Borchein, Carolina Boscardin (campeã brasileira), Roland Santos (campeão em cinco edições do Futures profissionais) e Gustavo Kuerten (Guga), que liderou o ranking mundial, maior tenista brasileiro, tricampeão em Roland Garros.
Em janeiro de 1995, Oscar trabalhou no Grêmio Literário e Recreativo de Barretos e depois em Ribeirão Preto, sempre revelando bons jogadores. De 2003 a 2012, atuou em Araraquara e, na sequência, por oito anos na Sorema, onde seu principal trabalho foi a Escolinha do Tênis.
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