Matão tem sua pior epidemia de dengue
Até o último dia 16, setor de Vigilância em Saúde havia registrado 2.233 casos positivos da doença neste ano
Do acervo · publicada originalmente em 20 de julho de 2024
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2024Neste ano, no período entre 1º de janeiro e o último dia 16 de julho, o setor de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Matão constatou 2.233 casos positivos de dengue na cidade, dos quais 2.069 no primeiro semestre e 164 nos primeiros 16 dias do mês de julho. A quantidade é a maior já registrada desde 1999, quando começaram as anotações pela rede pública municipal de saúde.
Certamente, o número de casos positivos será ainda maior, pois a doença continua sendo transmitida. Neste ano, três mortes provocadas por complicações decorrentes da dengue foram registradas. O problema geral fez a Prefeitura de Matão providenciar o Decreto Municipal nº 5.602, datado de 5 de março de 2024, declarando situação de emergência relacionada à saúde pública.
“O Governo Federal enviou recurso financeiro em parcela única para custear variadas ações e a cobertura de gastos inerentes à epidemia. O Decreto Municipal tem vigência indeterminada”, informa Orivaldo Ademir Reguin (Faro), secretário municipal de Saúde. Os cinco bairros com maiores quantidades de casos de dengue são Vila Pereira (175), Jardim Paraíso (151), Jardim Santa Rosa (122), Centro (109) e Parque Laranjeiras (87).
Faro salienta que foram desenvolvidas as seguintes ações preventivas: vistorias em diversos locais; nebulização veicular em todos os bairros; mutirão de limpeza para coleta de recipientes que acumulam água; nebulização costal; intensificação das ações de bloqueio contra criadouros do mosquito transmissor da doença; campanhas institucionais, peças de teatro com métodos lúdicos e palestras em escolas públicas e privadas; ações de panfletagem; distribuição de repelentes em eventos públicos protagonizados pela Prefeitura.
“Também redistribuímos serviços da rede pública municipal de saúde e mantivemos profícua interlocução com diferentes setores de atuações inerentes às variadas situações, assim como nos cuidados às pessoas enfermas”, comenta o secretário. “Contudo, a maciça maioria dos focos de procriação do mosquito Aedes aegypti continua nos domicílios e nos estabelecimentos particulares, ou seja, há muitas pessoas que não colaboram com o coletivo, sequer com elas próprias e seus familiares. Infelizmente!”, completa.
Ano Número de casos
1999 11
2000 09
2001 42
2002 20
2003 12
2004 zero
2005 04
2006 79
2007 247
2008 07
2009 16
2010 1.121
2011 414
2012 327
2013 908
2014 192
2015 722
2016 2.166
2017 03
2018 16
2019 1.290
2020 24
2021 07
2022 2.109
2023 1.149
2024 2.233 (até julho)
* Fonte: Vigilância em Saúde da Prefeitura de Matão
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