Casa Pipa recebe artistas residentes
Atividades da VOA e do Fronteiras Brasil acontecem até o próximo dia 20
Do acervo · publicada originalmente em 6 de julho de 2024
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2024Com a chegada do mês de julho, Matão vive o movimento que acontece com as Residências Artísticas da Casa Pipa, que em mais de uma década é responsável pelo fortalecimento do intercâmbio cultural da cena local, situação também configurada através da Vivência Horizontal em Artes (VOA) e do Festival Internacional de Arte-Educação - Fronteiras Brasil, que neste ano chega a sua 14ª edição. Em tantos anos de realização ininterrupta, especialmente, o Fronteiras Brasil é um dos pilares de formação arte-educativa em Matão e região.
Idealizado pelo artista iraniano Khosro Adibi, trazido para cá pela educadora Lygia Nicolucci em 2009 – quando ela era a diretora municipal de Cultura –, mantido e coordenado pela Cia Labirinto de Teatro, o Festival Fronteiras Brasil forneceu os postulados que deram sustentação para o fortalecimento do que hoje é a Casa Pipa, bem como desdobramentos de programas pioneiros, como é o caso do Território de Educação, Intercultura e Arte (Teia), realizado e coordenado pela ONG Ocara via termo de colaboração junto à Prefeitura de Matão.
“Durante três semanas, artistas oriundos de diferentes lugares do Brasil e de outros países da América Latina residem na Casa Pipa e trocam entre si métodos de criação; experimentam processos criativos e intercambiam saberes e práticas junto a comunidades locais, reforçando a cultura por suas raízes sociais”, cita Juliano Jacopini, atual diretor de Cultura do munícipio e um dos coordenadores da residência e do Festival Fronteiras Brasil desde a sua fundação no município.
Neste ano, a Casa Pipa recebe dez residentes: Brisa Liberato Segalla (São José dos Campos - SP), Cleonisia Alves Rodrigues do Vale (Crato - CE), Isadora Flores Radusky (Argentina/Brasil), Henna Melo (Volta Redonda - RJ), Mariana Pérez ‘Maya’ (Córdoba - Argentina), Natalia Isabel Nisnievich (Rosario - Argentina), Nelle Riso Domínguez (Argentina/Brasil), Suzane Marques de Araújo (São Paulo - SP), Sergio Walter Monzon ‘Mono’ (Rosario - Argentina) e Tres Maglio Costa (São Paulo - SP).
ATIVIDADES
A realização do evento é da ONG Ocara e da Casa Pipa. A produção, da Cia. Labirinto de Teatro, sendo parceiros a Prefeitura de Matão e o Sesc Araraquara. O primeiro final de semana tem atividades abertas ao público. Neste sábado (6), às 20 horas, na Casa Pipa, acontece uma ‘Mostra em Cena’ das experiências vividas pelos residentes durante as atividades da primeira semana na VOA. No domingo (7), às 18 horas, na Casa Pipa, em parceria com o Sesc, para marcar o início do Festival Fronteiras Brasil, a Cia. do Tijolo apresenta ‘Ledores do Breu’.
O espetáculo retrata a caminhada de um homem em busca de resposta crucial, percorrendo muitas léguas e levando consigo uma carta. Vai atrás de um delegado para confessar seu crime, se entregar a prisão e, acima de tudo, contar sua triste e analfabeta história. Nessa trajetória se cruzam outras histórias e muitas são as razões, fatos e questões numa narrativa sobre formas de se ler e escrever o mundo em que vivemos. Ambas as atividades são gratuitas e todas as ações das semanas seguintes também.
Até o próximo dia 20, segue vasta programação da 14ª edição do Festival Fronteiras Brasil, que pode ser acompanhada pelas redes sociais da Casa Pipa no Facebook (/casapipapontodecultura) e no Instagram (@casapipa_).
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