Matão perde Nenê Cicogna
Dentista faleceu no último dia 6, aos 73 anos
Do acervo · publicada originalmente em 14 de junho de 2024
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2024O dentista José Luiz Cicogna (Nenê) faleceu por volta das 23h30 do último dia 6, no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, aos 73 anos. Ele lutava contra a amiloidose, uma doença rara. Filho caçula de Walter Cicogna e Dolores Bastia Cicogna, irmão de Maria Aparecida Cicogna Faggioni, Antonio Carlos (Zé), Íride Therezinha Cicogna Gimenez e Walter Luiz (Waltinho), Nenê nasceu nem Matão no dia 15 de janeiro de 1951.
Com a ex-esposa Luci Helena Vieira Cicogna, teve as filhas Anita Helena, Maria Paula (Mazinha) e Ana Cláudia (Bi). Anita e seu ex-marido, Fabrício Rodrigues, são pais de Maria Clara e João; Mazinha e Antonio Abreu tiveram Júlia; Bi e Estevam Luna são pais de Isadora. Nenê, há alguns anos, convivia em união estável com Roseli Ferreira dos Santos.
Ele começou a jogar futsal aos 12 anos, na quadra do antigo Ginásio Estadual e depois na EE ‘Prof. Henrique Morato’.
Foi campeão e artilheiro por algumas vezes em Matão. Jogando pelo time de futsal da Unesp-Araçatuba, onde começou a cursar Odontologia em 1971, chegou à Seleção de Araçatuba e Seleção Paulista, mas não atendeu a esta convocação por estar em período de provas. Deixou de jogar futsal em 1973.
Concluiu a Odontologia em 1975 e iniciou seu trabalho como dentista em 1976. Sempre atendeu a todos muito bem, ajudando como possível aos mais necessitados. Despojado, simples, sequer telefone celular tinha. O que nunca faltou a ele foi o largo sorriso no rosto e o espírito bem humorado. Quem se aproximava dele, sentia um ser humano positivo, alegre, de bem com a vida, brincalhão. Se alguém não estivesse bem naquele dia, provavelmente ficaria melhor após um encontro com Nenê.
Ultimamente, ia de baixo para cima dirigindo seu Uno para trabalhar, conversar, enfim, para viver. Futebol sempre foi o seu assunto favorito, especialmente quando se tratava do seu querido Palmeiras, mas também adorava se reunir com os amigos e cantar os grandes sucessos da Jovem Guarda. Sorrindo, costumava afirmar que se parecia com o ator Antonio Fagundes. “Sem dúvida, um ser humano maravilhoso!”, resume a filha Anita.
Em toda Copa do Mundo, desde 1998, A Comarca buscou depoimentos de pessoas sobre prognósticos quanto à participação da Seleção Brasileira e palpites sobre qual seria a campeã. Como profundo conhecedor de futebol, Nenê sempre deu seus ‘pitacos’. A última colaboração para A Comarca foi relacionada a uma matéria sobre o futsal de Matão, publicada na revista de agosto de 2021.
Anita, Mazinha e Bi agradecem às cuidadoras Amanda Ferreira Santos, Maria José Franca da Costa (Maria Meire), Marisa Isabel Trevisan Novas e Rosimara da Silva; aos médicos César Minelli, Lucas Martins Massari e Maria Silvia Calil, bem como aos funcionários do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’. A Missa de Sétimo Dia foi celebrada na quinta-feira (13), na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão.
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