Painel de Monitoramento registra 1.000 casos de dengue em Matão
Em 2023, marca foi atingida no mês de junho
Do acervo · publicada originalmente em 10 de maio de 2024
Fonte: Natali Galvão - free lancer, postado por Natali Galvão
Foto: Natali Galvão
Acervo · 2024Matão já tem 1.000 casos de dengue neste ano, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde. Na quarta-feira (8), o Painel de Monitoramento da Dengue contabilizava 1.006 ocorrências. O número é maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Em 2023, o município atingiu 1.000 casos em junho.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, há casos em todos os bairros, exceto em Silvânia. Os locais de maior incidência são a Vila Pereira, o Parque das Laranjeiras e o Centro. Ainda de acordo com a Secretaria, dois óbitos decorrentes da doença foram registrados neste ano, enquanto no ano passado não houve nenhum.
De acordo com o secretário Orivaldo Ademir Reguin (Faro), além do Tipo 1, circula no município o Tipo 2 da doença, que é considerado mais grave. Dentre os sintomas apresentados pelos pacientes infectados, os mais comuns foram dores musculares, dor de cabeça, febre, náusea, dor nas costas, dor ao redor dos olhos e vômito.
Faro ressalta que, além do empenho da administração municipal, o envolvimento de toda a comunidade é fundamental para combater a propagação da doença. “A Prefeitura possui estratégias de prevenção permanentes, ou seja, realiza ações durante o ano todo. No período chuvoso e mais quente, o trabalho é intensificado por causa do aumento de casos. Mas somente a atuação da Prefeitura não basta; é preciso que cada pessoa faça vistorias constantes em sua casa”, afirmou.
O trabalho da Prefeitura envolve vistorias nos imóveis para eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da doença, mutirões nos bairros para recolher recipientes que possam acumular água, realização do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) nas residências, nebulizações veicular e costal para combater a proliferação do mosquito nas vias públicas e residências, e campanhas de conscientização em empresas, escolas, feiras, eventos e meios de comunicação.
“O trabalho da Prefeitura no combate à dengue é feito atualmente por cerca de 30 agentes de endemias, mas estamos providenciando o aumento de funcionários para agilizar as ações”, disse o secretário. Os locais onde mais são encontradas as larvas do mosquito são os recipientes de água para animais, ralos e reservatórios de água.
Faro também chama a atenção para outros locais que servem para a proliferação do Aedes aegypti. “Calhas, compartimentos de geladeiras para contenção de água, enfim, todos os locais que juntam água precisam ser verificados constantemente. E se a pessoa souber de algum lugar fora da sua casa que ofereça risco, pode denunciar na Ouvidoria da Prefeitura (3382-3125) ou na Vigilância Sanitária (3384-8865)”, orienta o secretário.
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