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Saúde

Centro de Hemodiálise realizou mais de 207 mil atendimentos

Desde 2011, pacientes de Matão e região recebem o tratamento pelo SUS

Do acervo · publicada originalmente em 13 de maio de 2024

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Divulgação

Centro de Hemodiálise. Neste setor são disponibilizadas 35 máquinas de diálise, sendo 31 distribuídas entre os dois salões, duas na UTI e duas reservasAcervo · 2024
Centro de Hemodiálise. Neste setor são disponibilizadas 35 máquinas de diálise, sendo 31 distribuídas entre os dois salões, duas na UTI e duas reservas

Um serviço complexo e imprescindível para a vida e com um volume elevado de atendimentos diários. É desta forma que o Setor de Hemodiálise do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ pode ser considerado. Atualmente, 186 pacientes realizam o procedimento de terapia renal substitutiva em Matão. Segundo os responsáveis pela unidade, devido às complicações decorrentes da covid-19, praticamente dobrou o número de pacientes do início da pandemia até hoje.

Neste setor são disponibilizadas 35 máquinas de diálise, sendo 31 distribuídas entre os dois salões, duas na UTI e duas reservas. Todo este recurso permite a realização de 90 sessões diárias, totalizando mais de 2.500 sessões ao mês em pacientes com insuficiência renal crônica ou aguda. A unidade funciona em três turnos, de segunda a sábado, das 6 às 20 horas. A equipe técnica é composta por três médicos nefrologistas, 38 profissionais de enfermagem, nutricionista, psicóloga e assistente social.

O Centro de Hemodiálise ‘Antonio Walter Trevizaneli’ teve sua inauguração em março de 2010. Desde então, começaram os atendimentos aos pacientes conveniados e particulares. Somente 11 meses depois, em 20 de abril de 2011, o serviço foi credenciado no SUS. Essa conquista só foi possível graças à união de esforços de todos os membros da Diretoria do Hospital, que tiveram o propósito de mudar a realidade no atendimento das pessoas com insuficiência renal crônica e aguda em toda a região.

O nefrologista Nelson Gonçalves da Silva afirma que esta conquista foi um grande avanço para a qualidade de vida dos pacientes. “Temos um serviço de hemodiálise de altíssima qualidade. Possuímos uma equipe de profissionais capacitados e treinados para prestar o serviço”, salienta o médico, que lembra como era difícil a vida dos pacientes que tinham que procurar o tratamento em outras cidades. “Na maioria das vezes, esses pacientes dão entrada no hospital com hipertensão e diabetes alta. Atendemos também a casos mais graves, como os amputados e àqueles com necessidades especiais. Além de tudo isso, eles ainda se submetiam a viagens longas para outras cidades, o que tornava o tratamento ainda mais desgastante”.

O médico explica ainda que o serviço de hemodiálise é complexo e caro. “Alguns medicamentos são de alto custo e temos as despesas com insumos e pessoal. Além disso, a manutenção da qualidade da água usada no tratamento é primordial para a segurança do paciente, evitando infecções e outros tipos de complicações durante o tratamento. Seguimos atuando dentro dos parâmetros exigidos pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Vigilância Sanitária e buscamos manter sempre essa qualidade, pensando no paciente em primeiro lugar”, frisa.

O presidente da Diretoria Executiva do Hospital, João Carlos Marchesan, salienta: “O nosso hospital faz um grande esforço para manter a unidade de hemodiálise. Antes de 2010, os pacientes tinham que se deslocar para outras cidades, o que era um transtorno a mais, além do próprio tratamento. A nossa oferta de serviços para a população é incomparavelmente maior em relação às demais Santas Casas de cidades do mesmo porte. Todo o nosso esforço é direcionado para o matonense não precisar ir a outras cidades para cuidar de sua saúde. Apesar das dificuldades de todas as Santas Casas, agravadas desde a pandemia, continuamos dedicando todos os nossos esforços para manter e trazer novos serviços para Matão”.

PACIENTES

Edivaldo Rodrigues do Nascimento (62 anos), morador de Matão, passou a metade da vida fazendo tratamento de hemodiálise contra uma Nefrite aguda que descobriu em 1993. O tratamento começou em Araraquara e durou cinco anos e meio. “Me lembro que eu acordava 4h30 da manhã para pegar a Kombi da Prefeitura. Ficava na máquina por quatro horas e o retorno para casa era muito exaustivo devido aos sintomas, pois sentia enjoo, tontura e dor de cabeça. Passava muito mal”, lembra.

Em 1998, ele conseguiu um transplante de rim, que durou 14 anos – por causa de um cisto, o órgão parou novamente de funcionar. Hoje, Edivaldo continua seu tratamento, porém, bem perto de casa. “Foi uma bênção quando passei a fazer o tratamento aqui em Matão. Eu moro no centro da cidade, então venho e volto a pé. A equipe da hemodiálise é maravilhosa. Percebemos o cuidado e o amor que as enfermeiras têm com a gente, e isso nos traz muita segurança”, reconhece.

A diabetes e a hipertensão foram os fatores que contribuíram para as complicações nos rins de Pedro Guardia Neto (64 anos), de Itápolis, que começou o tratamento em 2016 e teve que amputar parte da perna em 2021. Ele conta que o atendimento no hospital de Matão é diferenciado. “Temos tudo aqui: a nutricionista orienta sobre a alimentação, a psicóloga nos dá apoio emocional, médicos e enfermeiras cuidam da gente com dedicação e respeito. Sinto como se estes profissionais fossem da minha família, então, tudo isso faz com que o tratamento seja mais leve”, relata.

PSICOLOGIA

De acordo com a psicóloga Sônia Liesenberg, “a Doença Renal Crônica impacta negativamente na qualidade de vida, tanto dos pacientes como de seus familiares. É necessária uma adaptação a essa nova condição. Além disso, é compreensível que os quadros de ansiedade e depressão se tornem frequentes. A psicologia tem um papel importante nesse processo”. E acrescenta: “O serviço de hemodiálise reúne pessoas comprometidas em ofertar a possibilidade de que o paciente, o usuário do serviço e suas famílias encontrem não apenas o tratamento para a doença, mas uma família para os muitos desafios”.

Desde o início das atividades, o Setor de Hemodiálise do Hospital de Matão já realizou 207.478 atendimentos, sendo 94.964 a pacientes de Matão e 112.514 a pacientes das cidades referenciadas via Siresp. São elas: Taquaritinga, Ibitinga, Itápolis, Dobrada, Borborema Santa Ernestina, Nova Europa, Tabatinga, Cândido Rodrigues, Araraquara, Américo Brasiliense, Motuca, Gavião Peixoto, Ibaté, Rincão, Monte Alto, Porto Ferreira, São Carlos, Ribeirão Bonito, Descalvado, Guariba, Barretos, Bariri, Batatais, Cedral e São Paulo

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