Matão bate seu recorde de exportação em 2023
Valor de US$ 1,369 bilhão supera marca vigente há dez anos (US$ 1,118 bilhão em 2013); na região, município lidera vendas internacionais anuais desde 2017
Do acervo · publicada originalmente em 26 de janeiro de 2024
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2024Segundo o site Comex Stat, portal que informa gratuitamente estatísticas de comércio exterior do Brasil, Matão exportou US$ 1.369.523.356,00 em 2023. O valor bateu o recorde anterior de exportações do município, vigente há dez anos, que era de US$ 1.118.177.915,00 (registrado em 2013).
Matão exportou mais de um bilhão de Dólares também em 2022 (1.050.416.530,00), 2017 (1.097.857.927,00) e 2014 (1.005.367.546,00). No referido site – fonte confiável de consulta de empresas matonenses e da Fazenda Municipal – há resultados das exportações anuais desde 1997.
Nos demais anos, Matão vendeu para outros países os seguintes valores (todos em Dólares): 852.423.637 (2021); 771.214.071 (2020); 979.667.299 (2019); 997.794.062 (2018); 961.457.951 (2016); 982.308.141 (2015); 992.028.902 (2012); 876.897.150 (2011); 714.875.010 (2010); 678.802.775 (2009); 753.386.701 (2008); 825.645.458 (2007); 564.144.394 (2006); 536.246.485 (2005); 414.241.748 (2004); 408.472.909 (2003); 328.598.543 (2002); 248.275.543 (2001); 298.205.953 (2000); 365.956.877 (1999); 409.750.687 (1998) e 364.378.846 (1997).
A última vez que as exportações anuais de Matão tiveram valor menor do que as de Araraquara foi em 2016, quando os vizinhos mandaram para fora do Brasil US$ 1.034.014.675,00. Desde 1997, ou seja, nos últimos 26 anos, Araraquara superou Matão em 18 anos (de 1997 a 2013 e em 2016), enquanto nosso município exportou mais em 2014, 2015 e desde 2017, ou seja, em nove anos. Desde 1997, Matão e Araraquara nunca exportaram menos do que Sertãozinho, São Carlos, Ribeirão Preto, nem sequer por qualquer outro município da região.
“Dos 5.568 municípios brasileiros, Matão certamente está entre os 100 que mais exportam”, assegura Moacir José Bertacci, que exerce a função de controlador na Prefeitura de Matão e leciona três disciplinas na Faculdade de Tecnologia ‘Luiz Marchesan’ (Fatec-Matão) e outras três disciplinas na Fatec-Taquaritinga. “O Brasil é o país da agropecuária e Matão é um município do agronegócio”, sublinha o professor-mestre, afirmando que “a venda de suco e de outros produtos derivados deste setor ao mercado internacional representa mais de 80% da exportação matonense”.
“As indústrias de Matão exportam para muitos países; todavia, os principais destinos de produtos matonenses são Bélgica, Holanda e Estados Unidos, ou seja, para onde vão nosso suco e produtos derivados”, afirma Moacir. “Matão possui um portfólio de produtos exportados no setor do agronegócio. Somos muito fortes em empresas que atuam antes da porteira (insumos, máquinas, implementos etc), dentro da porteira (agropecuária) e depois da porteira (alimentícias e outras)”, resume.
“Matão concentra grande quantidade de empresas inerentes ao agronegócio. Acredito que não há no Brasil um município com mais empresas neste setor do que o nosso. É uma longeva tradição matonense, originada há um século. Este saber fazer continua crescente e abre seu leque de atuação, com novos produtos e inovações”, sintetiza Alex Antoniosi, diretor-titular da Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-Matão) e diretor-geral operacional da Antoniosi Tecnologia Agroindustrial.
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