Paulo Bernardi cria cinco troféus para o futebol amador
Vereador resgata aos saudosos Paulitinho, Enéias Chiozzini, Odair Razera, Carmo David (Baiano) e Rubião Mastropietro
Do acervo · publicada originalmente em 23 de outubro de 2023
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 8 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2023Na Sessão Ordinária realizada pela Câmara Municipal na segunda-feira (16) foi aprovada, por unanimidade – em primeira votação –, a criação de cinco troféus que estimulam participantes da Primeira Divisão do Campeonato de Futebol Amador, organizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Juventude. A iniciativa do vereador Paulo Augusto Bernardi terá sua segunda votação na segunda-feira (23).
Bernardi criou os seguintes troféus, para entregas anuais: ‘Paulo Roberto Martins (Paulitinho)’, para a equipe mais disciplinada, com base no ‘fair play’ e na menor quantidade de cartões amarelos e vermelhos distribuídos aos jogadores; ‘Enéias Chiozzini’, para o goleiro menos vazado; ‘Odair Razera’, em reconhecimento e mérito esportivo a árbitros, auxiliares e mesários.
E mais dois, totalizando cinco troféus: ‘Carmo David – Baiano’, em reconhecimento aos destaques, para três jogadores; bem como ‘Roberto Mastropietro – Rubião’ a ser entregue ao artilheiro de cada campeonato. “Além da valorização para atletas, árbitros e auxiliares, há o resgate histórico de saudosas pessoas que se destacaram no futebol de Matão e até do Brasil, pois o Baiano chegou à Seleção Brasileira”, resume Bernardi.
Os saudosos homenageados
Troféus recebem nomes de destaques do nosso futebol
PAULITINHO
Paulo Roberto Martins (Paulitinho) é filho de Martinho de Paula Martins e Terezinha Rosa Botelho Martins, que também tiveram os filhos Roseide Aparecida, Ruth Helena, Rodivaldo Marcos, José Carlos (Barão) e Cláudia Terezinha. Nasceu em Matão no dia 30 de junho de 1961 e faleceu no dia 20 de setembro de 2019, aos 58 anos. Paulitinho e a esposa Rosimeire de Fátima Pereira Martins tiveram três filhos: Paulo Roberto Martins Júnior, Camila Terezinha (que teve o filho Theo Lucca com Maicon André Oliveira da Silva) e Caique (que teve Anthony com Natália Lunardi). Paulitinho jogou na Sociedade Esportiva Bambozzi e, com Duvílio Cavichiolli Júnior (Juninho), nos juniores da Ponte Preta. Foi jogador da Matonense de 1980 a 1990 e também atuou por times amadores. Trabalhou no atual Grupo Bambozzi (1980 a 1983, no Almoxarifado); na Prefeitura (1983 a 1985, como zelador de campo de futebol); na Citrosuco (como encarregado de almoxarife, de 1985 a 2001); no Almoxarifado da Casale (São Carlos, 2002) e da Viação Paraty (2003) e como operador de Oxi-Corte na Marchesan (2004 a 2019).
ENÉIAS
Enéias Chiozzini nasceu e faleceu em Matão, nos dias 19 de janeiro de 1938 e 10 de julho de 2006, aos 68 anos. É Filho de Mario Chiozzini e de Maria Lanza Chiozzini. Enéias e a esposa Lydia Ribeiro Chiozzini geraram os filhos Mario Arthur (casado com Célia Teresa Zanazi Chiozzini), Enéias Chiozzini Filho (Mano, casado com Ana Cristina de Souza Mariani Chiozzini, pais de Pedro, Laura e João Celso), Maria Lydia (que teve a neta Maria Luiza Chiozzini Bedutti), Maria Helena Ribeiro Chiozzini de Mello Franco (casada com Raul de Mello Franco Junior, pais de Maria Giulia e Raul de Mello Franco Neto) e Maria Cristina (casada com Emerson José Gajardoni, pais de Maria Isabel). Enéias formou-se em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Araraquara (Unesp), concluindo a graduação como cirurgião dentista em 1960. No início da carreira profissional, trabalhou em Dobrada. Constituiu a segunda geração de dentistas de Matão e foi o cirurgião dentista pioneiro a trabalhar no serviço público municipal na década de 1970, em uma perua Kombi adaptada adquirida pela Prefeitura, que atendia preferencialmente toda a área rural. Por muitos anos, dividiu a clínica que trabalhava com outros colegas daquela geração: Hélio Bernardi, Nilson Cadioli, Adair Gatti e Orlando Ruocco. Exerceu a profissão por 46 anos, até falecer. Seus filhos Mario Arthur e Mano Chiozzini seguiram a profissão do pai, dando continuidade ao seu trabalho. Enéias também foi um grande esportista. Destacou-se como goleiro, sendo lembrado por todos pelo arrojo, coragem, com grandes atuações e belas defesas. Destacou-se como arqueiro do glorioso São Lourenço Atlético Clube por um período; posteriormente, atuou pelo Clube Atlético Matonense (CAM). Enéias é lembrado pelos amigos do São Lourenço como o goleiro da principal escalação do time. Seus amigos são uníssonos ao destacar que ele era um grande arqueiro.
ODAIR
Odair Razera nasceu em Santo André (SP) no dia 20 de setembro de 1948 e morreu em Matão no dia 9 de abril de 2017, aos 68 anos. Seus pais, Victorio Razera e Aparecida Bocaletti Razera, também tiveram os filhos Norma, Ângela Maria e Djair. Odair e a esposa Creusa Ribeiro Razera tiveram os filhos Adriano (casado com Solange Bachiega Razera, pais de Talita) e Vanessa (mãe de João Vitor). Odair e Creusa se casaram em Matão, mas se mudaram para Santo André, onde ele era inspetor de Qualidade de Câmaras de Pneus na Pirelli. Mudaram-se para Matão em 1977, ano no qual ingressou na Marchesan e logo foi promovido a encarregado de pintura, ficando por lá até 1979. Atuou na Citrosuco por seis meses no Tratamento de Efluentes e voltou para a Marchesan, onde trabalhou de 1980 a 1981. A partir de 1982, foi zelador de campo de futebol e depois motorista da Prefeitura, onde permaneceu como funcionário por 20 anos até se aposentar em 2002. Jogou futsal pela Pirelli, futsal e futebol de campo por times amadores de Matão. Promoveu amistosos entre times de Matão, Santo André, São Bernardo do Campo e de outros municípios. Atuou aproximadamente por 20 anos como árbitro, sendo que fundou a Associação Matonense de Oficiais de Arbitragem (Amoa) em 1995, integrando homens e mulheres atuantes nesse nicho. Recebeu o título de Cidadão Matonense no dia 24 de junho de 1999, pelas mãos do então vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Antonio Carlos Manzini.
BAIANO
Carmo David (Baiano) é o maior jogador de futebol de Matão em todos os tempos. Nasceu em Tabatinga (SP) no dia 25 de julho de 1939. Filho de Octacílio David (Tacilião) e Francisca Ferreira David, é irmão de Odete, Aparecida, Marlene e Edna. Ele e a esposa Arlene Aparecida Pinotti tiveram os filhos Carmo David Júnior e Juliana Aparecida David. Faleceu no dia 3 de junho de 2019, aos 79 anos. Veio pequenino para Matão. Aos 13 anos, já marcava seus gols pelo São Lourenço Atlético Clube. Sob indicação de Luizinho Pereira, foi levado para a Ferroviária pelo próprio pai, Tacilião. Jogava no time juvenil e no profissional já aos 17 anos. Em 1957, enfrentou ‘aquele’ time do Santos. Disputou 20 partidas pela Ferroviária, quando o time de Araraquara ficou 120 dias circulando por Portugal, Espanha e na então África Portuguesa. Marcou 20 dos 85 gols que a Ferroviária fez nesta excursão. A defesa tomou somente 13 e o time perdeu uma única partida. Ele jogou pela Ferroviária entre 1955 e 1960, quando o São Paulo o contratou, repetindo neste time suas grandes atuações. No São Paulo, marcou 72 gols em 120 jogos. Vestiu a camisa tricolor de 1961 a 1965, quando descobriram uma anomalia em seu estômago. Baiano discordava, afirmando que nada tinha. Continuou jogando, por prazer, até 1982, parando definitivamente. Um fato que o marcou demais foi a passagem pela Seleção Brasileira em 1961, na disputa de dois torneiros. Depois, a mágoa por não ter sido relacionado entre os 22 que foram ao Mundial do Chile. Enquanto jogador da Ferroviária (1955 a 1960), fez contratos que deram a ele o equivalente de oito a 15 salários mínimos. Em 1995, para o Jornal Espaço.10, resumiu o seguinte em entrevista ao jornalista Rogério Bordignon: “Nada me preocupava ao assinar contrato. Queria jogar bola! Nasci para jogar bola e não para ganhar dinheiro. Se o campeonato tivesse 60 partidas, queria jogar 61”. Com relação a estar fora da Copa do Chile, em 1962, Baiano citou naquela entrevista: “Estava selecionado entre os 42 jogadores que disputariam as 22 vagas para o Mundial. Disputei a final do Torneio Rio-São Paulo contra o Botafogo, no Maracanã, e perdemos por 1x0. No final do jogo, o Paulo Machado de Carvalho me disse que eu estava entre os 22. Comentei com meus pais, fiquei muito contente! Mas, saiu a relação e não estava! Fiquei muito triste! Estava no auge e o Aymoré Moreira não me convocou. Fiquei magoado com o futebol”. Entre seus principais feitos no futebol, o fato de ser artilheiro do São Paulo nos principais campeonatos que o time disputou e de ter vencido o Santos três vezes em Araraquara. Baiano destacava a grande ajuda do ex-governador Laudo Natel, que abriu as portas para ele no extinto Banco do Estado de São Paulo (Banespa, atual Santander), onde ele trabalhou por 21 anos e se aposentou. Foi homenageado algumas vezes pelo São Lourenço e uma ocasião pela Matonense, quando recebeu uma placa das mãos do ex-atacante Denílson.
RUBIÃO
Roberto Mastropietro (Rubião) nasceu e morreu em Matão, nos dias 25 de novembro de 1931 e 31 de março de 2021. Ele e a esposa Elza Baldan Mastropietro geraram quatro filhos: Elza Maria (casada com Mário Artimonte), Rosa Lília (casada com Cyrinho Modé), Roberto José (que tem a companhia de Ângela Schimdt) e Renato José (casado com Márcia Matturro Mastropietro). Elza e Mário tiveram Fernanda (casada com Érico Camargo, pais de Felipe), Isabela (casada com Marcelo Castanheira, pais de Antonio e Lucca) e Mario Antonio (casado com Ana Olívia Bergamin, pais de Maria Júlia). Rosa Lília e Cyrinho são pais de Cyro Neto (casado com Daniela Zago Modé, com quem teve Íris, Nina e Jade) e Carolina Luiza (casada com Lucas Rodrigues, pais de Matteo). Beto é pai de Maira (que é mãe de Letícia e Luiza). Renato e Márcia são pais de Renata e Pietro. Rubião é filho de Francisco Mastropietro (Ciccillo) e Íris Bastia Mastropietro. Seus irmãos são Vicente e Diva. Esteve por décadas à frente do Cine Polytheama e jogou futebol, como atacante, em times de Matão, sendo entusiasta fervoroso deste desporto na cidade.
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