Aruá completa 28 anos de excelência no pós-colheita
Empresa matonense é referência no segmento de tratamento de frutas
Do acervo · publicada originalmente em 3 de outubro de 2023
Fonte: Da Redação, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2023A Aruá Comércio e Serviços foi fundada em 1991, mas desde 1995 atua no segmento de tratamento de frutas no pós-colheita. “No início, quando a empresa exportava frutas, nos deparamos com muitas dificuldades, pois elas não chegavam em boas condições ao seu destino final. Foi na Espanha, onde a qualidade e o tratamento de frutas já eram superiores, que encontramos uma tecnologia fornecida por uma empresa que nos apresentou toda a linha de produtos e procedimentos adotados pelos produtores espanhóis de frutas cítricas”, revela a diretora comercial Andrea Chimenti, filha de Hélio Chimenti (fundador e diretor geral da empresa).
Naquela época, não havia conhecimento técnico avançado no Brasil quanto a este setor. Com o atraso na tecnologia e a necessidade de melhorar o aspecto e a qualidade das frutas exportadas, a Aruá vislumbrou a possibilidade de atuar nesse mercado para aumentar a comercialização e oferecer frutas superiores. O mesmo ocorreu no mercado interno de frutas in natura, em que não havia a cultura de se realizar o tratamento no pós-colheita. “O meu pai fez um trabalho de anos, de formiguinha, acreditando que esta era uma tecnologia de muito futuro para o ramo da fruticultura de mesa, que diz respeito à fruta que a gente come, aquela que está no supermercado”, argumenta Andrea.
A cera importada pela Aruá deixou as frutas mais bonitas, aumentando o período de conservação delas. A utilização da cera e os cuidados pós-colheita permitiram a comercialização entre centros mais distantes, no Brasil e também para o exterior, suportando períodos mais longos de transporte. Consequentemente, as frutas conquistaram mais espaço nas mesas dos consumidores em todo o território nacional, além de ter havido uma expressiva redução de perdas durante o processo até a mesa do consumidor.
A cera é natural, produzida à base de carnaúba (um tipo de palmeira), e permite que as frutas sofram menor desidratação, mantendo suas boas características por um período maior, além de dar brilho. A cera não oferece risco algum à saúde e basta uma simples lavagem manual para retirá-la da fruta. Mesmo não sendo comum o consumo da casca, recomenda-se a lavagem, principalmente por conta da sujeira acumulada em todo o processo até a chegada na mesa do consumidor. A aplicação da cera também não gera nenhuma transformação na fruta, que deve ter boa qualidade desde o campo, ter sido bem colhida, para que o tratamento pós-colheita atinja os resultados esperados.
A Aruá realiza a comercialização de demais produtos, como detergentes neutros especiais para frutas e fungicidas específicos. Atua também no segmento de embalagens de malhas para frutas e outros (batata, cebola, alho, entre outros), permitindo um marketing direto com o consumidor final, que pode colocar sua marca nesse ‘pacote’. O segmento evolui bastante devido à facilidade de o consumidor adquirir um produto de boa qualidade, embalado e com rastreabilidade. A Aruá também fabrica equipamentos para beneficiamento de frutas: lavadoras, túneis de secagem, aplicadores de detergentes, ceras, dentre outros módulos.
“Somos uma empresa familiar. Meu pai é o fundador e diretor geral. Eu trabalho há 15 anos, além de ter a mesma formação acadêmica que meu pai – inclusive, cursamos a mesma faculdade. Atuo como sócia, diretora comercial, mas também transito por todas as áreas. Aprendo diariamente com ele e me identifico muito com a atividade. O pós-colheita é um segmento muito desafiador e nos permite deslumbrar grandes crescimentos”, ressalta Andrea.
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