Prefeitura conscientiza sobre importância do Papanicolau
Exame preventivo visa à saúde e garantia de vida das mulheres
Do acervo · publicada originalmente em 26 de setembro de 2023
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2023Após ser diagnosticada com câncer de ovário há 10 anos, a matonense Edna Martins de Oliveira, de 56 anos, foi curada e prossegue em acompanhamento pelas equipes da Saúde de Matão. Em parceria com o Hospital de Amor, a Prefeitura, por intermédio da Secretaria de Saúde, realiza o programa de prevenção ao câncer do colo uterino. Para se manter com a parceria, a cidade deve buscar, ao longo de 12 meses, o cumprimento de uma meta mensal de 856 exames Papanicolau, o que significa 45% do número de mulheres do município, cujos dados são fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, segundo dados fornecidos pelo SUS, uma média considerada baixa, de apenas 36%, realizou o exame no período entre os meses de janeiro e agosto de 2023.
Por isso, na semana anterior, o prefeito Cido Ferrari participou de uma reunião no Hospital de Amor, em Barretos, acompanhado do secretário de Saúde e da enfermeira responsável pelo programa em Matão, a fim de avaliar iniciativas práticas que possam conscientizar as mulheres que ainda não realizaram o exame preventivamente. “Esperamos que todas as mulheres matonenses façam, o quanto antes, o exame gratuito de rotina na rede municipal de saúde. Esse convênio com o Hospital de Amor é muito importante para o município, pois o serviço prestado tem alta tecnologia e qualidade, já que mesmo após a mulher ser curada, ela pode continuar o tratamento periodicamente”, avaliou o prefeito Cido Ferrari.
Conforme ressaltou o secretário de Saúde de Matão, Orivaldo Reguin Faro, “a rede do SUS do nosso município busca, de maneira técnica e humanizada, realizar o exame por uma questão de prevenção, que garante a saúde e a vida das mulheres. Uma vez diagnosticado o câncer de colo de útero, o Hospital de Barretos garante o tratamento contínuo, e para conhecimento da população os custos variam entre R$ 60 mil a R$ 130 mil por paciente”. Preventivamente, o Papanicolau é capaz de descobrir se há alterações nas células do colo uterino e pode também ser chamado de esfregaço cervicovaginal ou colpocitologia oncótica cervical. O nome mais popular ‘Papanicolau’ é uma homenagem ao patologista grego criador do referido método, Georges Papanicolau.
De acordo com a enfermeira responsável pelo programa de prevenção ao câncer de colo de útero, Vanessa Saraiva Carvalho Graziosi, “a mulher pode colher o Papanicolau em qualquer Unidade de Saúde de Matão, não precisa nem agendar. Assim que as coletas chegam ao Hospital de Amor são analisadas, uma vez diagnosticadas com alterações, nossas Unidades de Saúde recebem os resultados com mais rapidez e realizam contato com a mulher. É dado início à investigação através de exames de colposcopia e biópsia, sendo positivo para câncer, ela prossegue o tratamento em Barretos”.
O convênio com o Hospital de Amor permite que as mulheres matonenses façam o exame por meio líquido, mais eficaz comparado ao exame realizado com utilização de lâmina. “Consideramos o meio líquido um método de alta qualidade para a detecção de alterações no colo do útero, pois o procedimento é realizado com uma espécie de ‘escovinha’, que faz o esfregaço, de forma estéril, seguidamente inserida em um frasco, com líquido, cuja solução fica protegida dentro de um ‘potinho’. Já a amostra coletada por lâmina tem maior probabilidade de dar insatisfatório o exame, sem a coleta do número suficiente de células para análise”, esclareceu a enfermeira Elizângela Joia.
Como forma de sensibilizar e conscientizar as matonenses a priorizarem a saúde, quanto à realização do exame Papanicolau, a paciente Edna Martins de Oliveira conta que já foi curada por duas vezes e prossegue em acompanhamento deste então. “Não sinto nenhuma dor, agradeço a atenção das equipes da Saúde de Matão e aos médicos do Hospital de Amor. Atuei como professora de Educação Física em escolas do Estado, agora aposentada, portanto sempre fiz muito exercício físico, mesmo assim tive alterações. O que me salvou e me mantém viva é o tratamento. Mulheres, façam o exame, pensem em vocês em primeiro lugar”. E completa: “recentemente, eu e minha irmã tivemos câncer de ovário e fomos incluídas em pesquisa científica internacional, para verificar se a causa é hereditária”.
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