Perda: Mário Vendramini partiu
Fotógrafo faleceu no último dia 6
Do acervo · publicada originalmente em 19 de setembro de 2023
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon / Espaço.10 / Dezembro de 1995
Acervo · 2023No último dia 6, Mário Roberto Vendramini nos deixou, sendo o seu corpo sepultado em Neves Paulista no dia 7. Ele era casado com a ex-diretora da EE ‘José Inocêncio da Costa’ (Grupão), Regina Aparecida Ferraz Vendramini, com quem teve duas filhas: Larissa e Luiza.
Em 1973, Mário começou a aprender fotografia publicitária na escola ‘Em Foco’, em São Paulo (Capital). Após 18 meses de teoria e prática, ‘colocou a mão na massa’ e trabalhou por 16 anos na Massey Ferguson, 13 dos quais como fotógrafo. Deixou a empresa em 1986 e começou a trabalhar por conta própria, partindo para um trabalho único na região.
Fiz duas matérias com ele e outros fotógrafos matonenses, sendo uma publicada em dezembro de 1995 no Jornal ‘Espaço.10’ e outra em agosto de 1998 na Revista A Comarca - Matão 100 Anos. Naquele tempo, ele afirmava que “não existe concorrência naquilo que faço; busco o trabalho e encontro o que desejo”.
Mário alugava aeronaves e partia para os registros fotográficos de sedes de fazendas, usinas, indústrias. No referido período, fez trabalhos para o Grupo Coinbra-Frutesp, Norberto Odebrecht, Pirelli, Baldan, Marchesan, Valmet, São Paulo Futebol Clube, para prefeituras etc. Muitas vezes, fez os registros, ampliou-os em São Paulo e levou até os proprietários ou responsáveis.
“Quase todos adquiriram meus trabalhos e, o melhor, me conheceram, souberam de outros trabalhos e fiz outros novos para eles”, afirmou Mário, que preferia fotos publicitárias, promocionais, de campo, aéreas. “É um trabalho diferente, em que não existe meio termo. Afinal, fotografia ou é bem-feita ou não. Você sabe o diferencial”, resumiu.
Mário buscou luzes e as encontrou lá do alto, ou no solo. Fotografou uma fila de 50 caminhões da Coca-Cola e outros muitos tratores Case, adquiridos pela Usina São Martinho, na intitulada ‘maior venda de tratores, do mundo, a um único cliente’. Se tornou um ‘mega’ fotógrafo. Tantos clientes, em tantos cantos! Grandes fotos, grandes trabalhos.
Uma viagem por todo este Brasil afora. Um trabalho sem precedentes na região. Esteve em belíssimas sedes de fazendas do país, extensas matas, grandes obras. Teve enorme apreço pela agricultura, invadindo suas safras, equipamentos, produção, indústrias, as intimidades das sementes. A natureza também não lhe fugiu aos olhos.
Mário sempre usou equipamentos fotográficos de excelente qualidade. Levou o nome de Matão pelo Brasil. Sabendo bem o seu diferencial, sempre fez grandes trabalhos. A sua fotografia sempre foi real. Afinal, no mundo concreto dos negócios não há espaço para a criação abstrata, para temas, reflexões, para a arte. Ele fez da concretude a sua arte.
Fique com Deus, Mário!
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.








