ARTIGO: Seis e sessenta
POR GUILHERME FRANCO
Do acervo · publicada originalmente em 10 de agosto de 2023
Fonte: Guilherme Athayde Ribeiro Franco, promotor de Justiça de Campinas e especialista em Dependência Química, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2023A solução para ‘esvaziar cadeias’ é dilacerar famílias e encher os cemitérios com pessoas cada vez mais jovens?
Ou aprendemos que prevenção é muito mais do que ‘plantar no meu quintal/seis verdinhas/prá vender a um real’ ou a cada final de semana só nos restará contar mais mortes de uma tragédia anunciada há tempos.
Nossa lei de drogas precisa ser é cumprida na íntegra, em três eixos balizadores: prevenção, recuperação e repressão.
Desde sua edição em 2006 é que se aguardam investimentos para ações contínuas de Justiça Terapêutica destinadas a adolescentes em conflito com a lei e aos adultos, tudo com base em evidências científicas.
Parece ser mais fácil destruir cérebros - com as porções da falsa felicidade na casa de 60 gramas - do que legalizar educação, construir espaços públicos saudáveis e formatar a cultura da sobriedade para crianças, adolescentes e jovens.
Mas é de certa forma compreensível.
Somos um país no qual cerveja não é considerada bebida alcoólica e cigarro eletrônico seria apenas uma chaleira no formato de pen drive.
Então por que o THC - presente na Cannabis - não pode ser mais uma droga pediátrica?
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