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Esporte

Mario Biava recebe a Medalha Laert Mendes

Homenagem foi prestada pelo vereador Davison Sensei, no último dia 7

Do acervo · publicada originalmente em 14 de julho de 2023

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

· Leitura de 6 min

Foto: Rogério Bordignon

Em Sessão Solene, na Câmara. China Calabres, Mario Biava, Davison Sensei e Zé OrlandoAcervo · 2023
Em Sessão Solene, na Câmara. China Calabres, Mario Biava, Davison Sensei e Zé Orlando

No dia 22 de outubro de 1981, por meio da Lei Municipal nº 1.182, foi instituída a outorga da Medalha ‘Laert José Tarallo Mendes’, ocasião na qual o então vereador Jayme Gimenez lembrava a Laertão, que tinha falecido meses atrás, no dia 2 de maio de 1981, no transcurso de seu segundo mandato como prefeito.

A medalha criada por Gimenez, que posteriormente seria prefeito e deputado estadual, homenageia cidadãos que tenham prestado relevantes serviços a Matão e/ou manifestado profunda amizade ao povo do nosso município, valor realçado no verso da medalha, onde está inscrito ‘Preito à Amizade’.

Na justificativa legislativa da sua iniciativa, Jayme Gimenez ressaltou que “aqueles aquinhoados com a medalha, se incumbirão de cuidar para que a tocha continue acesa, pois ela representa, ao longo dos tempos, o símbolo da amizade, da paz e do bom senso”.

O vereador Davison José Tosadori (Davison Sensei, 1º secretário da Câmara Municipal) reacendeu a chama da Medalha ‘Laert Mendes’, outorgando-a para uma pessoa que faz extremo jus ao contexto da gênese desta honraria: Mario Silas Biava. A homenagem foi prestada em Sessão Solene realizada no último dia 7.

A Mesa Diretora contou com Sidinei Calabres (China, presidente da Câmara), José Orlando Marchesan Mingossi (secretário municipal de Esportes, Lazer e Juventude, representando ao prefeito Cido Ferrari), Davison Sensei, Mario e sua filha Roberta Helena Biava Cardoso.

Na extensão da Mesa Diretora estiveram o presidente do Núcleo Orquidófilo de Matão (NOM), João Luís Guimarães, e o presidente do Clube de Xadrez de Matão (CXM), Fernando César Frare. Exceção a Roberta, todos se pronunciaram.

Mario é o segundo da mesma família a receber esta grandiosa outorga, pois seu pai, Alzir Biava, foi reconhecido e valorizado por ela no dia 11 de dezembro de 1992, quando ele e outros ‘Amigos de Matão’ receberam a Medalha ‘Laert Mendes’ no Salão Social ‘Antonio Fecchio’, da Sociedade Recreativa Matonense (Sorema). A solenidade contou com familiares, amigos e autoridades.

“O que Mario absorveu foi dissipado com amor, carinho, equidade e bom humor a quem esteve por perto, a toda e qualquer diversidade que dele se aproximou. Ele vive o Xadrez desde os seus nove anos de idade, sendo que, no último dia 24, Mario foi vice-campeão Matonense Absoluto, há quatro meses de completar 78 anos; viveu a Orquidofilia intensamente por 17 anos ao lado do amigo Donizete Lúcio Bocchi e foi professor de Educação Física por praticamente 31 anos”, cita Davison.

É Mario o ‘elo’ entre todas as gerações do nosso Xadrez, desde os tempos de ruas empoeiradas, antes do CXM existir oficialmente, onde Arnaldo Dalmiglio, o Neno, ensinou a Alzir. Essa longeva história – magistralmente edificada por Alzir enquanto pode – passa por dependências de residências de família deles, assim como por todas as sedes do CXM, seguindo por todos os rincões onde seus membros estiveram, inclusive países onde as cartas de Xadrez Postal do Mario foram recebidas.

“Soube que, quando Deus chamar o Mario – não sabemos quando, evidentemente – cogitam ‘empalhar’ e colocar o corpo na entrada da Sala ‘Alzir e Mario Biava’, lá na Sorema. Não duvido de que isso possa ocorrer, pois mentes de enxadristas, em sua maioria, são uns trecos difusos, são miríades de coisas... No entanto, não estimulo a ideia do ‘empalhamento’. É certo que, presencialmente, por fotografias, ‘empalhada’ ou espiritualmente, sua presença se fará sempre no CXM”, coloca Davison.

“Mario recebeu muitas medalhas em juventude, assim como adulto e também idoso. Mas esta é diferente! Parte de quem te reconhece e valoriza. Não vale deixá-la na Sala ‘Alzir e Mario Biava’! Guarde-a contigo. Parabéns, Mario! Muito obrigado por tudo o que destes a todos nós, em conhecimentos, exemplos e amizade. Quesua saga continue conosco por muitos anos!”, enseja Davison Sensei.

Extremamente feliz por colocar no peito de Mario o que já honrou a Alzir, Davison entregou um mimo para Roberta e outro para Antonia Santa Favaro Biava, esposa de Mario: uma bola de voleibol autografada por Ana Moser, oferecida pelo autor desta matéria, que ganhou a bola em maio de 2019 da própria Ana, antes dela ser ministra do Esporte, no evento Votorantim.hub (Vila Leopoldina, São Paulo).

O HOMENAGEADO

Mario Biava considerou que os verdadeiros honrados são o Xadrez, a Orquidofilia e a Educação Física. Ele destacou que o Xadrez de Matão completa, em 2023, 89 anos de competições ininterruptas; e o CXM, 79 anos de fundação oficial. “Também neste ano, o NOM completa 59 anos”, acrescenta Mario.

“Simbolicamente, sinto-me representar a todos os que viveram e vivem estas epopeias até os dias de hoje. Sou somente um dos fios que compõem esta enorme teia histórica das duas associações. Sou observador deste horizonte de eventos”, resume.

O homenageado agradeceu as direções da Sorema na pessoa do atual presidente, José Matturro; ao Poder Público Municipal, por intermédio de José Orlando; a todos os parceiros do CXM e do NOM, bem como a todos os integrantes dos dois; aos núcleos de ensino de Xadrez presentes em quatro unidades escolares de Matão; imprensa; amigos; familiares e a Câmara Municipal, através do vereador Davison Sensei, autor da propositura que o honra. “Por tudo, pelo amor que tenho pelo Xadrez, Orquídeas e tantas pessoas, meu muito obrigado!”, finalizou Mario, aplaudido em pé por todos.

Números de Mario Biava

Levantamento enxadrístico foi feito por Fernando Frare

Jogou 359 partidas pelo CXM, sendo o jogador que mais defendeu a Matão, das quais 285 partidas oficiais. É o enxadrista com recorde de performances (acima de 80% em 14 vezes e 100% em três ocasiões).

Jogos Regionais

Nas 57 participações matonenses a partir de 1958, foram 41 medalhas. Desde a sua estreia na competição em 1961, Mario Biava conquistou 28, sendo que das 17 medalhas de outro, ele esteve presente na conquista de 13, terminando invicto em 19 edições.

Jogos Abertos

Nas 31 participações matonenses a partir de 1952, estreando em 1960, das dez medalhas obtidas, ele esteve presente na conquista de oito; das quatro medalhas de ouro, integrou a equipe em três, terminando invicto em cinco edições.

Interclubes

Nas 16 participações matonenses (seis Troféus Bandeirantes, cinco Campeonatos Paulistas e cinco Brasileiros), das seis medalhas conquistadas, em cinco ele esteve presente; das três de ouro, em duas.

Jogos Regionais da Melhor Idade

Foram 11 medalhas em 11 participações (oito ouros e três pratas)

Jogos Abertos da Melhor Idade

Foram seis medalhas em sete participações (três pratas e três bronzes)

Xadrez Postal

Da década de 1980 até 1992, campeão com 78% de aproveitamento no terceiro Torneio das Américas, obtendo sua primeira das duas Normas de Mestre Internacional Postal (MIP). Disputou uma semifinal do Mundial e integrou a Seleção Brasileira, disputando cinco Pan-Americanos, confronto América x Europa e uma Olimpíada. Suas performances como MIP o fizeram constar no Boletim da International Correspondence Chess Federation (ICLF) como o brasileiro mais bem pontuado: 2.495.
 

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