Trânsito matonense passa por melhorias
Vias públicas vêm recebendo sinalizações horizontal e vertical
Do acervo · publicada originalmente em 19 de junho de 2023
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 7 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2023São claramente perceptíveis as melhorias quanto às sinalizações vertical e horizontal em vias públicas urbanas e estradas vicinais que disciplinam o trânsito de Matão. A pavimentação destes locais recebeu pinturas de rotatórias, zebrados, faixas seccionadas, estacionamento em 45 graus, placas, guias de calçadas, rampas de acessibilidade, implantação de vagas para deficientes e idosos, bem como para pessoas portadoras de Transtorno de Espectro Autista (TEA), gestantes, pessoas com crianças de colo e obesos. Notoriamente, outras medidas contribuem para melhorar o tráfego.
Num local atípico, onde se encontram duas avenidas que quase cruzam toda a cidade (Tiradentes e 28 de Agosto) e a Rua Vicente Mastropietro, junto a Praça ‘Eugênio Panegossi’ (Lêlo), um grupo de formas geométricas me fez lembrar de um codinome dado em forma de brincadeira pelo radialista Daércio Neto à rotatória da confluência das Vias Armando Marchesan e Augusto Bambozzi: ‘Penteadeira de Bordel’. Mas não se trata de uma lembrança pejorativa, pois sabe-se que aquela esquina no Centro apresenta traçado complicado para o tráfego.
“Analisamos por meses e fizemos o que melhor poderia ser implantado naquele local”, avalia Vanderlandio Soares Lima (assessor superior do Departamento de Mobilidade Urbana, alocado ao Setor de Trânsito da Prefeitura de Matão). Realmente, aquela esquina ficou melhor sinalizada e distribuída ao fluxo de trânsito do que outrora. A sinalização de solo faz, a quem dirige, prestar mais atenção e reduzir a velocidade do veículo. Resta torcer – e bastante – para que os motoristas respeitem as providências ali tomadas.
A pouco mais de 50 metros deste local, entre o Centro e a Nova Matão, na junção da Avenida 28 de Agosto com a Rua Affonso Maccagnan – uma esquina menos complicada –, a sinalização de solo está mais simples, onde são observadas figuras geométricas. Talvez naquele lugar, Soares também deu vazão a sua parcela de matemático, sobretudo às aulas de Geometria que teve no curso superior de Matemática, concluído por ele na Universidade São Luiz (Jaboticabal), em dezembro de 1997.
Depois, ele terminou outro curso superior, o de Tecnologia em Biocombustíveis, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-Matão), em dezembro de 2016. Nesta mesma instituição, ele se formou na Pós-Graduação como especialista em Açúcar e Álcool (dezembro de 2017). Em entrevista para A Comarca, Soares faz uma síntese das atividades que ele e equipe desenvolvem para a melhoria do trânsito em Matão, sobretudo no perímetro urbano.
Você trabalha desde criança. Está na Prefeitura desde quando?
Comecei a ‘me virar’ aos nove anos e, aos 14 anos, pintei um carro sozinho. Na Prefeitura, ingressei concursado como agente de trânsito no dia 5 de julho de 1999 e exerci essa função até 1º de maio de 2022, quando assumi o cargo atual. Tenho dois cursos de Especialização em Trânsito, realizados em 2015 e 2021.
Com quantos funcionários o Departamento de Trânsito contava para serviços de sinalizações quando você se tornou responsável pelo setor? Qual o quadro hoje?
Havia dois funcionários para a execução de todo tipo de serviço de sinalização externa, sendo um deles a caminho da aposentadoria. Atualmente, contamos com quatro servidores. Já foi solicitado ao Departamento de Recursos Humanos a contratação de mais dois trabalhadores externos, que já foram aprovados em concurso público.
Quais os principais equipamentos adquiridos após maio de 2022?
Máquina de pintura de solo, gerador de energia, martelete, quatro gabaritos para as sinalizações de solo. A aquisição de tintas, solventes, placas e postes de madeira se tornou mais frequente. Solicitamos também a aquisição de duas pick ups para uso dos agentes de trânsito, que hoje contam com duas dessas viaturas e duas motocicletas.
Além do que é mais visto, como as pinturas de sinalização, quais as outras principais medidas que sua equipe toma com relação à melhoria do tráfego?
Desde maio do ano passado, nossa equipe passou a vistoriar a sinalização em todos os bairros logo quando o loteamento é liberado para a construção de prédios residenciais ou outros. Instalamos vagas para idosos e deficientes em todas as escolas estaduais e municipais da rede pública, bem como junto às escolas particulares. Estas vagas também foram implantadas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Estratégia Saúde da Família (ESFs). Implantamos oito vagas para pessoas portadoras de TEA, gestantes, pessoas com crianças de colo de até dois anos e obesos perto do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, UBS ‘Salvador de Toledo Galrão’, farmácias, praças, e estamos com um projeto de abertura de mais vagas até o fim desse ano. O uso destas oito vagas pode ser requisitado ao Departamento Municipal de Trânsito mediante apresentação de atestado médico ou específico para o limite de idade da criança de colo. Foi alargado parte do entroncamento da Avenida Trolesi com a Marginal São Lourenço, nas proximidades da Rua José Artimonte, entre os bairros Quarto Centenário e Retiro, local onde também retiramos uma lombada por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, conduzida por Geraldo Lesbão Meira (Mineiro). Sinalizamos boa parte da área central e aumentamos a quantidade de vagas para idosos e deficientes, como também ampliamos o número de vagas com permanência de até 15 minutos. As melhorias na área central e outros lugares continuam. No Centro, pretendemos implantar mais faixas seccionadas, limitando as áreas para estacionamento, bem como a sinalização de pontos de ônibus, táxis e moto táxis. Também daremos prioridade a uma melhor fiscalização na condução veicular. Progressivamente, estenderemos estas e outras medidas para toda a cidade.
Tínhamos raras ciclofaixas em Matão, mas elas praticamente desapareceram. Há intenção em recuperá-las e na instalação de mais?
Pretendemos revitalizar a ciclofaixa da Via Milcíades Bottura, do final da Avenida Sinharinha Frota até a Rodovia Brigadeiro Faria Lima, bem como aquela que antes havia na junção das Avenidas Baldan e João Marchesan, na altura da Avenida Siqueira Campos, descendo para a Avenida Laert José Tarallo Mendes até a Marginal São Lourenço. Existem projetos para a instalação de ciclofaixas ao redor do Conjunto Poliesportivo e do Parque Ecológico e na Avenida Trolesi, desde a Marginal São Lourenço, virando para a Via Lorenzo Beggio até a Faria Lima, sendo que estes projetos são elaborados pelo diretor municipal de Mobilidade Urbana, Marcelino Mancini.
E quanto aos radares?
Não há projeto pronto, mas pensamos na instalação de radares em semáforos, sobretudo onde há mais desrespeito aos sinais vermelhos.
Temos poucos semáforos em Matão.
Não consideramos que há poucos semáforos em Matão, pois, de acordo com o tamanho da cidade, a quantidade é razoável. Todavia, está sendo estudado o aumento do número, de acordo com a necessidade e a quantidade crescente de veículos. Também está em análise a retirada do semáforo existente no encontro da Avenida Francisco Mastropietro com a Avenida Alagoas, visando realocação para a esquina das Avenidas Baldan e Antonio Tanaka, entre a empresa Baldan e o Hotel Matão by Mercure, bem como a remoção do semáforo da esquina da Avenida Tiradentes com a Rua Cesário Motta para a junção das Avenidas Baldan e João Marchesan, deixando passagem livre aos condutores que tomarem a Via Armando Marchesan, sentido Rodovia Washington Luiz.
Lombofaixas também são poucas.
Existem pedidos de vereadores, escolas e munícipes para implantarmos lombofaixas com apoio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos. Pretendemos instalar lombofaixas ou lombadas nas proximidades de escolas e em locais onde estudos técnicos apontam como essenciais à segurança de motoristas e pedestres.
Melhorar a sinalização e a segurança do trânsito custa caro?
O custo para sinalizações e sistemas que visam melhor segurança para motoristas e pedestres é muito alto. Uma simples placa de parada obrigatória, um poste de madeira com o disco escrito ‘Pare’, por exemplo, custa em média uns R$ 400,00. Se o poste for de ferro, a unidade fica uns R$ 500,00. Um Grupo Semafórico para cruzamento simples fica em torno de R$ 100 mil, sendo que se a este semáforo for acoplado radar, a conta sobe para uns R$ 200 mil. Uma lombofaixa numa rua ou avenida simples tem o valor aproximado de R$ 13 mil, devidamente sinalizada. Além disso, há o custo de aquisição de equipamentos, de veículos, da manutenção destes e da operacionalização, pois o setor de trânsito exige dedicação de 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados.
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