Convênio viabiliza o Cateama
Prefeitura e Apae assinam documento para a implantação do Centro de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro Autista de Matão
Do acervo · publicada originalmente em 22 de junho de 2023
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2023Na terça-feira (20), o prefeito Cido Ferrari assinou convênio com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para a instalação do Centro de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro Autista de Matão (‘Cateama’). A reunião foi realizada no Gabinete do Prefeito e contou com a presença do secretário de Saúde, Orivaldo Reguin (Faro); de diretores e servidores da área da Saúde; do representante da Apae-Matão, Manoel Braga; e dos vereadores Paulo Bernardi, Davison Sensei e Haroldo Gago.
Com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, o ‘Cateama’ contará com equipe técnica multidisciplinar de saúde mental e psicológica (psiquiatra, neuropediatra, psicopedagogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, educador físico). A instalação da infraestrutura e o projeto que prevê atuação baseada em metodologia especializada de trabalho já estão em andamento. O novo serviço da Prefeitura e Apae funcionará na Rua Cesário Mota, nº 1.160, Centro (antigo prédio da Farmácia Municipal).
Para o prefeito Cido Ferrari, “tudo indica que o ‘Cateama’ realizará um excelente trabalho, pois foi criado com a colaboração de vários órgãos e equipes profissionais experientes, com a participação dos Conselhos. O local onde será instalada a sede também foi uma escolha acertada, recebendo equipes de profissionais que atuarão junto às pessoas com TEA e suas famílias. Consideramos que a Apae possui competência e experiência para prestar esse atendimento e, dessa forma, nosso município poderá até mesmo servir de referência para outras cidades”.
A implantação do ‘Cateama’ está prevista na Lei Municipal nº 5.752, elaborada ‘a muitas mãos’ pelos poderes Executivo e Legislativo, Ministério Público, Apae e profissionais da Saúde. A iniciativa está em consonância com a Lei Federal nº 12.764/2012, que dispõe sobre a instituição de políticas públicas que visam a garantia, proteção e ampliação dos direitos das pessoas com TEA. De acordo com o secretário de Administração e Finanças, Willian Di Gaetano Bassi, “a avaliação e a aprovação dos Conselhos, que resultaram na escolha da Apae para desenvolver esse atendimento especializado, se deram num processo democrático que considerou principalmente o aumento da demanda e as necessidades das pessoas com TEA e suas famílias”.
Conforme esclareceu o secretário de Saúde, Orivaldo Reguin (Faro), a rede psicossocial de atendimento à saúde mental em Matão já tem desenvolvido um bom trabalho de atendimento à pessoa diagnosticada com TEA, através do Ambulatório de Saúde Mental e do Centrinho. “Entretanto, se faz necessário avançar para o nível de um atendimento especializado em diagnosticar e tratar complexidades, sobretudo quando constatamos que cada pessoa com TEA apresenta um tipo diferente de demanda e necessidade e, por isso, os métodos de atendimento devem ser variados, de acordo com a necessidade de cada paciente”, explica Faro.
NAS ESCOLAS MUNICIPAIS
Em relação a como funciona o atual atendimento às crianças com TEA matriculadas na rede municipal de ensino, periodicamente são realizadas formações continuadas para professores da rede pública, promovidas pela Secretaria de Educação e Cultura, voltadas aos educadores do NAE-Lume, do Centro de Reabilitação Infantil e da Apae, mediadas pelo gerente de Educação Especial, Luiz Fernando Zuin. Segundo o Departamento de Educação, somente na rede municipal há pelo menos 114 estudantes diagnosticados com TEA, sendo 75 crianças da Educação Infantil, 24 alunos do Ensino Fundamental I e 15 adolescentes do Ensino Fundamental II.
De acordo com Luiz Fernando Zuin, diante de um diagnóstico de TEA, os profissionais têm trabalhado com um instrumento de rastreio denominado ‘Inventário Dimensional de Avaliação do Desenvolvimento Infantil’ (Idadi), um instrumento multidimensional de avaliação do desenvolvimento infantil em que, dentre suas principais aplicações, se destacam a avaliação de suspeita de atrasos ou de transtornos do neurodesenvolvimento, o monitoramento longitudinal do desenvolvimento infantil e o acompanhamento da efetividade ou eficácia de intervenções na primeira infância.
Ainda segundo Zuin, gestor de Educação Especial da Prefeitura, “esse instrumento pode ser utilizado por profissionais das áreas de Saúde e de Educação que atuam junto à infância”. A capacitação de professores da rede pública tem abordado também a ‘Escala de Responsividade’ (SRS-2), um método científico destinado a mensurar sintomas associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como a classificar os níveis de apoio.
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.









